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A professora Associada do Departamento de Administração da FEA/USP e Coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração do Terceiro Setor (CEATS), foi eleita pelo IPÊ como nova vice-presidente da Instituição. Ela ocupa agora o lugar de Claudio Padua, fundador do Instituto, que hoje permanece no Conselho do IPÊ e como Reitor da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, que também ajudou a criar por meio da ONG.

“A escolha por Graziella Comini não poderia ser mais acertada. Extremamente conhecedora da Instituição, suas necessidades e desafios, ela já vinha tendo um papel fundamental para nós como conselheira e professora. Com a nossa escola, ajudou a trazer inovação em temas que nos são caros, como o empreendedorismo, para a área socioambiental. Agora na vice-presidência, será ainda mais importante para nosso desenvolvimento”, afirma Eduardo Ditt, diretor executivo do IPÊ. 

Graziella soma a um time de maioria feminina na instituição. “Mais de 56% dos cargos de liderança na instituição são compostos por mulheres e agora divido essa responsabilidade com ela, em uma presidência integralmente feminina”, comenta Suzana Padua, presidente.

Economista, com mestrado, doutorado e livre-docência em administração pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, FEA/USP, Graziella Comini possui especialização na Harvard Business School e Universidade de Bologna. Além disso, coordena o Mestrado Profissional em Empreendedorismo da FEA/USP e é representante do Brasil no SEKN – Social Enterprise Knowledge Network. Ela também é conselheira de empreendimentos socioambientais e negócios sociais no Brasil. Desenvolve projetos relacionados a empreendedorismo social, ecossistema de negócios de impacto, negócios sociais e inovação social.

"É uma grande honra e responsabilidade ocupar a posição de vice-presidência do IPÊ, uma organização pautada por valores éticos e com excelência técnica na área socioambiental, meu objetivo é ampliar a vertente educacional para que o conhecimento gerado no IPÊ possa ser ainda mais disseminado nos diferentes setores (primeiro, segundo e terceiro setor). O IPÊ tem capacidade e competência de diálogo com diferentes atores e serve como um dinamizador de inovações socioambientais”, afirma Graziella.

O Dia de Doar de acontece hoje, 30 de novembro. É um dia que nos lembra que as doações fazem a diferença para as causas sociais e ambientais do mundo. Iniciativas como as do Elio, da ODI, mostram como é possível apoiar organizações com criatividade e inovação.

Desde 2021, a ODI Treinamentos Corporativos, empresa de educação e capacitação por meio de jogos corporativos, passou a ser parceira do IPÊ no desenvolvimento de materiais sobre sustentabilidade. Da parceria, surgiu a ideia que trouxe inovação para o negócio e que envolve os clientes da empresa: a cada contrato de treinamento fechado, 2% do valor é destinado ao IPÊ, em favor da causa socioambiental.

“Você às vezes acha que não adianta querer doar porque precisa ser um alto valor, acha que é pouco, mas não é assim. Pensamos em como, dentro da nossa capacidade de ação, poderíamos ajudar e lançamos essa ideia que está dando muito certo”, afirma Elio Luís Ferrucci, diretor da ODI.

Iniciada em maio deste ano, a atividade rendeu cerca de 7.000 reais ao Instituto. Para se ter uma ideia, o montante ajuda a manter 2.400 mudas em um viveiro de espécies nativas ou ainda 350 árvores restauradas.

“Empresas de todos os portes podem e devem se mobilizar pelas causas socioambientais, já que vivemos atualmente uma emergência climática e uma crise ambiental sem precedentes. Com inovação e criatividade, é possível desenvolver estratégias que apoiem as causas e ainda agregam mais valor ao negócio”, afirma Andrea Peçanha, coordenadora da unidade de negócios do IPÊ.

Elio concorda. Ele afirma que a receptividade da iniciativa tem sido boa e que as perspectivas são de ampliar o número de doações, conforme o crescimento do negócio. Para o futuro, além da doação, Elio já traça outros projetos em conjunto com o Instituto. “Nossa ideia é agora expandir nossos jogos dentro do tema da sustentabilidade e da conservação ambiental em parceria com o IPÊ, respondendo às demandas de empresas que estão desenvolvendo projetos nessa área e estimular com que elas olhem para essa questão”, afirma.

