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Ampliar a produtividade no campo, diversificar as fontes de renda dos produtores rurais, estimular a participação dos diversos atores e contribuir para a conservação da biodiversidade estão entre os pontos de conexão dos trabalhos realizados na prática, na vida real, por alunos da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, tanto do Mestrado Profissional em  Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, quanto do MBA em Gestão de Negócios Socioambientais. 

Os egressos da ESCAS são líderes em conservação e sustentabilidade, que hoje atuam na transformação da realidade socioambiental em todo o Brasil. Confira abaixo seis dessas histórias, os resultados obtidos até o momento e os próximos passos.  

MATO GROSSO DO SUL

Projeto Sistemas Produtivos une produtividade no campo com impacto positivo no clima

Selecionado em duas disputas, no Desafio Agroflorestal (iniciativa do Fundo Vale e da Reserva Natural Vale) e na etapa nacional da ClimateLaunchpad - a maior competição de ideias de negócios verdes do mundo (realizada pela ClimateLaunchpad com co-realização da Climate Ventures, no Brasil), o Projeto Sistemas Integrados alinha reforma de pasto degradado com a utilização do componente florestal e de culturas agrícolas. Dessa forma os benefícios vão além da esfera social, por meio da diversificação das fontes de renda dos produtores e chegam à esfera ambiental reduzindo as emissões de carbono. 

O projeto desenvolvido por Pedro Nogueira, egresso do MBA da ESCAS, Thiago Nogueira, aluno do mestrado da ESCAS e Alexandre Tozzo está na disputa regional Climate Ventures que será realizada no início da segunda quinzena de setembro. “Sistemas produtivos mais eficientes emitem menos carbono, principalmente por causa da reforma da pastagem e do pastejo rotacionado; isso auxilia muito na redução das emissões de carbono. No nosso modelo de negócio, o componente florestal - a inclusão de árvores - e as espécies agrícolas também contribuem para a fixação de carbono ao sistema. Nesse contexto, no balanço, o sistema passa de emissor de carbono para um sistema que fixa mais carbono”, revela Pedro Nogueira.  O projeto, segundo os sócios, é totalmente ajustável para diferentes regiões do Brasil e biomas. 

Projeto de alunos da ESCAS disputa Desafio Agroflorestal e ClimateLaunchpad

 

MINAS GERAIS E SÃO PAULO

Associação Ambientalista Copaíba desenvolve estudo para selecionar as próximas áreas de restauração florestal  

A identificação das áreas prioritárias para a conectividade, com as ações mais estratégicas para recuperação e os custos estão entre as questões apresentadas na tese de mestrado de Flávia Balderi, na ESCAS/IPÊ - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Flávia é uma das fundadoras e secretária executiva da Associação Ambientalista Copaíba, localizada em Socorro (SP). O recorte de Flávia traz justamente a área de atuação da Copaíba em 19 municípios localizados entre a bacia do Rio do Peixe, no leste do estado de São Paulo, e a bacia Camanducaia, no sul de Minas Gerais.

“A partir desse levantamento vamos contatar os proprietários das áreas prioritárias para a restauração e nessa conversa todos os argumentos serão importantes, como serviços ecossistêmicos, conservação de água. Por exemplo, para quem trabalha com turismo ou com produção tentaremos utilizar espécies que agreguem valor também nessa direção às propriedades; uma maneira também de incentivarmos que a restauração aconteça”, pontua Flávia Balderi. 

Produto final de mestranda da ESCAS vai fortalecer Associação Ambientalista Copaíba

 

REGIÃO SUL DO BRASIL

Egresso da ESCAS aposta em novo modelo para construir e compartilhar conhecimento  

Documentários e curtas-metragens desenvolvidos por pesquisadores em conjunto com tropeiros, quilombolas, pescadores, produtores rurais e jovens revelam novos caminhos na área de educação ambiental. “O resultado não é a entrega do vídeo, mas a forma como a gente produz o vídeo com a comunidade, alunos e pesquisadores. Esse é o foco do nosso negócio”, pontua Gustavo Arruda, egresso do MBA da ESCAS e sócio da Rastro Ecologia Criativa.

Entre as produções da Rastro, após Gustavo concluir o MBA, está o curta Peixe das Nuves, do Instituto Pró-Pampa. O vídeo tem como objetivo compartilhar informações sobre os peixes anuais, também conhecidos como sazonais, com destaque para a importância da conservação do habitat, que inclui a zona de amortecimento da Unidade de Conservação, onde são desenvolvidas atividades antrópicas. “A pesquisa não chegava à comunidade do entorno e a maior parte dos conflitos acontecia por conta da degradação do habitat. Com o vídeo criamos um diálogo mais sensível e atrativo sobre o tema para as comunidades do entorno”, esclarece Gustavo Arruda.

