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Até setembro, cerca de 20 profissionais com atuação no sul da Bahia participam do curso Adequação Ambiental e Produtiva em Propriedades Rurais, com 90 horas de duração. 

A iniciativa busca capacitar pessoas para o desenvolvimento de uma agricultura de baixo impacto. É resultado de uma construção em rede entre ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas, Programa ELTI - Iniciativa para Treinamento e Liderança Ambiental - da Escola de Floresta da Universidade de Yale, e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). 

 “É bastante necessário hoje estimular cada vez mais a formação e criação de lideranças na área de extensão rural que é algo de grande importância para o país, especialmente se realizado com bases agroecológicas”, pontua Simone Tenório, que coordena a iniciativa com a pesquisadora Maria Otávia Crepaldi, ambas do IPÊ. 

O curso visa ampliar o conhecimento necessário para a extensão rural nos tempos atuais e fomentar a troca de conhecimento, tendo em vista a implementação de ações práticas na região. Por conta da pandemia, o curso é online, mas com programação desenvolvida para exercícios práticos. Os alunos possuem forte atuação na região, o que tem o potencial também de fortalecer inclusive a atuação em rede. 

“Além dos alunos do NEA - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Agroecologia e produção Orgânica Pau Brasil, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), convidamos alguns participantes  que atuam na região como extensionistas, técnicos ou ainda analistas das áreas agrícola, florestal ou ambiental indicados pelas seguintes instituições: Programa Arboretum, Rede de Povos da Mata Atlântica, Instituto Floresta Viva, Ciclos, Secretaria de Agricultura da Bahia,  IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, Instituto Mãe Terra e o Instituto Arapyaú. Para os alunos extensionistas da UFSB, o curso integra o projeto pedagógico da Residência em práticas agroecológicas e conta como crédito”, completa Maria Otávia.

Entre os temas-chave discutidos estão: Clima, agricultura, agroecologia e políticas públicas de incentivo ao produtor rural; Planejamento e adequação ambiental; Extensão rural e planejamento participativo; Sistemas agroflorestais;  Sistemas silvipastoris, Silvicultura de nativas; Restauração ecológica e monitoramento; Conservação da biodiversidade; Certificação (carbono e orgânica); Gestão de negócios rurais; Práticas em adequação ambiental e produtiva. 

A abertura do curso contou com a aula magna com Carlos Klink, referência nos temas uso da terra, mudança do clima, financiamento verde e parcerias. 

Parceria em prol do desenvolvimento sustentável do sul da Bahia 

A ELTI atua no Brasil, Colômbia, Panamá, Filipinas e Indonésia, por meio de uma rede de parcerias com organizações da sociedade civil. A nova parceria com a ESCAS-IPÊ e UFSB é uma inovação para todas as organizações e une as expertises com o propósito de levar educação sobre técnicas rurais e sustentabilidade a cada vez mais pessoas, em várias partes do Brasil. “Agradeço a todos os envolvidos nesse lançamento. Esse é um novo curso também para nós, desenvolvido dentro dessa nova fase de parceria”, comentou Eva Garen, diretora da ELTI. 

A bióloga Saskia Santamaría associada ao Programa de Treinamento do Neotrópico, ELTI/Panamá, destacou a importância de agregar diferentes conhecimentos. “Esse é o nosso 26° curso, com ele buscamos alinhar os componentes teóricos com a aplicação no campo. Nos cursos contamos com parceiros que adaptam o conhecimento de acordo com cada realidade. Além dos cursos, atuamos também no apoio técnico e na mentoria para implementação no campo do que foi aprendido”. 

Mais de 8.100 lideranças já passaram pelos cursos desenvolvidos pela ELTI em conjunto com parceiros. A Iniciativa de Yale conta com uma biblioteca aberta com mais de 800 publicações na área de restauração tropical em português, inglês, francês e espanhol. 

 

O período de janeiro a maio de 2021 entrou para a história do Sistema Cantareira como o que registrou os menores volumes de água desde a crise hídrica de 2014 a 2016, que gerou graves problemas sociais e econômicos em toda a região metropolitana de São Paulo. O Sistema abastece cerca de 7,6 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de Campinas e Piracicaba. “O volume do Sistema Cantareira segue abaixo do volume da pré-crise hídrica em 2013 com tendência de queda”, alerta Alexandre Uezu, coordenador do Projeto Semeando Água, iniciativa do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas com apoio da Caterpillar Foundation. 

