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Jeilly Vivianne, mestra pela ESCAS, também atua no extremo sul da Bahia na implantação da Farinheira Sustentável, que integra o PAT da Mandiocultura - Plano de Ação Territorial da Mandiocultura, uma iniciativa com recursos do PDRT da Suzano e apoio do PRODETER – Programa de Desenvolvimento Territorial, do Banco do Nordeste.  Diretamente 709 famílias são atendidas pela equipe de Jeilly no PDRT, e mais de 3 mil têm acesso ao conteúdo pelo PAT, participam das capacitações e esse número está prestes a ultrapassar os limites das ações inloco. 

A mais recente investida de Jeilly, nessa direção, para mostrar todo o potencial da mandioca – com destaque para o uso integral da planta – é o MandioCast, lançado em maio, em todas plataformas de podcast, com episódios quinzenais. O programa também será divulgado por lista de transmissão em plataforma de mensagens instantânea. “Vamos disseminar o que está sendo feito. Temos áreas produzindo seis toneladas por hectare e áreas com 80 toneladas”, explica Jeilly.

Segundo dados da Embrapa referentes à safra de 2018, a região Nordeste registrou na média a menor produtividade nacional com 8,98 t/ha, o menor índice é justamente o da Bahia com 6,71 t/ha; o que coloca o estado como a menor produtividade do país. A média nacional é de 14,64 t/ha.

Dessa forma, a expectativa é mobilizar os agricultores a seguirem as Boas Práticas que revelam melhores resultados. A Embrapa terá um quadro no Mandiocast – o Embrapa Responde”. O Mandiocast também tem o apoio do Prodeter/Banco do Nordeste. Para levar esse conteúdo ao maior número de agricultores o contato com as prefeituras da região segue como estratégico. “Conversamos com os secretários de agricultura da região para que essa informação chegue ao agricultor”, complementa Jeilly. 

De 40% a 100% 

O maior desafio do Programa é conscientizar a população sobre as possibilidades de uso integral da mandioca para diversificar a produção. “Em média apenas 40% da planta é utilizada. Pelo programa da Farinheira Sustentável – reconhecido como tecnologia social pelo Estado da Bahia – já sabemos que é possível utilizar 100% da mandioca. A parte aérea da planta pode ser utilizada como proteína da ração animal – a parcela mais cara. O grolão – a parte mais grossa que fica na peneira no momento de fazer a farinha – tem energia. Juntando o grolão com a raspa da casca é possível compor a parte energética da ração animal”. Dessa forma, agricultores conseguem fazer ração à base de mandioca para gado leiteiro, aves e ovinos. “É preciso apenas colocar núcleo mineral específico por categoria animal. Recuperamos as formulações da Embrapa dos anos 1970”. 

A manipueira também tem destino certo. “Ela é uma excelente fonte de adubo foliar, também utilizada na adubação de fundação e na adubação de cobertura da mandioca e de outras culturas. Usamos a raspa da casca também nas entrelinhas do plantio, como matéria orgânica, para proteger o solo, o que melhora a umidade, diminui a manutenção e reduz os custos de produção”.   

Confira o relato da Maria das Graças que mostra todo o processo desde o plantio até o produto final. https://www.youtube.com/watch?v=is__clTpJA4&feature=youtu.be

Desafio é Oportunidade

As ações tiveram início pela necessidade de adequação das farinheiras. “Em 2017, o Ministério Público recebeu uma denúncia sobre o descarte inadequado da manipueira – resíduo líquido da prensagem da massa da mandioca – 25 vezes mais poluente do que o esgoto doméstico. Por falta de conhecimento a maioria dos agricultores descartava esse resíduo no rio. O Ministério Público acionou o secretário de Meio Ambiente de Alcobaça que entrou em contato comigo. Tivemos a aliança de dois programas: do PAT/Prodeter, do Banco do Nordeste e do PDRT – Programa de Desenvolvimento Rural Territorial, da Suzano com o objetivo de evitar o fechamento das farinheiras”, esclarece a engenheira agrônoma. 