Veja como Gustavo transforma ecologia, arte e comunicação em educação ambiental

 

EXTREMO SUL DA BAHIA

Egressa adapta modelo de negócio em tempos de Covid-19 

As mudanças no cenário por conta da pandemia aceleraram alguns planos no extremo sul da Bahia, onde há quase nove anos, a engenheira agrônoma Jeilly Vivianne, mestra pela ESCAS, iniciou programa com ex-carvoeiros que avançaram no caminho da Agroecologia. “Planejávamos começar o trabalho de cestas delivery no segundo semestre de 2020, após o escalonamento de plantio, mas com a suspensão das feiras em tempos de pandemia, antecipamos as cestas. Temos mais de 50 produtos entre in natura, minimamente processado até o processado. De abril até a primeira quinzena de agosto, mais de 1.100 cestas já foram comercializadas - mais de 12,5 toneladas de alimentos - em Teixeira de Freitas, Alcobaça e Guaratiba/Prado (BA) e Nanuque (MG)”, explica a egressa. 

 

De carvoeiros a agrofloresteiros: mestra da ESCAS/IPÊ transforma realidade socioambiental no sul da Bahia

 

Programa para agricultores do sul da Bahia contribui para o aproveitamento de 100% da mandioca

A mestra pela ESCAS Jeilly Vivianne também atua no extremo sul da Bahia na implantação da Farinheira Sustentável, que integra o PAT da Mandiocultura - Plano de Ação Territorial da Mandiocultura, uma iniciativa com recursos do PDRT da Suzano e apoio do PRODETER – Programa de Desenvolvimento Territorial, do Banco do Nordeste. 

As ações tiveram início pela necessidade de adequação das farinheiras. “Em 2017, o Ministério Público recebeu uma denúncia sobre o descarte inadequado da manipueira – resíduo líquido da prensagem da massa da mandioca – 25 vezes mais poluente do que o esgoto doméstico”, recorda Jeilly Viviane. Diretamente 709 famílias são atendidas pela equipe de Jeilly no PDRT, e mais de 3 mil têm acesso ao conteúdo pelo PAT, com o Mandiocast o número de pessoas impactadas já ultrapassa os limites das ações inloco

Mestra pela ESCAS implementa programa que amplia aproveitamento da mandioca de 40% para 100%

PONTAL DO PARANAPANEMA

Mestre pela ESCAS conquista o Whitley Awards, o Oscar Verde 

Gabriela Cabral Rezende, mestra pela ESCAS, integra a lista de pesquisadores reconhecidos com o Whitley Award pelos esforços na conservação do mico-leão-preto. A bióloga está entre os seis vencedores do Whitley Award 2020, do Whitley Fund for Nature (Reino Unido). O Whitley é considerado o maior prêmio da conservação ambiental do mundo, e por isso é chamado de Oscar Verde. Mestra pela ESCAS, a pesquisadora concorreu com mais de 100 outros inscritos ao prêmio na mesma categoria. Além do reconhecimento, os seis ganhadores vão receber o prêmio de 40 mil libras, cada um, para investirem em seus projetos.

Saiba como o recurso será usado no Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto

Mais informações: 

 

 

Com o objetivo de compartilhar os aprendizados e as vivências da equipe e parceiros, o projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB), do IPÊ, inicia na próxima semana uma série de Lives no Instagram @institutoipe. 

Para começar:  O que é Monitoramento Participativo da Biodiversidade? Um bate-papo em 08/09, das 20:30 às 21:00 entre Cristina Tófoli, coordenadora geral do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação Amazônicas, e Paula Piccin, coordenadora de comunicação do IPÊ.  

Cristina já recebeu um dos Prêmios Futuro Conservacionista (Future Conservationist Award), pelo Conservation Leadership Programme e foi selecionada como uma das lideranças emergentes na conservação da vida silvestre. É ecóloga, mestre em ecologia e  atualmente cursa o MBA da ESCAS em Gestão de Negócios Socioambientais. 

Em 5 anos, o MPB - Monitoramento Participativo da Biodiversidade já beneficiou diretamente mais de 4,7 mil pessoas, em 17  Unidades de Conservação.  Mas como as informações monitoradas pela própria comunidade contribuem para a biodiversidade? De que forma esses dados subsidiam projeções relativas às mudanças climáticas e demais ameaças? Qual é a relação entre monitoramento da biodiversidade e cadeias produtivas?  Confira as respostas para essas e outras perguntas na Live. 

O projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade é parceiro na implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) do Instituto de Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com apoio de USAID, Gordon and Betty Moore Foundation e Programa ARPA. 

Programe-se:  a segunda Live será realizada em 15/09 no mesmo horário (20:30 às 21:00) com o tema Uirapuru Canta: Como diminuímos a distância com as comunidades na Amazônia em tempos de pandemia?. Nesse bate-papo, Cristina Tófoli conversará com Lívia Maciel sobre a experiência do IPÊ para superar o desafio da comunicação com as comunidades da Amazônia diante do cenário de pandemia. 

 

Instagram do IPÊ: https://www.instagram.com/institutoipe/

 

 

A identificação das áreas prioritárias para a conectividade, com as ações mais estratégicas para recuperação e os custos estão entre as questões apresentadas na tese de mestrado de Flávia Balderi, na ESCAS/IPÊ - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Flávia é uma das fundadoras e secretária executiva da Associação Ambientalista Copaíba, localizada em Socorro (SP). O recorte de Flávia traz justamente a área de atuação da Copaíba em 19 municípios localizados entre a bacia do Rio do Peixe, no leste do estado de São Paulo, e a bacia Camanducaia, no sul de Minas Gerais.

“Minha dissertação foi algo que eu sabia que contribuiria para a Copaíba, mas o que levantei de dados, busquei de informação já estava valendo muito a pena antes de eu ter concluído o trabalho. O processo foi muito enriquecedor, o mestrado superou minhas expectativas. A partir desse levantamento vamos contatar os proprietários das áreas prioritárias para a restauração e nessa conversa todos os argumentos serão importantes, como serviços ecossistêmicos, conservação de água, teremos que trabalhar de diferentes maneiras. Por exemplo, para quem trabalha com turismo ou com produção tentaremos utilizar espécies que agreguem valor também nessa direção às propriedades; uma maneira também de incentivarmos que a restauração aconteça”, pontua Flávia que defenderá a tese a distância nos próximos meses, por conta das adaptações necessárias no contexto de pandemia. Em 20 anos, a Copaíba já plantou 685 mil mudas.

Resolução de Desafios

Além de tema do trabalho de Flávia, a Copaíba também esteve no centro da discussão nas aulas durante a Resolução de Desafios, última disciplina do mestrado. Nela, os alunos trabalham com um desafio real e, juntos, decidem as soluções mais adequadas para um determinado cliente, seja ele do setor público, privado ou não governamental.

Na turma de Flávia, os mestrandos optaram pela elaboração do Plano de Manejo, instrumento sobre como realizar a implementação de uma área protegida, da RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural Copaíba. “Toda a turma abraçou a causa e desenvolveu um ótimo trabalho. Essa contribuição foi muito importante, o Plano de Manejo foi um presente que a Copaíba recebeu da turma. A proposta do Plano é usar nossa Unidade de Conservação (UC) 100% restaurada como modelo; uma vez que são poucas as UCs com essa característica de ter sido totalmente recuperada. Queremos incentivar que isso seja feito também em outras UCs”, esclarece Flávia.

Para Flávia, a elaboração do Plano está repleta de significados. “Se fôssemos elaborar o Plano de Manejo apenas como Copaíba teríamos que fazer um investimento para contratar profissionais que fossem nos ajudar, com levantamento de fauna, por exemplo. Foi muito importante ter contato com o comprometimento da turma pela diversidade de perfis profissionais. Ganhamos novos simpatizantes, a turma conheceu a fundo a instituição, foi muito gratificante e eles já fazem parte da nossa história”.

A Resolução de Desafio foi conduzida por Angela Pellin, professora e coordenadora desta edição da disciplina, especialista na elaboração de planos de manejo de áreas protegidas. “A condução da Angela foi fundamental para que conseguíssemos em um curto espaço de tempo e de maneira intensiva desenvolver o Plano de Manejo”, completa Flávia. O Plano está em processo de revisão e será publicado até janeiro de 2021.

