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De 14 a 17 de outubro, o IPÊ participa do III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe, que será realizado em Lima (Peru), com uma série de apresentações e um evento paralelo. A presidente Suzana Padua e a pesquisadora Angela Pellin, participantes da Comissão de Educação e Comunicação da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), compõem o comitê técnico do evento, avaliando trabalhos técnicos entre outras demandas na estruturação do congresso.

Sob o tema “Soluções para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável”, o evento é um espaço para a troca de experiências e debates sobre políticas públicas, a fim de promover áreas protegidas como soluções baseadas na natureza diante dos desafios da sociedade. O Congresso oferece a oportunidade para autoridades governamentais, organizações multilaterais, líderes de comunidades locais, tradicionais e indígenas, bem como do setor privado, apresentarem propostas que serão transferidas antes da Convenção sobre Diversidade Biológica, que revisará as Metas de Aichi em 2020.

No congresso, o evento paralelo e demais apresentações do IPÊ vão tratar sobre as experiências do Instituto com os projetos MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade, MOSUC - Motivação e Sucesso para Gestão de UCs e o LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, que desenham e implementam soluções integradas para os desafios das áreas protegidas e colaboram na sua implementação e efetividade.

Os três projetos atuam junto a 116 áreas protegidas, sendo 43 terras indígenas e 73 unidades de conservação. Entre seus resultados está a formação de 460 monitores de biodiversidade, atuação em rede junto a 74 instituições parceiras e 140 boas práticas de gestão em UCs sistematizadas. Confira a programação:

Evento paralelo - Vagas Limitadas 
INSCREVA-SE

16/10 - Terceiro Setor no Apoio à Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia no Brasil: perspectiva e oportunidades para os próximos 10 anos
(Vagas limitadas: inscreva-se)
Palestrantes: Claudio Padua e Fabiana Prado (IPÊ), Carlos Durigan (WCS), Karen Oliveira (TNC), Mariana Ferreira (WWF/Brasil e Coalizão Pró-UC) Horário: das 12h15 às 14h15
Atividade: Evento Paralelo
Local: Sala Naciones 3 – mesa 1 – Piso 8

Apresentações
Abertas ao público

 

15/10 – Monitoramento Colaborativo da Biodiversidade e a Aprendizagem Compartilhada: o Encontro de Saberes 
Apresentador: Marcos Ortiz
Atividade: Apresentação Oral
Horário: 14h25
Local: Salão Ichma 1

16/10 - Monitoramento e conservação participativa da biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia brasileira
Apresentadora: Pollyana Lemos
Atividade: Poster 112
Horário: 12h40 às 13h10
Local: Pucllana 

17/10 - Soluções Integradas para Áreas Protegidas e Lançamento do Projeto LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica
Apresentadores: Fabiana Prado, Neluce Soares, Cristina Tóffoli e Angela Pellin
Horário: das 12h às 13h
Local: Pavilhão Naturaleza Para Todos

17/10 - Programa de Voluntariado: engajando a sociedade na conservação da biodiversidade brasileira
Apresentadora: Angela Pellin

Atividade: Apresentação Oral
Horário: 14h25
Local: Salão Ichma 2

17/10 - Tema ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade: jovens líderes para a conservação
Apresentadores: Suzana Padua e Claudio Padua
Horário: 16h
Local: Pavilhão Naturaleza Para Todos 

 

 

Em mais uma etapa do Plano Operacional de Conectividade entre Unidades de Conservação e demais áreas protegidas no Oeste Paulista (POC), o IPÊ, a Fundação Florestal (FF) e organizações que atuam nesta região vão construir o “Estudo do Mercado da Restauração Florestal de Corredores de Conectividade entre Unidades de Conservação da região do extremo oeste de São Paulo".

Para isso, as organizações convidam instituições, representantes da sociedade civil ou governamental, empresários, proprietários de terra, produtores e comunidade a participarem da Oficina sobre o Mercado da Restauração Florestal, no dia 03 de outubro, das 09h às 16h, na sede do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP). A proposta é avaliar as características das demandas do segmento florestal na região e, a partir desse estudo, propor estratégias de mercado, de comercialização, e sugerir meios de atendimento para diversos segmentos de empresas (MEs, MEIs, EPPs e produtores rurais) que compõem a cadeia produtiva de restauração florestal de corredores de conectividade.

"O projeto tem como objetivo final propor meios de conectar os fragmentos florestais da Mata Atlântica no oeste de São Paulo. É importante mobilizar todos os setores para isso. Nessa fase do projeto, queremos avaliar em conjunto com todos como é o mercado regional da restauração florestal e como ele pode impulsionar a economia local, quais as tendências para o futuro e os principais desafios deste segmento. Queremos, a partir disso, planejar um novo mercado mais promissor para a região, bom para o social, o econômico e o ambiental", afirma Simone Tenório, coordenadora do projeto pelo IPÊ.

A espécie símbolo do Estado de São Paulo, o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) é parte agora de uma coleção especial de selos dos Correios.

Junto com outras espécies - as larvas do besouro (Pyrearinnus termitilluminans), que proporcionam o fenômeno conhecido como Cupinzeiro Luminoso, e a Preguiça-de-Coleira (Bradypus torquatus Ill), a imagem do mico agora é opção para envio de correspondências.

A fotografia que estampa o selo é da bióloga Gabriela Cabral Rezende, pesquisadora do IPÊ, que realiza estudos sobre a espécie há 35 anos, no Pontal do Paranapanema (SP), por meio do Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, trabalho reconhecido nacional e internacionalmente por meio de vários prêmios.