Segundo Jeilly, o contato teve como objetivo encontrar uma solução capaz de responder ambientalmente à denúncia mantendo as farinheiras abertas. “Apenas em Alcobaça (BA), são 775 farinheiras familiares (IBGE/2017). Se fechassem as farinheiras o impacto social e econômico seria muito alto. A gente fez um cálculo aproximado e 70% da renda do município de Alcobaça vem da mandioca. Uma farinheira emprega de oito a dez famílias”, explica.

Em um primeiro momento, a resposta foi a formação de um Grupo de Trabalho com a participação de uma professora da Universidade Federal do Sul da Bahia, de três consultores da Suzano e do coordenador da Vigilância Sanitária de Alcobaça, que em conjunto desenvolveram o Programa Farinheira Sustentável, que integra o PAT da Mandiocultura. “Apresentamos o Programa ao Ministério Público. Conseguimos formar 228 pessoas no conceito da Farinheira Sustentável e a doação de 50 sistemas de armazenamento da manipueira pelo PDRT/Suzano (42 já foram implantados). Avançamos com o Banco do Nordeste no financiamento para quem precisa fazer as adequações necessárias na parte sanitária. No segundo momento, quando o agricultor obtém o alvará sanitário e o alvará ambiental – ele entra no processo de comercialização, consegue empacotar os produtos e assim acessar outros mercados. Sem os alvarás, 90% dos agricultores ficam reféns do atravessador”. O Programa Farinheira Sustentável teve início em Alcobaça e está sendo disseminado em mais 10 municípios no extremo sul da Bahia: Caravelas, Prado, Mucuri, Nova Viçosa, Teixeira de Freitas, Itamaraju, Jucurucu, Ibirapuã, Medeiros Neto e Lajeadão.

A produção de mandioca e derivados nos municípios de Alcobaça, Prado, Teixeira de Freitas e Ibirapuã (BA) também integra as Cestas de Produtos da Agricultura Familiar com entrega via Delivery pontuadas na matéria De Carvoeiros a Agrofloresteiros

Em setembro de 2019, o programa Farinheira Sustentável (FS) esteve entre as 25 iniciativas selecionadas para apresentação na Conferência Internacional de Agricultura e Biologia, o Tropentag 2019, em Kassel, na Alemanha. O caminho até lá envolveu a disputa entre 235 ações inscritas.

Jeilly Vivianne Ribeiro desenvolve essa iniciativa ao lado 15 colaboradores diretos, entre funcionários e estagiários, que trabalham com ela na Polímata Soluções Agrícolas e Ambientais – empresa que ela fundou dois meses após a conclusão do mestrado profissional da ESCAS na Bahia. Uma das colaboradoras de Jeilly também está na ESCAS. “Dorandia Trivellin começou como estagiária e segue como funcionária na Polímata. Ela tem um potencial incrível e quando me contou que o sonho dela era fazer mestrado, eu disse ‘Você vai para a ESCAS’. 

 

 

 

Quando a engenheira agrônoma Jeilly Vivianne, mestra pela ESCAS, chegou ao extremo sul da Bahia, em especial nos municípios de Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri encontrou uma região dominada pela exploração do carvão. Na esfera social, alcoolismo e violência doméstica despontavam entre as consequências. "Quem conseguia construir o forno aliciava os outros. Quem abria um forno de carvão bebia para suportar o enxofre da combustão, já que o uso do EPI não era uma opção. A precariedade também estava nos rendimentos que incluía parte do pagamento em bebida. Havia também quem agenciava a carga, era um cenário de guerra”, comenta a engenheira agrônoma Jeilly. 

Nesse contexto, Jeilly assumiu um contrato de risco de oito meses com a meta de transformar carvoeiros em agricultores. Era a implantação do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT), da Fibria, na região. “Tínhamos que convencer essas pessoas a plantar culturas de ciclos curtos, com 90 dias entre o plantio e a colheita. Começamos a conversa mostrando os problemas de saúde e de alcoolismo da população, mas que era possível mudar. Havia uma pressão muito forte do aliciador da carga para evitar a participação dos carvoeiros nas reuniões”, relata a engenheira agrônoma. 

