Últimas Notícias

Horta semeando agua2Em breve, mais uma escola pública localizada na região do Sistema Cantareira contará com horta. Os canteiros já estão prontos na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Monsenhor Afonso, localizada em Nazaré Paulista (SP). Agora, os próximos passos incluem a mobilização de alunos, da equipe escolar e da comunidade, por meio de uma parceria entre o Projeto Semeando Água, do IPÊ, e o Projeto Semear, da prefeitura de Nazaré Paulista. 

Na segunda-feira (23/08), Andrea Pupo, coordenadora de educação ambiental do Projeto Semeando Água apresentou aos educadores do município a proposta da Trilha de Aprendizagem, durante o HTPC - Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo. “Desenvolvemos um material que mostra as conexões entre água, floresta, alimento e produção sustentável. O objetivo é apoiarmos os professores, por meio de atividades alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Acreditamos que mostrar na prática aos alunos a aplicação do conhecimento contribui com o aprendizado”.  

Roseli Novais, diretora da Escola Monsenhor Afonso, destaca o potencial de mobilização de ações como essa. No ciclo anterior do Projeto Semeando Água, Roseli estava à frente da Escola Municipal Faustino Penalva, que implementou uma série de ações propostas pelo projeto, por meio de atividades pedagógicas e acompanhadas de perto pela equipe do IPÊ.  “Dessa vez estou à frente da Escola Monsenhor Afonso e além da equipe escolar e dos alunos, a expectativa é envolvermos também a comunidade. Os alimentos cultivados na horta serão incluídos na merenda. Vamos convidar todos esses públicos para plantar, regar, colher os alimentos, participar dessas ações”. 

As equipes do Projeto e da escola adiantaram juntas a implementação dos canteiros que em breve vão receber as sementes e os cuidados de mais pessoas. “À medida que avançarmos com os educadores com a Trilha de Aprendizagem contaremos com mais práticas sustentáveis no município”, antecipa Pupo.  

Multiplicar boas práticas

Em 2019, duas escolas receberam a visita de Marcos Vinícius da Silva Almeida, Gestor de Projetos Ambientais / Responsabilidade Social / Programas Ambientais da Petrobras, patrocinador do Projeto Semeando Água, entre elas a Escola Municipal Faustino Penalva, sob a direção de Roseli Novais. 

“Quando assumi como diretora a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Monsenhor Afonso liguei logo para a Andrea Pupo, do Projeto Semeando Água/IPÊ e dessa forma já conseguimos preparar os canteiros. A experiência que tive com toda a equipe do projeto na Escola Faustino foi ótima, de parceria! Com a divulgação da Trilha da Aprendizagem terá início um novo ciclo de trabalho, é um desafio, mas sou otimista por tudo o que conquistamos na Escola Faustino”, revela a diretora. 

O Projeto Semeando Água, do IPÊ, conta com apoio da Caterpillar Foundation, da Tree Nation, da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. São parceiros do projeto: a UFLA - Universidade Federal de Lavras, a UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos, Unifesp – Universidade Federal de São Paulo (São José dos Campos), Instituto Florestal, entre outros.

Saiba mais sobre as ações de educação ambiental em andamento em Nazaré Paulista (SP)

Projeto Semeando Água lança Trilha de Aprendizagem para educadores e Revista para jovens sobre o Sistema Cantareira

Rede pública de ensino em Nazaré Paulista terá Escolas Climáticas gratuitamente por meio do IPÊ

Professores da rede pública de ensino de Nazaré Paulista (SP) vão receber gratuitamente materiais desenvolvidos pela equipe do Projeto Semeando Água que têm como proposta ampliar a discussão com alunos do 4º ao 9º ano na área socioambiental. “Vamos iniciar esse ciclo com dois materiais: a Trilha de Aprendizagem, referência didática, voltada aos educadores que lecionam para jovens do 4º ao 9º ano e a Revista do projeto para os estudantes”, afirma Andrea Pupo, coordenadora de Educação Ambiental do Projeto Semeando, uma iniciativa do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, para aumentar a resiliência do Sistema Cantareira. 

Para educadores

A Trilha de Aprendizagem, uma parceria com a Baquara Educativa, será enviada por WhatsApp para os educadores de Nazaré Paulista a partir da segunda quinzena de agosto e também já está disponível gratuitamente no site do projeto. “O envio do material que está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) marca o início desse novo ciclo do Projeto Semeando Água. A expectativa é ampliarmos em breve esse trabalho para mais sete municípios da região do Sistema Cantareira: Bragança Paulista, Joanópolis, Mairiporã e Piracaia (SP), além de Camanducaia, Extrema e Itapeva (MG)”, antecipa Andrea. 

“Um dos pontos altos da Trilha é o aprendizado aplicado na prática nas escolas, mas com potencial de ser replicado nas casas dos alunos, dos educadores ou ainda em espaços públicos que vão além do ambiente escolar”, revela Andrea Pupo, que à frente da área de Educação Ambiental do Projeto Semeando, elabora materiais para educadores da região desde 2015. 

