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As ilustrações do Relatório de Atividades 2018 foram produzidas e doadas ao IPÊ por Shirley Felts.
Shirley é Bacharel em Artes pela Universidade do Texas e vive com seu marido e família em Londres, desde 1970.

Sua paixão é a pintura em aquarela, técnica com a qual desenhou as paisagens locais e também as florestas sulamericanas que já fizeram parte de mostras coletivas e individuais, livros infantis e adultos.

http://www.shirleyfelts.com/

 

A manutenção dos recursos hídricos e da diversidade biológica depende de iniciativas de recuperação de parte das áreas naturais que foram suprimidas e da implantação de estratégias que aliem modelos de produção à conservação dos recursos naturais. O primeiro passo para viabilizar estas iniciativas é capacitar "agentes de restauração" na formação de mudas, implantação e manutenção de viveiros florestais e agroflorestais. Estas são questões práticas abordadas no "Curso de Viveiros e Mudas" a ser realizado na sede do IPÊ, em Nazaré Paulista – SP, de 23 a 25 de agosto.

Confira abaixo os temas tratados:


- Planejamento de viveiros: avaliando a capacidade produtiva e os cuidados na implantação
- Legislação Ambiental para produção de mudas exóticas e nativas.
- Uso de materiais e equipamentos na produção de mudas
- Parâmetros de qualidade das mudas
- Técnicas de coleta de sementes
- Formação de mudas: quebra de dormência de sementes, tipos de substratos e recipientes
- Prática de enxertia
- Irrigação e adubação
- Visita Técnica ao viveiro de mudas

Carga horária: 24 horas

Público: Produtores rurais, estudantes, técnicos em meio ambiente, agrícolas e florestais de nível médio, extensionistas e demais profissionais responsáveis pela produção de mudas, implantação e manutenção de viveiros.

INSTRUTORES

Haroldo Borges Gomes

Graduado em Ciências Biológicas, mestre em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" Campus de Ilha Solteira especialidade sistemas de produção. Trabalha no IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas a mais de 17 anos. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Extensão Rural, atuando principalmente nos seguintes temas: agricultura familiar, sistemas agroflorestais, viveiros de mudas florestais e projetos interligados de conservação da natureza, desenvolvimento rural sustentável e envolvimento comunitário.

Nivaldo Ribeiro Campos

Técnico em Meio Ambiente, é responsável pela condução de 29 viveiros na região do Pontal do Paranapanema – SP. Como resultado dos cursos de capacitação desenvolvidos pelo IPÊ nesta região, foram instalados viveiros com capacidade de produção total de 800 mil mudas/ ano. Um impacto social resultante desta iniciativa é a venda de mudas florestais como fonte de renda alternativa. As mudas são vendidas a proprietários de terras que precisam por determinação legal, recuperar áreas de preservação permanente (beiras de rios, nascentes e encostas).

Confira valor e condições de pagamento

 

MBA Gestão de Negócios Socioambientais é um curso que trata dos grandes temas fundamentais na área e prepara o aluno para criar, implementar e desenvolver soluções para os complexos desafios socioambientais no Brasil e no mundo. Com professores de ampla experiência no mercado, o curso é estruturado no formato Blended Learning, ou seja, as aulas são divididas em módulos online e presenciais, facilitando o acompanhamento e gerenciamento do tempo pelos alunos, ao longo de 18 meses. As inscrições podem ser feitas até 23 de setembro, no http://mba.ipe.org.br/2019.

As aulas presenciais acontecem na sede do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, na cidade de Nazaré Paulista (SP) a cada dois meses, de sexta a domingo, em um ambiente que promove a interação, networking e imersão nas discussões e debates. O curso tem apoio pedagógico da ARTEMISIA Negócios Sociais e CEATS-USP (Centro de Empreendedorismo e Administração em Terceiro Setor) e atrai profissionais variados, que buscam desenvolver em suas áreas de atuação a sustentabilidade socioambiental a partir de negócios inclusivos e de valor compartilhado. No corpo docente, professores com expertise na área, como Rosa Maria Fischer (USP), Graziela Comini (USP), Claudio Padua (IPÊ), Maure Pessanha (ARTEMISIA), Edgard Barki (FGV), Luciana Zaffalon (FGV), José Augusto Padua (UFRJ).

