Alunos do Mestrado Profissional visitam o maior corredor florestal já restaurado na Mata Atlântica 
Alunos do Mestrado Profissional visitam o maior corredor florestal já restaurado na Mata Atlântica 

São 2,4 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica que conectam o Parque Estadual Morro do Diabo à Estação Ecológica Mico-leão-preto, no extremo Oeste do estado de São Paulo. Para Claudio Padua, reitor da ESCAS/IPÊ e professor da disciplina Biologia da Conservação, o lugar ideal para ministrar a aula. “Uma das melhores maneiras de reter conhecimento é quando você estuda a teoria e vê um exemplo na prática referente ao assunto em pauta. O Pontal é o melhor lugar para dar aula de Biologia da Conservação porque muitos dos principais conceitos da disciplina são aplicados pela equipe do IPÊ em projetos como os Corredores de Vida e os Sistemas Agroflorestais”. 

Ao todo, o IPÊ já plantou na região 5,5 milhões de árvores que formam corredores florestais na região do Pontal do Paranapanema integrando tanto fragmentos florestais quanto essas áreas a Unidades de Conservação. 

Até aquele momento, Bruno Geraldi Martins, mestrando em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, da ESCAS/IPÊ, conhecia o corredor apenas por meio de fotos. “Tive a experiência incrível de conferir o corredor de perto, de caminhar por entre as árvores, é muito interessante saber que esse projeto de restauração florestal está contribuindo com a biodiversidade ao mesmo tempo em que é palco de pesquisas científicas que podem ser implementados em outras regiões do país”.

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Já para a mestranda Thais Araújo Roberts o que chamou atenção foi a forma que os pesquisadores do IPÊ desenvolveram os projetos na região. “A ideia de conectar fragmentos florestais com áreas restauradas em propriedades privadas é uma forma de contribuir com a conservação do bioma. Outro ponto interessante é o envolvimento da comunidade local com geração de renda, por meio do trabalho realizado nos viveiros comunitários de espécies nativas e dos prestadores de serviço que realizam plantios e a manutenção das áreas”. 

O projeto do Instituto, Corredores de Vida, é baseado no tripé CCB - Clima, Comunidade, Biodiversidade. No quesito Clima, o corredor neutraliza carbono e gases equivalentes, como o metano. Na esfera da Comunidade, está relacionado à geração de renda, pela compra de mudas de árvores em viveiros comunitários que serão utilizadas nos plantios. A mão de obra que realiza os plantios e monitora as áreas também é contratada, contribuindo com a renda de empreendedores e profissionais que atuam em empresas de restauração. Já o aspecto Biodiversidade, é estratégico para a conservação da fauna e da flora da Mata Atlântica, inclusive no longo prazo.