 

“De maio a setembro, temos a época mais seca na região. Depois da crise hídrica, 2015 e 2016 a quantidade de chuvas ficou próxima à média histórica, mas a partir de 2017 a precipitação anual média tem ficado abaixo”, destaca Uezu. 

Um dos grandes desafios para reverter este quadro inclui o plantio de 35 milhões de árvores apenas nas áreas próximas às nascentes e aos cursos d’água (chamadas APPs hídricas – Áreas de Preservação Permanente), uma vez que 60% delas estão desmatadas, segundo o Atlas do Sistema Cantareira, elaborado pelo IPÊ, que já plantou na região 370 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, em conjunto com a iniciativa privada e com pessoas físicas. 

Outra ação importante, além das árvores, em uma paisagem onde os reservatórios correspondem a apenas 3% da área da região, é a melhoria do uso do solo para gerar segurança hídrica.

“Quando a água da chuva encontra as condições necessárias para infiltrar ela é liberada aos poucos, em especial nos períodos de estiagem, como esse que estamos começando a enfrentar. No cenário atual, a gente ainda desperdiça a água da temporada de chuva, por conta da degradação do solo: quando ela cai, não consegue infiltrar. Além desse desafio, a tendência de aumento de eventos extremos, como a seca prolongada, efeito da emergência climática vivenciada no mundo, é um alerta a mais para a região”, completa Alexandre.  

Se por um lado a área dos reservatórios é inferior a 5%, as pastagens degradadas se aproximam dos 45%. Segundo o Atlas do Sistema Cantareira, publicação do IPÊ, 46% da região é ocupada por pastagens em geral degradadas e outros usos. Esses outros usos se referem às áreas urbanizadas, mas elas correspondem a apenas 2% do total. Em comum, áreas degradadas e urbanizadas são impermeabilizadas e não contribuem com a segurança hídrica do Sistema, uma vez que a água não infiltra adequadamente no solo. 

Como o Semeando Água ajuda na melhoria do solo 

É possível transformar parte dessa realidade, recuperando as áreas degradadas, cerca de 100 mil hectares, e torná-las aliadas da segurança hídrica. Manejo de pastagem ecológica, agrofloresta, silvicultura de nativas, sistema silvipastoril estão entre as práticas implementadas pelo projeto do IPÊ.

“A escolha por esses sistemas produtivos está relacionada à produção na região. Dessa forma nos aproximamos dos proprietários rurais com soluções sustentáveis e economicamente inclusivas; capazes de conferir benefícios que vão muito além das porteiras e chegam aos grandes centros. No momento contamos com 15 Unidades Demonstrativas – são propriedades-modelo que já revelam o quanto podemos avançar, tornando a vida na área rural sustentável em todos os sentidos”, completa Uezu. 

Desde 2020, por conta do isolamento social, o Projeto Semeando Água tem focado na integração entre os sistemas produtivos, como a inclusão de sistema silvipastoril em áreas de manejo de pastagem ecológica e na agrofloresta alinhada à silvicultura de nativas, além de otimizar a análise de dados. “Com essas práticas fortalecemos o aumento de renda e assim contribuímos com a permanência dos proprietários rurais no campo; essencial para a segurança hídrica tanto de quem está na região provedora de água quanto na área beneficiada por esse recurso. Quanto aos dados, já avançamos em 80 hectares com sistemas produtivos sustentáveis”.

Potencial agravante

No campo, assim como na cidade, quem também marca presença é a especulação imobiliária. No entanto, no campo, a transformação de sítios e fazendas em condomínios de casas aumenta a área impermeabilizada em uma região provedora de água para milhões de pessoas. 

A força do consumidor

O consumidor também tem a oportunidade de contribuir com a própria segurança hídrica quando escolhe consumir alimentos dos produtores locais. “Afinal, quem produz alimentos de forma sustentável é também produtor de água. Quando o consumidor faz essa opção de dar preferência aos alimentos produzidos por produtores da região do Sistema Cantareira, ele apoia os negócios desse produtor e assim soma esforços com a própria segurança hídrica”, completa Uezu.