Ponto de Virada

Para Jeilly, duas situações possibilitaram o ganho de escala que atualmente engloba mais dois municípios: Alcobaça e Teixeira de Freitas (BA). “Quando notamos um agricultor falando para o outro que aquilo dava certo, a receptividade era diferente”. Para compartilhar essa experiência, Jeilly passou a levar quem ainda não estava convencido para conhecer os resultados de quem já havia implementado a Agrofloresta. “Também convidamos os agricultores com resultados para algumas reuniões, o depoimento deles era muito importante”.  

O segundo momento foi quando ex-carvoeiros comprometidos com a mudança conheceram o que poderia ser feito na região. “Levamos um grupo para participar de vivência em agrofloresta, a 800 km de distância, durante uma semana. Na volta já houve uma transformação. Atualmente, não precisamos ir longe para mostrar onde eles podem chegar, já temos essa referência em nosso território”, completa Jeilly. 

Operação Cruzeiro do Sul

Em dezembro de 2011, a Operação Cruzeiro do Sul de combate à produção, comercialização e transporte ilegais de carvão vegetal levou à quebra da cadeia do carvão. “Em uma semana, 2 mil fornos de carvão foram destruídos, aliciadores e compradores foram presos. Os carvoeiros tinham que procurar uma nova fonte de renda e o Programa era uma alternativa.  No primeiro ano, que teve início em setembro de 2011, atuamos em oito comunidades com 168 famílias. No segundo ano, chegamos a 20 comunidades e 420 famílias.”, pontua a engenheira agrônoma. 

Resultados e Perspectivas 

Em quase nove anos de programa, 50% dos ex-carvoeiros avançaram no caminho da Agroecologia, desses cerca de 10% já estão em processo de certificação participativa orgânica pela Rede Povos da Mata. “Esse é o futuro da agricultura, da soberania alimentar. Os agricultores estão conseguindo pagar faculdade para os filhos na cidade e começaram a investir na melhoria das casas. Com o sustento básico assegurado eles conseguem dar outros passos. É uma evolução significativa reconhecida por todos. Alguns até reconhecem que demoraram para entender e aderir ao programa, mas os que abraçaram a proposta desde o início estão com o resultado lá na frente”. 

Agricultores contam a história da transformação da vida deles de carvoeiros a agrofloresteiros. https://www.youtube.com/watch?v=yfgVAqhpsEQ&feature=youtu.be

Negócios em tempos de Covid-19

As mudanças no cenário por conta da pandemia aceleraram alguns planos, como explica Jeilly. “Planejávamos começar o trabalho de cestas delivery no segundo semestre de 2020, após o escalonamento de plantio, mas com a suspensão das feiras em tempos de pandemia, antecipamos as cestas. Temos mais de 50 produtos entre in natura, minimamente processado até o processado. Começamos com a entrega de 40 cestas por semana em Teixeira de Freitas ainda no mês de abril. Já estamos com as cestas delivery em mais três municípios: Alcobaça e Guaratiba/Prado (Bahia) e Nanuque (Minas Gerais)".

Jeilly Vivianne Ribeiro desenvolve essa iniciativa ao lado 15 colaboradores diretos, entre funcionários e estagiários, que trabalham com ela na Polímata Soluções Agrícolas e Ambientais – empresa que ela fundou dois meses após a conclusão do mestrado profissional da ESCAS na Bahia. Uma das colaboradoras de Jeilly também está na ESCAS. “Dorandia Trivellin começou como estagiária e segue como funcionária na Polímata. Ela tem um potencial incrível e quando me contou que o sonho dela era fazer mestrado, eu disse ‘Você vai para a ESCAS’. 

 

 

Por Rafael Morais Chiaravalloti

Publicado em O Eco

A pandemia de coronavírus nos faz deparar com a seguinte questão: ‘Como restringir o benefício individual do trabalho para preservar o bem comum do sistema de saúde? Claro, não existe solução simples, mas em 2009, Elinor Ostrom ganhou o prêmio Nobel de economia por, exatamente, conseguir trazer uma solução para o dilema. Olhar as respostas que ela trouxe e adaptá-las à nossa realidade é fundamental para chegarmos a uma solução.

