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Evento acontece em Brasília, de 13 a 15 de maio com apoio  da Fundação

Gordon and Betty Moore e GIZ

 

O IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação daBodiversidade) realizam, de 13 a 15 de maio, o primeiro Seminário de Iniciativas na Gestão das Unidades de Conservação (UCs). O evento faz parte do projeto Motivação e Sucesso na Gestão de UCs. Iniciado em 2012, em parceria com o ICMBio e com o apoio financeiro da Fundação Gordon and Betty Moore e GIZ, o projeto pretende buscar soluções inovadoras e criativas para melhorar a gestão das UCs no Brasil, além de estimular as competências proativas em gestão e amotivação de equipes de áreas protegidas.


Durante o seminário, diversas palestras e mesas redondas serão realizadas sobre temas pertinentes à gestão das áreas protegidas, como Inovação, Gestão Integrada, Parcerias Interinstitucionais, Zoneamento de risco, Monitoramento, Comunidades, entre outros. A ideia é que os gestores de áreas protegidas possam compartilhar com os participantes as suas práticas que têm gerado impactos positivos nas UCs, com potencial para serem replicadas.  Além das palestras e discussões, as apresentações dos resultados dos trabalhos dos gestores ficarão expostas em paineis. O Seminário acontece no auditório doICMBio: EQSW 103/104, Bloco C, Complexo Administrativo – Setor Sudoeste, Brasília - DF.

 

O IPÊ realiza até dia 24 de junho uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) com objetivo de arrecadar R$ 28 mil para atender 700 alunos de escolas públicas de Nazaré Paulista (SP) com ações de Educação Ambiental por meio do projeto “Nascentes Verdes, Rios Vivos”.

Ao “adotar” um aluno por uma doação única de R$ 40,00, você garante a participação desse estudante ao longo de 2014 em todas as atividades educativas do projeto, colaborando com a continuidade dos nossos trabalhos e para a formação de cidadãos mais preocupados com o meio ambiente e com a água.

Contribua AQUI: http://www.ecodobem.com.br/nascentesverdesriosvivos

Saiba mais sobre o projeto 

Desde 2009, o projeto “Nascentes Verdes, Rios Vivos” realiza um trabalho que tem por objetivo proteger a água na região de Nazaré Paulista - área estratégica para os recursos hídricos que abastecem o Sistema Cantareira, fornecedor de água para mais de 10 milhões de pessoas. O projeto atua em dois componentes: Restauração de matas ciliares ao redor de nascentes, rios e represas para contribuir com a produção de água; e Educação

Ambiental para estudantes e professores, contribuindo para formar futuras gerações mais sensibilizadas à conservação da Mata Atlântica e, consequentemente, da água.

Alunos de 5ª a 7ª série de escolas públicas passam por atividades práticas, experimentando trabalhos de campo, conhecendo o viveiro de mudas, plantando árvores nativas, fazendo trilhas e monitorando o crescimento das florestas restauradas. Tudo isso, reforçando os conceitos aprendidos em sala de aula nas diversas disciplinas como matemática, português, geografia, artes e até educação física. Para isso, o IPÊ ajuda a inserir o tema ambiental no calendário escolar, com apoio dos professores e diretores, que passam por palestras e cursos.

Em 2013, o projeto conseguiu beneficiar 520 alunos e 50 professores, com palestras, cursos e atividades práticas. Com o trabalho do Instituto, já foi possível também restaurar 150 hectares de floresta na região, o equivalente a 150 campos de futebol.

DSCN0226Esta semana a equipe de Educação Ambiental do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas realiza palestras para professores da rede pública de ensino, no município de Vargem (SP).

As palestras acontecem na Escola Municipal Sargento José Monteiro para professores que participam das reuniões de planejamento. A ideia é apresentar para esse público o projeto “Semeando Água”, que é patrocinado pela Petrobras.
Durante as reuniões a educadora ambiental Andréa Pupo explica os principais objetivos do projeto na região e mostra as primeiras ações realizadas nas cidades, como a parceria com o proprietário rural José Bragion, em Joanópolis, que converteu o seu pasto convencional para o sistema rotacionado. “É importante participarmos e apresentarmos os projetos nessas reuniões de planejamento, já que esse é o momento em que os professores estão pensando em suas ações para o ano. Assim, podemos contribuir para a inserção da temática Meio Ambiente e Educação Ambiental em seus planos de aulas e disciplinas”, explica Andrea.