O desafio é de todos

O projeto Semeando Água atua com base em Políticas Públicas para o desenvolvimento territorial, buscando a construção do entendimento sobre a necessidade de inclusão da região do Sistema Cantareira entre as prioridades do estado, considerando a sua importância no contexto da conservação de um valioso reduto de Mata Atlântica e suas riquezas associadas, alinhadas às questões de clima que devem ser consideradas, principalmente no contexto de segurança hídrica.

Avanços de um planejamento de fato integrado, entre os municípios provedores e seus beneficiários, têm o potencial de inserir a região em um novo patamar de desenvolvimento, como explica Simone Tenório, coordenadora de Políticas Públicas do Projeto Semeando Água. “É possível nos adaptarmos regionalmente para construção de uma nova economia, contando com os esforços público-privados e a formação de um grupo intersetorial, que pode impulsionar um crescimento resiliente e com soluções baseadas na natureza no desenho da paisagem. A integração dos diversos setores pode caminhar em direção à construção dessa economia positiva, criando oportunidades inovadoras. As escolhas para o desenvolvimento econômico podem seguir essas novas perspectivas, consideradas em nível mundial como alavancas ao crescimento.”

O IPÊ está aberto a doações que colaboram com o desafio da água. 

https://semeandoagua.ipe.org.br/faca-parte/campanha/

Em ação conjunta com o IPÊ, a TRUSS lança edição especial do principal produto da marca, o Uso Obrigatório; no Dia Mundial do Meio Ambiente. A venda de cada unidade se transformará na produção de uma muda nativa da Mata Atlântica no Viveiro Escola do IPÊ, em Nazaré Paulista (SP). Após seis meses, a muda estará apta a ser plantada em regiões de reflorestamento da Mata Atlântica, totalizando em 26 mil árvores, o equivalente a aproximadamente 14 campos de futebol.

Em edição especial, o Uso Obrigatório; teve sua embalagem personalizada com a logomarca do IPÊ.

As comemorações não param por aí. Em ação de endomarketing relacionada à causa, a TRUSS presenteou seus colaboradores com uma muda de Ipê e Quaresmeira junto com a edição especial do Uso Obrigatório;. Esse é um presente de Dia Mundial do Meio Ambiente para ressaltar que as pequenas atitudes são capazes de gerar grandes transformações.

A iniciativa está alinhada à política de Sustentabilidade da companhia e à construção de um caminho de ações relacionadas à sua responsabilidade socioambiental. “Estamos usando o poder da marca TRUSS em benefício das nossas florestas. Escolher o Uso Obrigatório;, nosso produto mais vendido, é determinante para o sucesso da ação. Acredito que nossos parceiros, profissionais, salões e clientes de todo o Brasil vão abraçar essa causa junto com a gente”, afirma Manuela Bossa, CEO e fundadora da TRUSS. 

Uso Obrigatório;

De criação própria, o Uso Obrigatório; é um reconstrutor capilar para ser usado após o shampoo e antes do condicionador. Durante o mês de junho, ou enquanto durar o estoque, cada unidade vendida corresponde à doação de uma muda de árvore nativa da Mata Atlântica, produzida no Viveiro Escola do IPÊ, em Nazaré Paulista (SP). O viveiro é um local de produção de mudas que são utilizadas para reflorestamento e também um espaço de educação ambiental para os moradores, professores e estudantes da região. A edição especial leva a marca do IPÊ junto à TRUSS e conta com a seguinte mensagem: TRUSS e você ajudando a salvar a Mata Atlântica.

Quem já é apaixonado pelo Uso Obrigatório; poderá agora participar dessa corrente do bem e ajudar, acesse: www.loja.trussprofessional.com.br

Mais 15 mestres pela ESCAS estão prestes a se formar na unidade Porto Seguro/Bahia.  Como último módulo do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, eles vivenciaram um desafio real na disciplina Resolução de Desafios: a revisão do Plano de Gestão da RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, onde são realizadas as aulas presenciais. 

Cristiana S. Martins, coordenadora do Mestrado Profissional explica que a disciplina tem como projeto pedagógico unir o repertório dos alunos, tanto o adquirido pelas aulas quanto a experiência profissional, na solução de um case real da área socioambiental. “A Resolução finaliza as etapas das disciplinas em nosso Mestrado Profissional com destaque para o trabalho colaborativo,, visão multidisciplinar, leitura de pesquisas aplicadas, entre outras competências necessárias ao profissional da área socioambiental”.  