 

A primeira vez que alguém refletiu cientificamente sobre o assunto foi ainda na década de 1930. Com o fim da primeira Guerra Mundial, o mundo viu um grande aumento no consumo de pescado, e alguns cientistas começaram a pensar sobre o que iria acontecer no futuro. A questão era simples, os peixes vivem no mar, onde não existia regulação. Se cada pescador retirasse do mar o máximo que conseguisse, uma hora os peixes acabariam. Essas questões foram o gatilho para as regulações sobre uso da costa marítima dos países e para os primeiros trabalhos de ecologia. No entanto, assim como os peixes em locais onde não havia regulação clara, centenas de outros recursos sofriam do mesmo mal, como pastagens, florestas, etc., os quais foram chamados de recursos de bem comum.

Os recursos de bem comum podem ser definidos como qualquer recurso que, após ser utilizado, diminui. Quando alguém pesca um peixe, automaticamente existe um peixe a menos no sistema. Quando alguém come uma fruta na floresta, ela passa a não existir. O mesmo acontece com o sistema de saúde dos países. Quando alguém utiliza um leito, é uma cama a menos nos hospitais. Embora, com o tempo, os recursos de bem comum se renovem (peixes nascem, frutas frutificam e pessoas saram ou morrem), por um determinado tempo, há uma menor quantidade de recurso no sistema.

Em 1968, o economista Garrett Hardin resumiu todas essas questões em um famoso artigo na revista Science. Ele dizia o seguinte: quando utilizamos os recursos de bem comum, o benefício é individual (por exemplo, tenho um peixe a mais, algo como 1 peixe / 1 pessoa, benefício = 1), no entanto, o impacto desse uso é coletivo (todos da comunidade têm um peixe a menos, algo como 1/100 pessoas, impacto = 0,01). Contando que o ser humano é um ser egoísta e racional, as pessoas sempre vão utilizar o máximo de recursos que conseguirem, uma vez que o benefício individual é maior que o impacto coletivo (algo como 1 é maior que 0,01). Em outras palavras, o benefício é imediato e concreto, já o impacto é difuso. No entanto, segundo Hardin, a soma dos impactos individuais colapsa o sistema (os peixes ou as frutas acabam), assim como a sociedade que depende dele. É isso que ele chamou de “tragédia dos comuns”. Em outras palavras, a tragédia daqueles que dependem dos recursos comuns, mas que não se dão conta de que estão próximos do colapso, devido ao individualismo.
 

 

 

Considerado o maior prêmio da conservação ambiental do mundo, e por isso chamado de Oscar Verde, o prestigiado Whitley Awards, do Whitley Fund for Nature (Reino Unido), divulgou no dia 29 de abril os seus grandes vencedores do ano.

 

Duas brasileiras, em diferentes categorias, foram reconhecidas por seu trabalho científico para a conservação da biodiversidade no país: Patrícia Medici (com o Gold Award, principal premiação da fundação), e Gabriela Cabral Rezende (com o Whitley Award, oferecido também a mais cinco conservacionistas de outros países). Ambas são pesquisadoras do IPÊ e dedicam-se à conservação da anta brasileira e do mico-leão-preto (respectivamente). Essas espécies da fauna enfrentam importantes ameaças causadas por ações humanas.

PatiJoaoRosa

O prêmio é entregue anualmente em cerimônia oficial em Londres, pelas mãos da Princesa Real Princess Anne. Entretanto, este ano a Premiação Whitley 2020 foi adiada em função da pandemia do COVID-19. De qualquer maneira, os vencedores receberão seus respectivos prêmios: reconhecimento por seus feitos na conservação de espécies ao redor do mundo e recursos financeiros a serem aplicados na continuidade de seus projetos.