"Grandes empresas, não só no Brasil, mas em vários países, já perceberam a necessidade de terem empreendimentos com finalidades sociais e ambientais, não apenas visando o lucro. Estão repensando a finalidade de seus negócios e isso é uma tendência que chegou para ficar. Assim como empreendedores individuais estão já criando negócios com a função de superar desafios socioambientais a partir de um produto ou um serviço. Estar preparado para esse novo momento, com esse MBA, abre portas de trabalho em diversos setores, além de transformar o mindset desse profissional", afirma Rosa Maria Fischer, coordenadora do CEATS-USP.

O curso é direcionado tanto para quem quer criar um negócio socioambiental como para quem atua em empresas e pode gerar essa transformação dentro do setor corporativo.

Ana Luiza Reis Rosa Silva atua na indústria de papel e celulose,  em uma frente que impacta cerca de 245 comunidades e 62 mil pessoas no Vale do Paraíba. Para ela, o conhecimento por meio do MBA proporcionou uma evolução na carreira, já que foi promovida em sua área, e também transformou o modo como ela encarava sustentabilidade.  "Trabalho na área de sustentabilidade, gestão e monitoramento dos projetos nas linhas de educação, cultura, esporte, agricultura familiar. Para mim esse MBA foi uma experiência profunda. Não tinha ainda passado por um período de formação com essa ênfase que o MBA traz, um universo completamente diferente, de reflexão e ação. Alguns colegas meus já tinham feito o curso e eu vi na prática o desenvolvimento dessas pessoas. Com certeza isso já reflete hoje em mim também", diz.

Os principais assuntos são ilustrados em cases, que estimulam os participantes a desenvolverem soluções práticas aos desafios sociais e ambientais reais. Na grade, há agendas para visitas técnicas objetivando interação com projetos de diversas instituições que atuam nesta área, uma delas é uma imersão na Amazônia, no barco escola Maíra do IPÊ.

Ao final do MBA, o aluno estará apto a: desenvolver planos de ação para projetos de impacto,empreender, gerir negócios de impacto, projetos e parcerias em fundações empresariais; atuar como consultor ou gestor de projetos em organizações de fomento como aceleradoras e fundos de investimento; tornar-se gestor ou responsável da área/comitês de sustentabilidade dentro de grandes corporações; e tornar-se gestor ou responsável de inovação social em grandes corporações.

Mais informações:
http://mba.ipe.org.br/2019
cursos@ipe.org.br
11 99981-2601 (whatsapp)

A melhoria da gestão das Unidades de Conservação depende, em grande parte, do constante aperfeiçoamento de seus gestores, parceiros, comunitários e voluntários, em um trabalho contínuo de aprendizado. Em junho, foi realizado no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o IV Curso de Capacitação de Monitores da Biodiversidade Integrado dos Parques Nacionais Montanhas do Tumucumaque e Cabo Orange, Reserva Extrativista do Cajari, Estações Ecológicas do Jari e Maracá-jipioca.

Trata-se do Módulo Básico do Componente Florestal do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade, que foi aplicado a 17 novos monitores que atuarão nas cinco Unidades de Conservação (UCs). Durante os quatro dias de curso, os comunitários das UCs foram capacitados para coleta de dados que contemplam os protocolos de Mamíferos de Médio e Grande Porte e Aves Cinegéticas, Borboletas Frugívoras e Plantas Lenhosas. O encontro também serviu para que eles pudessem ter noções de Segurança e Ações de Emergência em Campo.

A instrução sobre borboletas frugívoras ficou a cargo do consultor independente Marcio Uehara Prado. O analista ambiental do ICMBio Christoph Jaster abordou questões relativas às Plantas Lenhosas. Lais Fernandes, consultora local do IPÊ, realizou instrução sobre o protocolo de masto/aves. Aniel Cardoso, do Instituto Guarda Florestal do Amapá (IGFAP), levou aos participantes noções de segurança e ações de emergência em Campo.

A iniciativa é uma atividade do projeto de “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ em parceria com o ICMBio, com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation e USAID.

Foto: Erico Kauano