O trabalho envolveu as mais diversas frentes do Plano:  fauna, flora, hidrografia, visitação, pesquisa, além de questões sociais com foco em proteger a área de mais de 6 mil hectares de Mata Atlântica, no sul da Bahia.

Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ especialista em áreas protegidas e docente da ESCAS que ministrou as aulas sobre o tema e integrou a coordenação da Resolução de Desafios, destaca que a proximidade da turma com a Unidade de Conservação fortaleceu a atualização do plano.  “Desenvolver o plano com alunos no mestrado que atuam na região, além do ganho do conhecimento que eles já têm, é também um ganho de engajamento e de parceria. Afinal, são profissionais com atuação na região, com afinidade com a área e interessados em desenvolver trabalhos em conjunto com a RPPN”.  

A aplicação do conhecimento na prática reforça a importância de otimizar resultados acadêmicos em aliança ao desenvolvimento territorial. “Na ESCAS você adquire olhar com condição de intervenção. Tivemos a oportunidade de transformar o conhecimento teórico em uma ação prática, em uma ação real onde é possível ver o resultado. Desenvolvemos um material que uniu o trabalho já realizado pela empresa com uma visão de futuro sobre como é possível avançar dentro dessa perspectiva”, afirma Benevaldo Guilherme Nunes, agrônomo especialista em Meio Ambiente e Recursos hídricos do INEMA - Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia.  

"É muito enriquecedor ter o plano de manejo da Estação Veracel revisado e atualizado por um grupo de profissionais multidisciplinares como este. Com certeza este trabalho trará novas visões e formas de aprimorarmos ainda mais nossa atuação como reserva" reforça Virginia Londes de Camargos, coordenadora da Estação Veracel. "Esperamos que esta parceria inspire outras reservas privadas a buscarem este tipo colaboração no meio acadêmico, o que sem dúvida nenhuma trará resultados muito positivos para ambos os lados", afirma.

A importância de atualizar o Plano de Manejo

“Para desenvolver as ações em uma RPPN você precisa que elas estejam atualizadas no Plano de Manejo. Ações de visitação e intervenções na infraestrutura, por exemplo, precisam estar descritas.  Além disso, é possível incluir no Plano de Manejo a captação de recursos e mais mostrar como essa questão se encaixa ao todo. Dessa forma, o gestor terá em mãos um documento oficial com as prioridades validado pelo órgão responsável”, Angela Pellin. 

Confira Resoluções de Desafios recentes trabalhadas pelas turmas do Mestrado Profissional Bahia e de Nazaré Paulista. 

Inscrições abertas para o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS até 19 de junho de 2021

Turma Porto Seguro/Bahia

Turma Nazaré Paulista/São Paulo 

Em breve, inscrições abertas para a Pós-Graduação em Gestão de Negócios Socioambientais

 

Mais de 60 organizações do Nordeste do país estão entre as iniciativas fortalecidas diretamente pela SER – organização sem fins lucrativos – que tem entre seus fundadores o economista Juca Ulhôa Cintra Paes da Cunha. Em geral, as instituições beneficiadas são associações de base comunitária com foco em comunidades de baixa renda. Juca explica que a SER, desde 2014, tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento territorial. “A SER atua a partir da formação de lideranças e do fomento ao empreendedorismo. Nessa direção, o primeiro passo é a escuta ativa, seguida da formação, contamos o que temos a oferecer, um programa de formação institucional desenhado com as próprias organizações. E, finalmente, o terceiro passo com o monitoramento e avaliação. O objetivo é potencializar, fortalecer o que tem de bom, sem descartar o que precisamos colocar na mesa para discutir e melhorar”. 

Juca atuava há anos no sul da Bahia quando ingressou no Mestrado Profissional da ESCAS. Além de contribuir com projetos de monitoramento dos planos municipais de recuperação e conservação da Mata Atlântica, Juca também já estava envolvido com projetos na Caatinga. “Com a abertura das inscrições para o Mestrado vi a oportunidade de aprofundar o diálogo entre a ecologia e a economia com enfoque na região – algo que iniciei no Trabalho de Conclusão em Economia. Na academia, são ciências que historicamente não conversam e decidi que me dedicaria a essa dialética economia / ecologia.”