O próximo evento na cidade será no dia 22 de maio às 16h na Câmara Municipal de Vargem. A proposta é apresentar o projeto para a comunidade em geral.

Entre os dias 6 e 9 de maio, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas estará com técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em comunidades da área do assentamento do Incra, PDS Cuieiras/Anavilhanas, para fazer o cadastro de agricultores e emissão de Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) e para a Carteira do Produtor.

As DAPs são utilizadas como instrumento de identificação do agricultor familiar para acessar políticas públicas. Já a Carteira do Produtor é um benefício do Governo do Estado do Amazonas para produtores rurais. O Incra também vai cadastrar as esposas de assentados que não estão cadastradas na relação de beneficiários do assentamento para que elas possam receber o “Bolsa Verde”, programa do Governo Federal. Além disso, haverá reuniões em cada comunidade para esclarecer questões sobre o assentamento, DAP e outras referentes à agricultura familiar.

A emissão dos documentos e articulação com instituições vinculadas à assistência técnica, produção e comercialização na área rural faz parte de uma das estratégias para fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis na margem esquerda do Baixo Rio Negro. Apoiar as comunidades nesse desafio é um dos objetivos do projeto Eco-Polos Amazônia XXI, do IPÊ. Com os documentos, deve haver mais facilidade no acesso às políticas públicas voltadas à agricultura familiar e comercialização dos produtos da agrobiodiversidade da Amazônia, apoiando geração de renda nessas localidades e valorizando ainda mais os produtos da região.

“A ideia é que todas as comunidades sejam beneficiadas. Mesmo aquelas que não estão no cronograma de visitas podem se deslocar a comunidade mais próxima para participar”, explica Mariana Semeghini, coordenadora de projetos do IPÊ.

Por Suzana Padua

Ainda somos perguntados por que trabalhamos para salvar animais ameaçados de extinção com tanta gente passando fome. A escolha de se dedicar com a proteção da natureza é digna de crítica por pesquisadores da área social, que insistem em priorizar a humanidade em face à natureza, como se não fôssemos parte do mundo natural, e como se a sociedade não dependesse do equilíbrio ambiental. É verdade que a espécie humana parece ter se esquecido de sua essência natural e que se colocou como superior às demais, sentindo-se no direito de usar e abusar dos recursos. Hoje, a decisão de quem vai ou não sobreviver ao longo do tempo está nas mãos de uma só espécie: a nossa.

O contrário é igualmente comum. Cientistas da natureza dificilmente aceitam que se lide com a sociedade. Conservação precisa ser 'pura', ou seja, deve se ater às espécies encontradas nos ecossistemas naturais. E muitos creem que o ser humano atrapalha e estraga e, por isso, deve ficar longe das áreas naturais. A questão é como tornar a natureza preciosa, que vale a pena ser protegida?

A meu ver, a beleza está na inclusão e não na exclusão das escolhas, que sempre acabam prejudicando parte do que é vivo. Nem se ater às questões meramente sociais e nem às preservacionistas. Somos natureza e precisamos redescobrir o amor pela nossa essência e, assim, reaprendermos a respeitar e nos assombrar com a beleza dos sistemas que ajudam a provocar tanta complexidade e detalhes que fazem a vida possível.

A postura de superioridade do ser humano frente a outras espécies está ligada à interpretações errôneas. A ideia de que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus deveria ser utilizada para elevarmos nossa responsabilidade e "maravilhamento" de tudo o que existe nesse planeta e no cosmos, de modo a nos sentirmos parte dessa teia da qual somos integrantes.

Pensadores como Bacon e Descartes levaram a premissa de termos o direito de utilizar a natureza ao nosso bel prazer ao extremo. Mas, de lá para cá, o que fizemos foi colocar as ideias deles e de muitos outros que seguiram essa linha de pensamento em prática, levando o planeta a evidentes formas de insustentabilidade. Há séculos que usamos a natureza de maneira impensada, e resistimos bastante à ideia incômoda, mas imprescindível, de que somos responsáveis pelas perdas que estamos vivenciando. Se nos deparamos com falta de água é por que desmatamos e tratamos indevidamente as nascentes e os mananciais. Se estamos vivendo uma época de doenças, fomos nós que envenenamos os alimentos com produtos tóxicos e nocivos à saúde. Se os recursos estão acabando, por termos os utilizado de modo irresponsável. O fato é que o planeta é finito e o tratamos como infinito.

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