Elisa moderadora rosa de saronPara atuar muito mais próximo aos produtores da área rural do Espírito Santo, o projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, selecionou quatro moderadores jovens, que têm um papel de criar articulação entre as ações do projeto e os moradores dos assentamentos. Os moderadores também são assentados rurais e suas famílias são produtoras na região, dos assentamentos Rosa de Saron (em Águia Branca) e Boa Esperança, Laje e Beija-Flor (em Alto Rio Novo).“Temos o papel de mediar informações entre o IPÊ e os assentados que participam do projeto, com uma linguagem que as pessoas consigam entender. Sou como um fio entre o instituto e o assentamento. Quando se tem alguém que é morador de assentamento, conversando a mesma língua do assentado, isso motiva as pessoas”, comenta Elisa Marins Maciel (foto), estudante de veterinária de 21 anos, do assentamento Rosa de Saron.

A proposta da mediação é criar uma identidade entre o projeto e os assentados, compreendendo a realidade em que a população está inserida, conectando as necessidades e desejos das comunidades às necessidades e desejos de conservação socioambiental do projeto. “É um caminhar junto para fazermos a diferença”, diz Elisa.

Os moderadores iniciaram as atividades em novembro e já colaboraram na mobilização dos moradores para a participação nos cursos sobre recursos hídricos e também para os encontros para planejamento dos projetos. Para Elisa, a participação tem agregado não só na sua vida profissional, já que passou a fazer parte da equipe do projeto, como sua vida pessoal.

“Ser mediadora agregou muito na minha vida e eu tenho mudado a minha visão sobre muita coisa. Eu produzia, mas não tinha a real noção do todo, de quanto a produção impacta ao redor e como você pode preservar o que você usa. Esse olhar diferenciado sobre o impacto na natureza do que a gente consome todos os dias, eu vou passar para as próximas gerações e meus futuros clientes”, afirma.

O projeto “Educação, Paisagem e Comunidade” tem apoio financeiro da Fundação Renova.

Na segunda-feira 29 de novembro às 15:00, Cristina Tófoli e Pollyana Lemos, pesquisadoras do IPÊ, participam do lançamento do livro “Monitoramento Territorial Independente na Amazônia: reflexões sobre estratégias e resultados” no canal do YouTube do FGVces e do canal de facebook do Ledtam/UFPA. 

Dividido em duas seções Monitoramento de grandes empreendimentos e de pressões e ameaças sobre territórios e Monitoramento da sociobiodiversidade e dos bens comuns, o livro traz importantes reflexões sobre a potência do monitoramento territorial independente para proteção de territórios e modos de vida, bem como sobre os desafios para sua realização.

A obra é organizada em parceria por Daniela Gomes e Kena Chaves (FGVces), professoras Andrea Leão e Socorro Pena (Gepesa/UFOPA) e professor José Antônio Herrera (Ledtam/UFPA), com editoração de Samir Luna (FGVces) e reúne as experiências de mais de 70 autores representando cerca de 20 organizações e instituições de pesquisa.

Cristina Tófoli e Pollyana Lemos assinam Contribuições do Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação na Amazônia, para a sociedade e conservação da biodiversidade com integração de conhecimentos tradicionais e científico ao lado de mais de mais 16 pesquisadores* do IPÊ e de duas organizações da sociedade civil, Verde Perto e Ação Ecológica do Guaporé (Ecoporé).  

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Desde 2013, o Projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, experiência compartilhada pelos pesquisadores do IPÊ, apoia a implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID, Programa ARPA e de mais de 20 instituições locais.

O projeto realiza o monitoramento participativo da biodiversidade e promove o envolvimento socioambiental para o fortalecimento da gestão e da conservação da biodiversidade em unidades de conservação da Amazônia. Esse processo é estratégico para entender e moderar a extensão de mudanças que possam levar à perda de biodiversidade local, subsidiar o manejo adequado dos recursos naturais e promover a manutenção do modo de vida das comunidades locais e a obtenção de renda de maneira sustentável. A principal motivação do MPB é fomentar a participação social como alicerce para compreensão e conservação da biodiversidade.