Direto da Caatinga

Juca conta que o trabalho do projeto Adapta Sertão, da Redeh – Rede de Desenvolvimento Humano, esteve presente em sua vida por oito anos. “Em um primeiro momento atuei como consultor individual, levei essa questão para o mestrado como pesquisador e em um terceiro momento o Projeto contratou a SER com o objetivo de avançar com as cooperativas”. 

Na tese do Mestrado Proposta de Caminho Metodológico ao Zoneamento Ecológico Econômico do Território Bacia do Jacuípe/Bahia, Juca apresenta os resultados obtidos a partir do Roteiro Metodológico da Oficina Mapa Ecológico Econômico. “O mestrado contribuiu com o desenvolvimento de uma ferramenta de mapeamento participativo da paisagem: o mapa falado. A partir do desenvolvimento da cartografia social trabalhamos o senso de pertencimento, o comprometimento com o território e o reconhecimento da interdependência - a construção de uma visão sistêmica, que vai além dos territórios. Enquanto grupo é possível entender, por exemplo, a função social de cada cooperativa, a partir da localização no mapa, no território”, explica o egresso do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS. 

Três anos após conclusão do mestrado, a equipe do Adapta Sertão contratou a SER para desenvolver e implementar uma metodologia para modelagem e formação de uma rede de colaboração entre as cinco cooperativas participantes: Coopsertão, Coopaita, Coopofite, Cooap e Coopes. Segundo Juca, mais de 500 famílias participaram do projeto e mais de 800 agricultores familiares concluíram o processo de formação. A iniciativa desenvolveu 10 novos produtos de impacto socioambiental positivo e remodelou 06 produtos. 

“Com essas ações conseguimos aumentar a renda de cada família em cerca de meio salário mínimo. Trabalhamos, por exemplo, com o desenvolvimento de uma bebida vegetal de licuri (uma castanha da região), com carne de ovino e caprino, polpas de frutas como umbu, cajá, seriguela e também beneficiamos as produções de sequilhos e de requeijão. Tivemos também o aumento da produção de hortaliças e vegetais para comercialização nas feiras locais, a partir de um uma nova gestão do uso da água nas propriedades”, explica.   

Monitoramento de impacto 

Na esfera nacional, desde 2015, a SER já realizou ao menos três projetos em parceria com o Fundo Casa Socioambiental. Em um primeiro momento, a SER avaliou o Fortalecimento de Comunidades na Busca pela Sustentabilidade (2015-2016) sob o ponto de vista da inovação e do impacto de cerca de 110 projetos, nas cinco regiões do país. 

De 2018 a 2020, a SER desenvolveu o Observatório Casa Cidades - ferramenta utilizada para o monitoramento de 150 projetos. “Trata-se de uma plataforma para os projetos de 10 regiões metropolitanas apoiados pelo Fundo CASA com a criação de uma série de indicadores. Realizamos uma formação específica para que as equipes dos projetos passassem a utilizar a ferramenta, o que se transformou em um programa de fortalecimento. A criação do observatório facilitou muito o envio dos relatórios para o CASA”. 

De 2019 a abril de 2021, a SER elaborou o relatório interno de monitoramento de impacto dos 52 projetos apoiados pelo CASA Amazônia nas áreas de Defesa de Direitos, Consumo e produção sustentável, Impacto de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Participação Social, Soluções em energia, entre outras frentes.   

Conselheiro 

Desde novembro de 2019, Juca migrou da linha de frente da SER para o Conselho Diretor e revela como tem sido essa nova fase. “Me sinto muito bem em estar nesse novo lugar, tenho a segurança de que não preciso estar no dia a dia da SER. Tem gente tocando, outras pessoas podem e estão dando sequência. Reforço que elas devem ficar à vontade para tomar decisões, mas sobretudo para contar comigo diante de qualquer momento de tensão. Neste ano, as pessoas que estão na linha de frente contrataram uma facilitadora para ajudá-las na elaboração do planejamento estratégico. Essa facilitadora me perguntou se eu achava que a SER caminhou para onde deveria e respondi que nunca pensei nisso. De coração, a SER caminhou para onde tinha que caminhar e isso me deixa muito feliz, o que importa é o caminho, a trajetória e isso tem sido incrível”.

Inscrições abertas para o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS até 19 de junho de 2021

Turma Porto Seguro/Bahia

Turma Nazaré Paulista/São Paulo 

Em breve, inscrições abertas para a Pós-Graduação em Gestão de Negócios Socioambientais