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Sequência 180Em junho, IPÊ e Truss Cosméticos lançam nova parceria. Desta vez, em favor da Amazônia. O shampoo e o condicionador Equilibrium ganharam uma edição especial: a Amazon Conservation Edition, com parte da renda revertida para a AKJ (Associação Cultural Indígena Kapot Jarina), fundada em 2004 para defender os direitos e preservar os costumes dos povos Mebengokrê, residentes na aldeia Kapot, na fronteira do Mato Grosso com o Pará. 

A nova linha vai ajudar na manutenção do viveiro comunitário da aldeia, com a compra de insumos para a produção de mudas e a coleta de sementes. O viveiro é uma forma de produzir árvores e plantas nativas para proteger a biodiversidade local e enriquecer os roçados da aldeia.

A Associação Indígena Kapot Jarina faz parte de um dos projetos do IPÊ chamado LIRA - Legado Integrado da Região Amazônica, que tem apoio do Fundo Amazônia, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Fundação Gordon e Betty Moore. O projeto apoia terras indígenas e unidades de conservação na Amazônia a fim de melhorar a questão de renda e das cadeias produtivas locais. 

Este é o segundo ano em que TRUSS apoia o Instituto. Em 2021 a ação foi voltada à Mata Atlântica e lançada apenas no Brasil. Já em 2022 serão mais de 30 países unidos em prol da causa, entre eles EUA. 

“Estamos felizes em realizar mais uma parceria com o IPÊ, que tem muitos projetos importantes na Amazônia. No Brasil, as terras indígenas são as que mais protegem a biodiversidade e são fundamentais para a conservação da Amazônia, portanto, merecem ser fortalecidas. Nosso apoio ao viveiro para cultivo, produção e plantação de mudas de açaí, baru, cupuaçu e outras espécies de árvores frutíferas, vai contribuir tanto para a conservação da biodiversidade, quanto para a segurança alimentar de uma população de cerca de 600 indígenas”, explica Manuella Bossa, CEO da TRUSS.

Em junho, o IPÊ iniciou a primeira etapa de intervenção para os PIPs (Projeto Individual da Propriedade). A ação aconteceu em uma das quatro áreas modelo do projeto “Educação, Paisagem e Comunidade”, a propriedade de Maria da Piedade de Souza e Claudemir Souza, conhecido como Pombinho. O casal é morador do assentamento Rosa de Saron, no município de Águia Branca (Espírito Santo).

“Essa é uma área onde foi realizado piqueteamento, que é somente uma das etapas do PIP, e consiste em separar a área onde haverá intervenção que o assentado deseja realizar. No caso dessa propriedade, eles irão implementar uma modalidade de Sistema Agroflorestal (SAF)”, afirma Edmilson Teixeira Júnior, extensionista rural do IPÊ.

Ações semelhantes ainda vão acontecer em outros três lotes modelo, nos assentamentos Laje, Beija-Flor e Boa Esperança, em Alto Rio Novo, também no ES . Para iniciar os PIPs, os lotes primeiramente passam por estudos que avaliam quais são áreas prioritárias ou de ARH's (Áreas de Recarga Hídrica), juntamente com as chaves de intervenção utlizadas no campo. Isso é importante porque os assentamentos locais contribuem amplamente com a recarga hídrica da bacia do Rio Doce.

Os modelos de SAFs (Sistemas Agroflorestais) planejados para essas áreas, fazem parte de um conjunto de estratégias que melhoram o solo, a biodiversidade local e a produção de água. Nos assentamentos modelo, são muito importantes porque podem ajudar a restaurar principalmente áreas de recarga hídrica e remanescentes em estágio inicial de regeneração.

“Os projetos individuais de propriedade são feitos de forma participativa, sempre de acordo com os interesses dos assentados e suas condições de manejo, no intuito de promover alternativas de diversificação da renda familiar e benefícios ao agroecossistema como um todo”, afirma Vanessa Silveira, educadora ambiental do IPÊ.

Além da renda, iniciativas como essa ajudam o assentado a adequar a propriedade. “A ideia é ter uma atividade para gerar renda, mas também para se adequar à lei, no caso de Áreas de Preservação Permanente de córrego, onde a faixa de restauração é de no mínimo de 5 metros em cada lado das margens”, comenta Edmilson.

Na etapa de piqueteamento também é realizado um trabalho de coleta de dados brutos em campo, que vai se transformar em um compilado de informações geográficas através do aplicativo FieldMaps. Com isso, será formado um banco de dados sobre a área a ser restaurada, facilitando a implementação e execução do trabalho de campo.

O projeto “Educação, Paisagem e Comunidade” é uma iniciativa da frente de Integração Escola e Comunidade, do IPÊ e da sua escola, a ESCAS. Conta com financiamento da Fundação Renova.

O projeto “Educação, Paisagem e Comunidade” iniciou na última semana de maio a aplicação dos PIP’s (Projeto Individual de Propriedades) em áreas modelos nos quatro assentamentos contemplados pela iniciativa do IPÊ e da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. 