Cristina F. Tofoli

Pollyana F. Lemos

Leonardo S. Rodrigues

Débora Lehmann

Fernanda Freda

Marcela Silva

Virgínia Bernardes

Fernando Lima

Rafael Moaris Chiaravalotti

Gabriel Mendes

Livia Maciel

Rúbia Maduro

Ana Maira Bastos Neves

Camila Lemke Moura

Paulo Henrique Bonavigo

Roselma Carvalho

Cibele Tarraço Castro

Fabiana F. Prado

 

Cerca de 30 comunidades na Amazônia estão em intensa atividade com o monitoramento de biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia. Na  Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari (AM), o destaque está no automonitoramento de pesca. Segundo Fernanda Freda, pesquisadora local do IPÊ, entre os principais ganhos que a atividade traz para as comunidades está o entendimento sobre a importância do controle desse recurso, que além de alimento, também faz parte da economia e geração de renda dessa região. “Apenas em 2020, no automonitoramento da pesca registramos 5.382 peixes pescados e 43.740 kg de peixe consumido localmente na Resex Médio Juruá”, comenta. 

O IPÊ acompanha o automonitoramento da pesca desde 2017, pelo projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB) que apoia a implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora), do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). A atividade  integra o Subprograma Aquático Continental, do ICMBio, sob a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (Cepam).

IMG 20210919 110507629 HDR min min min okoko Crédito da foto: Adão Ferreira da Silva

Monitoramento do pirarucu

Em recente visita à comunidade Morada Nova, localizada na Resex Médio Juruá, Fernanda participou  de reunião com os manejadores de pirarucu sobre custos do manejo da espécie,  lucros com a venda, bem como a repartição do efetivo para todos os envolvidos. Segundo o gestor da RESEX, Manoel Cunha, “desde o início do manejo em 2013, a quantidade de pirarucu vem aumentando significativamente todos os anos, permitindo que a população possa consumir esse peixe e vendê-lo em larga escala. Apenas em 2020, tivemos 28.933 indivíduos contados  (15.145 jovens e 13.788 adultos), sendo 1.356 pirarucus pescados, totalizando  85.156 kg de peixe”, afirma.

Na comunidade Toari, localizada na RDS Uacari, durante a atividade de despesca, Fernanda encontrou monitores que participaram das capacitações do MPB/ IPÊ e do Programa Monitora/ICMBio. “Foi admirável ver o nível de organização, experiência e animação do grupo de manejadores durante a atividade, além de observar a significativa contribuição dos nossos monitores para o manejo”. 

O monitoramento do pirarucu também está entre os protocolos que compõem o Subprograma Aquático Continental, que consiste em realizar a coleta de informações de forma participativa. Para executar essa atividade, os voluntários das comunidades recebem capacitações para: preenchimento dos dados, durante o período de contagem e pesca do manejo do pirarucu, anotando as características dos ambientes, número de peixes existentes, número de peixes pescados, bem como a biometria dos animais, os custos e lucros da produção, comercialização e organização social. 

A metodologia desenvolvida a partir de reuniões com especialistas das áreas de ictiologia, gestão e manejo foi testada e adaptada, a partir das demandas das comunidades, contribuindo para o ordenamento da cadeia sustentável de manejo e conservação da espécie.

Sobre o MPB

O Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia (MPB) apoia a implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore, USAID, Programa ARPA e mais de 20 instituições locais.

Desde 2013, o projeto realiza o monitoramento participativo da biodiversidade e promove o envolvimento socioambiental para o fortalecimento da gestão e da conservação da biodiversidade em unidades de conservação da Amazônia. Esse processo é estratégico para entender e moderar a extensão de mudanças que possam levar à perda de biodiversidade local, subsidiar o manejo adequado dos recursos naturais e promover a manutenção do modo de vida das comunidades locais e a obtenção de renda de maneira sustentável. A principal motivação do MPB é fomentar a participação social como alicerce para compreensão e conservação da biodiversidade.

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