Para alunos

Cerca de 1.500 estudantes de Nazaré Paulista vão receber a Revista Novas formas de pensar podem resolver problemas antigos que também está disponível gratuitamente no site do projeto. Na publicação, a personagem Joana apresenta os principais desafios da região do Sistema Cantareira e as escolhas estratégicas para transformar esse cenário.  

“Esse conhecimento é essencial para quem vive na região do Sistema Cantareira, como os estudantes de Nazaré Paulista, mas também para os moradores da região metropolitana de São Paulo, que estão a cerca de 100 km do Sistema Cantareira, mas se beneficiam da água da região. Quanto mais as pessoas entenderem sobre a importância de formas de produção sustentável, mais próximos estaremos do aumento da resiliência do Sistema”, destaca Andrea Pupo.

O Projeto Semeando Água conta com apoio da Caterpillar Foundation, da Tree Nation, da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. São parceiros do projeto: a UFLA - Universidade Federal de Lavras, a UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos, Unifesp – Universidade Federal de São Paulo (São José dos Campos), Instituto Florestal, entre outros. 

Na próxima terça-feira, 24 de agosto às 19:00, o LIRA/IPÊ – Legado Integrado da Região Amazônia realiza a live “Os Grandes Programas de Conservação na Amazônia – seus impactos e cenários futuros”, no Canal do YouTube do IPÊ

O objetivo é apresentar as contribuições dos grandes programas de conservação para a Amazônia e de forma propositiva mostrar os caminhos que se desenham a partir de cada um deles, em virtude do cenário econômico, pandêmico e político (nacional e internacional). 

 

A Live contará com a participação de Nabil Kadri, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Fundo Amazônia – BNDES; Manoel Serrão, superintendente de Programas – FUNBIO; Avecita Chicchon, Program Director - Gordon and Betty Moore Foundation; Adriana Moreira, Global Wildlife Program Coodenator - Global Environmental Facility (GEF). A apresentação e facilitação serão de Fabiana Prado, gerente de Projeto LIRA/IPÊ. 

“Sabemos que diante do grande desafio de construção desse novo modelo de conservação para o território amazônico cada iniciativa, seja do setor público, privado ou do terceiro setor é importante. Sendo assim, propomos o diálogo entre tais atores sociais e nos comprometemos na construção de um pacto colaborativo em busca de justiça socioambiental e um ecossistema ecologicamente saudável para nós e para as futuras gerações. E dessa forma, consideramos o LIRA como apenas mais um passo em direção a esse sonho”, afirma Fabiana.

Conhecimento compartilhado

Durante o encontro, haverá também o lançamento oficial da “Série Técnica - Legado Integrado da Região Amazônica: trabalhando em rede para ampliar a efetividade das áreas protegidas para a conservação”. O objetivo com a publicação é ampliar o diálogo sobre esses temas com outros setores da sociedade. “No esforço pela democratização do conhecimento sobre Amazônia e divulgação técnico-científica, o LIRA compartilha uma publicação que traz um contexto sobre os grandes programas de conservação da Amazônia, a efetividade das áreas protegidas como barreira ao desmatamento, o LIRA como estratégia de conexões colaborativas em redes para ações locais e perspectivas para o futuro”, diz Fabiana Prado, coordenadora do LIRA.

Live Os Grandes Programas de Conservação na Amazônia e “Série Técnica - Legado Integrado da Região Amazônica: trabalhando em rede para ampliar a efetividade das áreas protegidas para a conservação”

Data: 24 de agosto

Horário: 19h às 21h

Local: Canal do IPÊ no YouTube

Convidados

Nabil Kadri, Chefe Depto. Meio Ambiente e Fundo Amazônia - BNDES

Manoel Serrão, Superintendente de Programas - FUNBIO

Avecita Chicchon, Program Director - Gordon and Betty Moore Foundation

Adriana Moreira, Global Wildlife Program Coodenator - Global Environmental Facility (GEF)

Apresentadora/Facilitadora

Fabiana Prado - Gerente Projeto LIRA/IPÊ

Saiba mais sobre o LIRA

Em seis volumes, os Planos de Promoção Socioeconômicos (PPSE) em áreas protegidas na Amazônia trazem análise do potencial de desenvolvimento, diretrizes e ações estratégicas para a consolidação e crescimento de Negócios Comunitários Sustentáveis (NCS). 

A publicação é uma iniciativa do Projeto LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica/IPÊ em parceria com o Instituto Conexões Sustentáveis - Conexsus. Todos os Planos estão disponíveis para download gratuito no site do LIRA. Dessa forma, o LIRA/IPÊ e a Conexsus buscam contribuir com iniciativas, fundos e redes de bioeconomia para a implementação das oportunidades e das soluções apontadas pelo estudo.