Um dos objetivos desse projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D), que tem financiamento da Fundação Renova, é o engajamento e a preparação de mais de 100 propriedades que compõem os quatro assentamentos rurais localizados nos municípios de Alto Rio Novo e de Águia Branca, no Espírito Santo.

Os PIPs são implementados a partir da tecnologia social do IPÊ, que prioriza a elaboração de estratégias para o desenvolvimento rural sustentável e a melhoria da qualidade de vida da comunidade local, em  harmonia com a restauração de paisagens e a conservação dos recursos naturais, contando com a  participação e envolvimento de parceiros regionais.

Esses planejamentos de propriedades são realizados de forma participativa, através do diálogo constante com as famílias, atividades de integração comunitária e educação voltada à realidade do campo. Essa metodologia implica no fortalecimento da identidade local e apropriação dos assentados nas ações desenvolvidas e tomada de decisões, para que eles se identifiquem como atores fundamentais na conservação ambiental. É preciso despertar um novo olhar sobre a paisagem e as formas de lidar com a terra.

“Levar educação e tecnologia aos assentamentos rurais possibilita pensar uma maior igualdade no acesso à informação e no pensar coletivo de estratégias que possam gerar renda e maior qualidade de vida a essas famílias, ao mesmo tempo que o estudo das áreas prioritárias para restauração da paisagem local e proteção dos recursos naturais, auxilia na elaboração de ações futuras”, afirma Vanessa Silveira, educadora e mobilizadora local do IPÊ.

De 25 a 29 de junho, voluntários, praticantes de esportes em áreas naturais, gestores e lideranças de áreas protegidas participaram do 1º Congresso Brasileiro de Trilhas, em Goiânia/GO. No segundo dia de evento, Nailza Porto, pesquisadora do IPÊ no Amazonas, moderou a mesa-redonda Conexão Amazônica – organizada pelo Instituto. “Reunimos nessa mesa experiências de trilhas de longo curso implementadas nos estados do Acre, Amazonas e Pará, incluindo duas que integram o território dos projetos apoiados pelo LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. A partir dessas experiências a mesa propôs reflexões com uma visão de longo prazo, uma vez que a rede de trilhas tem o potencial de alinhar uso público, por meio de recreação de qualidade, com conservação e geração de renda dentro das áreas protegidas e no entorno”.

Nailza trilha

Adair Duarte, da SOS Amazônia, que integra a Rede LIRA com o projeto Nossa Bio, destacou os resultados já obtidos. "Há dois anos iniciamos uma iniciativa para o fortalecimento da Trilha Chico Mendes, dentro do Projeto Nossa Bio, apoiado pelo LIRA. Ao longo da trilha Chico Mendes vivem cerca de 25 famílias e todos os produtos oferecidos aos visitantes são da região. Os turistas passam cerca de 5 dias conhecendo o lugar". 

Josângela Jesus, trouxe a experiência da Trilha Caminhos do Rio Negro, na região do Mosaico do Baixo Rio Negro, onde o LIRA apoia diversas ações em parceria com a FVA - Fundação Vitória Amazônica. Josângela lembrou dos desafios da pandemia e do momento atual que visa o envolvimento das comunidades para que elas também se apropriem da iniciativa.

No sábado 28/05, Angela Pellin, coordenadora do MOSUC - Motivação e Sucesso na Gestão das Unidades de Conservação e da iniciativa Voluntariado para a Conservação, do IPÊ, moderou a mesa Voluntariado como estratégia para a conservação e aproximação da sociedade, a partir de 1:30h com as experiências da Trilha Transcarioca, Trilha do Espinhaço, Caminhos do Planalto Central e Caminho da Mata Atlântica. “As experiências trouxeram a perspectiva dos voluntários, gestores e parceiros sobre a importância do voluntariado na implementação das Trilhas de Longo Curso no Brasil. Essa grande rede conta com quase 130 trilhas em todo o país e mais de 5.000 km já implementados em todas as regiões. A iniciativa tem muitos parceiros, mas o coração e motor da iniciativa é o voluntário. Isso só reforça a nossa crença da importância dessas pessoas para a conservação", destaca Angela Pellin, que está à frente de dois eventos do IPÊ com uma rede de apoiadores, o Fórum Brasileiro de Voluntariado para Conservação e o Encontro de Boas Práticas em Unidades de Conservação, com a primeira edição realizada em 2021 e com a segunda já prevista para o segundo semestre de 2022.

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LIRA e MOSUC integram as Soluções Integradas do IPÊ que visam fortalecer áreas protegidas, em especial na Amazônia, conectando gestores, governos, instituições da sociedade civil, voluntários, empresas e comunidades próximas a essas áreas.

bighaertparade muda jucaraPara sensibilizar as pessoas por meio da arte sobre a importância de conservar a Mata Atlântica, um dos principais biomas do planeta, a intervenção artística Big Heart Parade reúne esculturas no formato de corações, inspiradas em espécies típicas da região, feitas por artistas engajados com a causa ambiental.