“Receber este prêmio é extremamente importante, particularmente pelo momento pelo qual passamos. Mais do que nunca, precisamos ressaltar a importância de manter o equilíbrio de nossos ecossistemas. A atual crise de pandemia que vivemos está intimamente conectada com a destruição de nossos ecossistemas e com a forma como lidamos com a natureza. Nunca na história vimos tantos impactos causados por nós seres humanos na natureza. Agir agora é sumamente importante para que possamos reverter os impactos das emergências climáticas e evitar futuras extinções de nossa vida selvagem. Conservacionistas como eu devem participar ativamente na definição da agenda ambiental na próxima década”, diz Patrícia Medici. 

Conheça a trajetória da pesquisadora e saiba como o Whitley Gold Award será utilizado pelo IPÊ

 

“A inspiração em pesquisadores pioneiros é a energia que me faz avançar. Enquanto conservacionista, meu sonho é salvar espécies ameaçadas de extinção. Fazer a diferença para uma espécie e seu habitat é o
caminho que encontrei para deixar um planeta melhor para as gerações futuras e inspirá-las a se envolver com a conservação, seja profissionalmente ou nas ações do dia-a-dia. Com o prêmio, espero também poder motivar outras cientistas mulheres a atuar pela conservação ambiental”, diz Gabriela.

Saiba como o Whitley Award vai ajudar o Programa Mico-Leão-Preto

 

 

A bióloga Gabriela Cabral Rezende coordena o Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, do IPÊ, um dos mais longevos programas de conservação do Brasil, o qual completou recentemente 35 anos. A pesquisadora e mais cinco cientistas de outras partes do mundo concorreram com mais de 100 outros inscritos e foram reconhecidos com o Whitley Award 2020, com o prêmio de 40 mil libras, cada um, valor este a ser investido em seus projetos.

Há nove anos, Gabriela herdou o programa do primatólogo Claudio Padua, cofundador do IPÊ e o primeiro brasileiro a ganhar o Whitley Award, em 1999. No extremo oeste do estado de São Paulo, a base principal do projeto é a região do Pontal do Paranapanema, que possui o maior remanescente florestal da Mata Atlântica do Interior - um dos últimos hotspots de biodiversidade global.

Mico no ocoCom uma extensão de 1,3 milhões de km2, apenas 14% da Mata Atlântica ainda permanece devido à conversão de florestas em vastas plantações de cana-de-açúcar e fazendas de pecuária. Com apenas 1.800 micos-leões-pretos ainda sobrevivendo na natureza, seu habitat remanescente é altamente fragmentado, com populações pequenas, desconectadas e isoladas.

“O mico-leão-preto só existe no estado de São Paulo. Tanto que é a espécie símbolo do estado. Temos a responsabilidade de garantir sua existência. Estou extremamente agradecida pelo prêmio, que nos ajudará a continuar um trabalho de conservação que precisa ser de longo prazo, para que possamos ver os resultados”, afirmou Gabriela.

Gabriela e equipe trabalham para proteger esses micos-leões-pretos por meio de pesquisa científica, educação ambiental e restauração florestal. Com a parceria de comunidades, o IPÊ realiza restauração de corredores florestais que conectam diferentes fragmentos florestais. A ação contribui com a capacitação e geração de renda da população: nove viveiros comunitários e plantios agroflorestais ajudam a formar os corredores. O maior deles é também o maior do Brasil, com mais de 20 quilômetros e mais de 2,5 milhões de árvores.

Saiba mais: https://www.youtube.com/watch?v=wGnWKzzYVD4&t=

O financiamento do Whitley Award permitirá que Gabriela replante mais corredores. O objetivo é conectar todas as populações de mico-leão-preto em uma área de floresta contínua de cerca de 45 mil hectares (45 mil campos de futebol). Além disso, a pesquisadora pretende transferir grupos de micos-leões-pretos para porções de florestas mais adequadas para sua sobrevivência e fazer com que estejam presentes em toda essa extensão de floresta. Isso é parte de um plano para prevenir a consanguinidade genética e garantir que esses pequenos primatas tenham os recursos necessários para sobreviver. Os esforços educacionais do IPÊ pela espécie continuarão na região.