Cada volume do Plano se refere a uma área protegida que tem ou terá investimentos financeiros do LIRA/IPÊ para Negócios Comunitários Sustentáveis (NCS). 

O fomento aos NCS desponta como oportunidade para transformar as áreas protegidas em pólos de desenvolvimento local. Nessa direção, promover a bioeconomia amazônica ao reduzir ameaças e valorizar o conhecimento tradicional integrado à economia estão entre as questões-chave. Tudo isso, respeitando a autonomia e as práticas culturais e produtivas dessas populações. 

Saiba mais sobre o LIRA

 

Mais de 2.000 km percorridos de bicicleta, cerca de 550 km de caminhada e 300 km de corrida, em duas semanas, revelam o potencial de mobilizar colaboradores por uma causa, em tempos de pandemia, mesmo a distância. Os quase 3.000 km de atividade física dos colaboradores da EDP foram transformados pela empresa na doação de 1.000 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica ao IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. 

O estímulo à atividade física - via o aplicativo Km Solidário - teve como ponto de partida o Dia Mundial da Energia, celebrado em 29 de maio, e alinhou uma série de frentes da empresa: voluntariado, sustentabilidade e qualidade de vida.  “Nossa comunicação foi muito focada no Doe Sua Energia. A meta inicial era de 1.000 Km de atividade física, entre 24 de maio e 06 de junho. Tivemos alto engajamento dos funcionários, com comprometimento acima da média”, revela Janaína Pedroso Pires de Araújo, da área de Engajamento da EDP.

O desafio Doe sua Energia despertou o interesse de colaboradores já praticantes de atividade física e daqueles que participaram exclusivamente pela doação das mudas de árvores ao IPÊ. “Tivemos pessoas que correram um quilômetro para contribuir com a doação. Ao mesmo tempo mobilizamos também os funcionários já corredores. Temos um grupo de corrida consolidado no Brasil e conseguimos fazer esse link com a parte de voluntariado. A experiência foi bem positiva”, conta Janaína.

Como funciona?

A iniciativa está entre as primeiras ações B2B desenvolvidas pela equipe do Km Solidário, como revela André Kok, fundador e sócio do aplicativo que organizou a ação. “Quando começamos a conversar com a equipe da EDP, pelo envolvimento da empresa com o universo da corrida e pelo trabalho na área de sustentabilidade surgiu a ideia de beneficiar o IPÊ com o plantio de árvores”. O IPÊ é a organização não governamental representante da causa socioambiental no Km Solidário.

Voluntariado e Sustentabilidade

Janaína de Araújo, da EDP, chama a atenção para o papel central dos colaboradores em iniciativas como essa. “A ação depende 100% dos funcionários, eles precisam baixar o aplicativo e realizar a atividade. Nos primeiros dias, acompanhamos diariamente os números, por conta da meta e para avaliar a necessidade de uma comunicação mais forte. Mas o engajamento foi muito rápido. Doar não é apenas doar recursos, queremos desmistificar isso. É possível doar tempo e também a própria energia”, comemora. 

Para Açucena Tiosso, da área de Sustentabilidade e Meio Ambiente Corporativo da EDP, a ação também ajuda na estratégia da empresa voltada à conservação da biodiversidade. “Posicionamos a biodiversidade como elemento essencial às operações do negócio e à nossa geração de valor. O eixo da Atuação Voluntária destaca que os colaboradores podem atuar juntamente com EDP, em diversas ações de conservação da natureza”. 

A analista em Sustentabilidade, da EDP, também pontua o alinhamento direto da ação com duas entre as cinco metas assumidas pela empresa com a adesão ao Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade. “Até 2022, queremos envolver 100% das Unidades de Negócio em ações da estratégia de biodiversidade e, também, aumentar o número de voluntários em ações de biodiversidade”. 

Para Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ, a expectativa é a de que parcerias como essa entre EDP, KM Solidário e IPÊ inspirem mais empresas. “Muito obrigada a todos da EDP que doaram literalmente a própria energia e que vão contribuir dessa forma com os projetos desenvolvidos pelo IPÊ. O plantio que será realizado no Sistema Cantareira beneficiará também pessoas que recebem a água do Sistema na cidade de São Paulo e na região metropolitana. A sociedade é a maior beneficiária de atitudes como essa”. O IPÊ já plantou mais de 370 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, em conjunto com a iniciativa privada e com pessoas físicas, e segue plantando. 

Próximos Passos

Os colaboradores da EDP vão receber notícias sobre o desenvolvimento das mudas que eles doaram ao IPÊ. Atualmente, o Instituto está na fase de produção das mudas no viveiro escola, localizado em Nazaré Paulista (SP). Na temporada de chuva, de outubro a março, as mudas serão plantadas nas proximidades do Reservatório Atibainha, que integra o Sistema Cantareira. As mudas serão monitoradas de perto pela equipe do IPÊ por no mínimo dois anos.