 

Documentários e curtas-metragens desenvolvidos por pesquisadores em conjunto com tropeiros, quilombolas, pescadores, produtores rurais e jovens estão entre as estratégias da Rastro Ecologia Criativa, produtora de conteúdo educativo e documental, que tem como sócio o ecólogo Gustavo Arruda, especialista em Gestão de Negócios Socioambientais, pelo MBA da ESCAS. “Na Rastro, o nosso diferencial é tornar o processo de se fazer um vídeo uma ação de educação ambiental. O resultado não é a entrega do vídeo, mas a forma como a gente produz o vídeo com a comunidade, alunos e os pesquisadores. Esse é o foco do nosso negócio”, explica o egresso da ESCAS/IPÊ - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade.

O trabalho mais recente de Arruda é realizado na Comunidade Quilombola São Roque, em Praia Grande (Santa Catarina) com o objetivo de fomentar o Turismo de Base Comunitária (TBC) no Parque Nacional dos Aparados da Serra e Serra Geral. “O potencial do turismo na região pode beneficiar cerca de 60 famílias, 170 pessoas quilombolas. Ações de comunicação social e educação ambiental são essenciais para promover o diálogo e a troca de saberes sobre o tema. Essa dinâmica tem muito do que vi o IPÊ desenvolver na Amazônia, durante as aulas do MBA. No curso adquiri uma visão mais profunda da responsabilidade de chegar em uma comunidade, conhecer as expectativas e buscar atendê-las. É preciso estar alinhado com o que aquelas pessoas querem mudar na vida delas. E monitorar se o que você fez atenderá aquela demanda.  Os indicadores estão mais presentes no trabalho que desenvolvo, uma vez que são a base do Negócio Social”, pontua Gustavo. 

Legenda: Imersão educativa dos alunos da Universidade Federal de Pelotas na Feira Viva, evento promovido pela comunidade quilombola, que contou com apoio da Rastro, Hubittat, ICMBIo e DNIT. Crédito da foto: Acervo Rastro

Para alcançar esse objetivo Gustavo trabalha em duas frentes. “Estamos bem próximos ao Eliseu, uma liderança do quilombo. O maior desafio dele é fazer com que a comunidade queira receber os turistas. Fizemos dois eventos de formação voltados para o Turismo de Base Comunitária (TBC). De maneira paralela, estamos desenvolvendo um documentário sobre os atrativos do Parque como forma de chamar o público”, explica Gustavo. O lançamento do vídeo está previsto para até o fim do ano. 

O trabalho na Comunidade Quilombola São Roque é uma parceria entre a Rastro, a Gestão Ambiental da BR-285/RS/SC DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e o Hubittat - Laboratório de Inovação Aberta em Infraestrutura, Mobilidade e Sustentabilidade. As próximas ações inloco serão retomadas após a pandemia. 

 

Estação Ecológica do Taim

Entre as produções da Rastro, após Gustavo concluir o MBA, está o curta Peixe das Nuvens, do Instituto Pró-Pampa. O vídeo tem como objetivo compartilhar informações sobre os peixes anuais, também conhecidos como sazonais, com destaque para a importância da conservação do habitat, que inclui a zona de amortecimento da Unidade de Conservação, onde são desenvolvidas atividades antrópicas. “A pesquisa não chegava à comunidade do entorno e a maior parte dos conflitos acontecia por conta da degradação do habitat. Com o vídeo criamos um diálogo mais sensível e atrativo sobre o tema para as comunidades do entorno”, esclarece Gustavo. Além de produções audiovisuais, em três anos de divulgação científica e de ações voltadas ao turismo educativo foram realizadas excursões e oficinas. 

Mas esse projeto reservava mais. “Por conta do trabalho com os peixes anuais, a Rastro passou a integrar o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Peixes Rivulídeos Ameaçados de Extinção (PAN do Rivulídeos/ICMBio), ajudando a planejar e executar ações de comunicação social que contribuem para a divulgação de pesquisas sobre os peixes e o habitat”, revela Arruda. 

De Plano B a Plano A

Há mais de 10 anos, Gustavo conciliava as produções no Rastro com o trabalho em uma empresa da área de Engenharia Consultiva. “Com o MBA consegui organizar a Rastro de forma que hoje eu vivo só da Rastro, tenho contrato de longo prazo e com estabilidade consigo olhar para o horizonte. Durante o MBA, vi que poderia testar novas possibilidades. Me reuni com meu sócio e começamos a testar iniciativas com as quais até então não estávamos à vontade. Fizemos o reposicionamento da empresa, de Rastro Selvagem para a Rastro Ecologia Criativa. Descobri que eu deveria ter medo da inação, não de errar. Existem caminhos para que os sonhos impactem a sociedade e ao mesmo tempo deem estabilidade financeira. Conseguimos ter uma linguagem empreendedora e com propósito”.