O projeto exibe 30 esculturas no formato de coração, algumas delas ameaçadas de extinção, tais como: araucária, cedro-rosa, jequitibá-rosa, palmeira-juçara e pau-brasil. Um pequeno viveiro de mudas foi instalado nas bases das esculturas, em cima do totem de sustentação. Após o evento, elas serão doadas para projetos de plantio em escolas públicas da periferia de São Paulo.

A exposição assinada pela Toptrends, empresa especializada em marketing cultural, com curadoria de Thiago Cóstackz, artista plástico multimídia e documentarista, pode ser conferida, gratuitamente, entre os dias 28 e 31 de maio, no Memorial da América Latina e de 1º de junho a 1º de julho, as obras serão expostas na praça Cetenco Plaza (avenida Paulista, 1842).

De acordo com Thiago Cóstackz, a exposição destaca o papel da arte como agente transformador. “Durante muito tempo, alguns críticos mais conservadores rejeitavam um engajamento mais profundo de artistas e de suas produções em causas como a ambiental. Mas isso mudou, e hoje as maiores instituições artísticas do mundo têm exibido mostras, seminários e intervenções artísticas das mais diversas que visam fomentar o debate questionando os rumos de nossa civilização, que predatoriamente tem destruído áreas de natureza vasta e intocada, tornando-as cada vez mais raras e em risco de colapso”, conclui Thiago.

 

 

Artistas engajados

Para o curador da mostra, a diversidade de talentos brasileiros, tanto do ponto de vista de gênero comobigheartparade viviane de etnia, também ganhou relevância. O grupo reúne os artistas Auá Mendes (@aua___art), Bianca Foratori (@bforatori), Coletivo Indígenas do Vale (@inidgenas_do_vale), Enivo (@enivo), Eva Uviedo (@evauviedo), Fétosz (@fetosz), Flip (@flipon), Franncine de Miranda (@estudio_luares), Guilherme Kramer (@guilhermekramer), Highraff (@highraff), Hope (@andyhoup), Ignoto (@ignotograffiti), Jae Alves (@todacortemseuvalor), Ju Amora (@ajuamora), Ju Violeta (@juvioleta), Karen Dolorez (@karendolorez), Kaur-Art (@kaur_art), Luna B. (@lunabastos_), Mariana Rodrigues (@marianarodrigues_____), Nathalia Marszam (@nateszam), Nunca (@nunca.art), Possos (@possos_), Pri Barbosa (@priii_barbosa), Rodrigo Pasarello (@rodrigo_pasarello), Tamikuã Txihi (@tamikuatxihi), Thiago Nevs (@thiago.nevs) e Viviane Carneiro (@vivi_carneiroo), além de Thiago Cóstackz ((@thiago_costackz), ) que também assina uma das obras. O ator Reynaldo Gianecchini (@reynaldogianecchini em uma coautoria com a artista plástica Claudia Liz (@claudializoficial) e a jornalista Sônia Bridi (@soniabridi), em parceria com o cinegrafista e fotógrafo Paulo Zero, também participam da mostra.

Viviane Carneiro (foto à dir) é da etnia Tucano, região do Alto Rio Negro (AM). A artista indígena se inspirou na araucária para criar seu coração porque atualmente vive em Suzano, em uma área de preservação permanente. "Estou fazendo um viveiro de araucárias para poder espalhar a árvore pela região", afirma.

JP Possos (foto abaixo), artista paulistano, sempre se inspirou na natureza para criar suas obras, que retratam elementos da natureza como folhas, galhos e frutos, buscando a demonstrar a real conexão com o mundo natural. Ele destaca a importância de se engajar em causas ambientais como um ativista. "A gente precisa usar nossa arte como uma maneira de ativismo. Quero buscar cada vez mais isso por meio dos meus trabalhos", diz.

bigheartparade possosA iniciativa também fará uma homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, data criada pela ONU para promover a ação ambiental em todo o mundo, que completará 50 anos no próximo dia 5 de junho. A Big Heart Parade – Edição Mata Atlântica conta com o apoio do Ministério do Turismo, através da Secretaria Especial de Cultura, e o patrocínio da Liberty Seguros, uma das maiores seguradoras do país, e o apoio local do Governo do Estado de São Paulo, Mina Cultural, IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e Memorial da América Latina.

Ao final do evento, como parte do legado, será realizado um leilão beneficente das obras em prol da Associação das Mulheres Rurais de Rio dos Índios, localizada na cidade de Ceará-Mirim (RN), e do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. O projeto S.O.S Terra receberá a doação das mudas com o objetivo de conduzir oficinas de reflorestamento junto às escolas públicas, em regiões periféricas da cidade de São Paulo.

SERVIÇO

Exposição Big Heart Parade – Edição Mata Atlântica

Local/Data: De 28 a 31 de maio, no Memorial da América Latina – Av. Mário de Andrade, 664 - acesso pelos portões 12 e 13. Horário: De terça a domingo, das 10h às 17h.

De 1º de junho a 1º de julho, na praça Cetenco Plaza - entrada (dias úteis) pela Avenida Paulista, 1842 e, aos finais de semana, pela Rua Frei Caneca, 1381.Horário: Das 7h às 20h. Entrada: Gratuita

Perfil no Instagram @bigheartparade

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