"Nós, brasileiros, precisamos conhecer mais a biodiversidade rica que nosso país possui. Só assim compreenderemos o real valor das nossas florestas e animais. O mico-leão-preto, por exemplo já foi considerado extinto da natureza e só existe no Brasil e numa pequena porção de Mata Atlântica de São Paulo. Sua conservação é fundamental para a vida da floresta - já que ele é um excelente dispersor de sementes, por exemplo e, consequentemente, a nossa vida, já que todos dependem da floresta para ter água, qualidade de clima e alimentos", explica Gabriela.

O selo estará disponível a partir do dia 23 de setembro, nas principais agências dos Correios.

O 29º Curso Internacional de Manejo de Áreas Protegidas, no Colorado, Estados Unidos, teve participação de duas pesquisadoras do IPÊ que atuam na Amazônia. Ao longo de 32 dias, Nailza Pereira Porto e Ilnaiara Souza, aprenderam mais sobre manejo e planejamento de áreas protegidas, governança, mecanismos de financiamento para áreas protegidas, turismo, concessões, manejo de visitantes, mudanças climáticas, entre outros temas atuais e importantes para a conservação e manejo de áreas protegidas.

"Além dos importantes temas para o nosso crescimento profissional, também trabalhamos durante o curso a parte pessoal. Começamos a desenvolver o nosso plano de liderança pessoal, comunitário-familiar e profissional para nos ajudar a melhorar a nossa abordagem em desafios atuais na conservação, além de nos ajudar a lidar com situações de conflito e, por fim, conseguir a colaboração e o consenso entre os atores envolvidos", comenta Ilnaiara, que atua com Monitoramento Participativo de Biodiversidade, no Acre. No monitoramento, realizado em parceria com o ICMBio, membros de comunidades, gestores e técnicos do IPÊ desenvolvem planejamentos para levantamento e avaliação da biodiversidade para conservação.

"Em meu caso, que trabalho com o envolvimento da comunidade local, acredito que posso trabalhar de uma forma melhor o empoderamento e a governança deles sobre o monitoramento, os dados, os resultados e a aplicabilidade desses resultados para melhorar o manejo e a gestão da área em que eles vivem. Para além do monitoramento, também podemos desenvolver o potencial turístico das áreas em que trabalhamos, com um melhor planejamento e envolvimento das comunidades locais", afirma. 

Com atuação no baixo Rio Negro, especificamente em projetos de Turismo de Base Comunitária, Nailza destaca o potencial do aprendizado no dia a dia. "Os novos conceitos, as metodologias e as ferramentas para o planejamento do uso público em Áreas Protegidas, com certeza, irão contribuir para o desempenho do meu trabalho por meio do IPÊ. Foi uma experiência muito enriquecedora e inspiradora", diz.

A participação no curso foi possível devido ao apoio da Universidade Estadual do Colorado e o financiamento da bolsa de estudos pela USAID -  US Agency for Internacional Development e US Forest Service.

MBA Gestão de Negócios Socioambientais é um curso que trata dos grandes temas fundamentais na área e prepara o aluno para criar, implementar e desenvolver soluções para os complexos desafios socioambientais no Brasil e no mundo. Com professores de ampla experiência no mercado, o curso é estruturado no formato Blended Learning, ou seja, as aulas são divididas em módulos online e presenciais, facilitando o acompanhamento e gerenciamento do tempo pelos alunos, ao longo de 18 meses. As inscrições podem ser feitas até 23 de setembro, no http://mba.ipe.org.br/2019.

As aulas presenciais acontecem na sede do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, na cidade de Nazaré Paulista (SP) a cada dois meses, de sexta a domingo, em um ambiente que promove a interação, networking e imersão nas discussões e debates. O curso tem apoio pedagógico da ARTEMISIA Negócios Sociais e CEATS-USP (Centro de Empreendedorismo e Administração em Terceiro Setor) e atrai profissionais variados, que buscam desenvolver em suas áreas de atuação a sustentabilidade socioambiental a partir de negócios inclusivos e de valor compartilhado. No corpo docente, professores com expertise na área, como Rosa Maria Fischer (USP), Graziela Comini (USP), Claudio Padua (IPÊ), Maure Pessanha (ARTEMISIA), Edgard Barki (FGV), Luciana Zaffalon (FGV), José Augusto Padua (UFRJ).

"Grandes empresas, não só no Brasil, mas em vários países, já perceberam a necessidade de terem empreendimentos com finalidades sociais e ambientais, não apenas visando o lucro. Estão repensando a finalidade de seus negócios e isso é uma tendência que chegou para ficar. Assim como empreendedores individuais estão já criando negócios com a função de superar desafios socioambientais a partir de um produto ou um serviço. Estar preparado para esse novo momento, com esse MBA, abre portas de trabalho em diversos setores, além de transformar o mindset desse profissional", afirma Rosa Maria Fischer, coordenadora do CEATS-USP.

O curso é direcionado tanto para quem quer criar um negócio socioambiental como para quem atua em empresas e pode gerar essa transformação dentro do setor corporativo.

Os principais assuntos são ilustrados em cases, que estimulam os participantes a desenvolverem soluções práticas aos desafios sociais e ambientais reais. Na grade, há agendas para visitas técnicas objetivando interação com projetos de diversas instituições que atuam nesta área, uma delas é uma imersão na Amazônia, no barco escola Maíra do IPÊ.

Ao final do MBA, o aluno estará apto a: desenvolver planos de ação para projetos de impacto, empreender, gerir negócios de impacto, projetos e parcerias em fundações empresariais; atuar como consultor ou gestor de projetos em organizações de fomento como aceleradoras e fundos de investimento; tornar-se gestor ou responsável da área/comitês de sustentabilidade dentro de grandes corporações; e tornar-se gestor ou responsável de inovação social em grandes corporações.

Mais informações:
http://mba.ipe.org.br/2019
cursos@ipe.org.br
11 99981-2601 (whatsapp)