Projeto do IPÊ na Amazônia integra a plataforma global Unesco Green Citizens

Projeto baixo Rio Negro Unesco 1O projeto Agrobiodiversidade no baixo Rio Negro, na Amazônia está entre as iniciativas selecionadas pela campanha Unesco Green Citizens. O objetivo? Atrair apoiadores de diversas partes do mundo para se engajarem em projetos locais identificados como verdadeiras inspirações rumo à mudança global. A campanha Unesco Green Citizens conta com plataforma onde é possível conhecer os projetos selecionados pelas equipes da Unesco e de coletivos de observadores em todo o mundo, com base em três critérios: duplicáveis, inovadores e impactantes. 

A expectativa da Unesco Green Citizens é selecionar 100 projetos/ano. No momento, cerca de 30 projetos estão na plataforma recém-lançada, entre eles três brasileiros. Na plataforma cada projeto conta com uma página que traz o panorama de cada iniciativa, fotos e formulário que possibilita o contato direto entre interessados em apoiar a iniciativa -  você pode ser um deles!

Na página do formulário do projeto, é possível escolher qual frente você pretende apoiar e iniciar a conversa.

Mariana Gama Semeghini, pesquisadora associada do IPÊ, compartilha como foi descobrir que o projeto coordenado por ela estava entre os selecionados. “Em um primeiro momento estranhei e fiquei surpresa com o contato da Unesco,  pois não fiz inscrição em nenhum processo da Unesco. Mas depois fiquei muito honrada e orgulhosa pela indicação. Considero um reconhecimento de todo o trabalho que o IPÊ desenvolve no Baixo Rio Negro em parceria com as comunidades e outras instituições”.

Sobre o projeto

O projeto Agrobiodiversidade no baixo Rio Negro acontece em Manaus e tem participação de Mariana Gama Semeghini, pesquisadora associada do IPÊ, Márcio Arthur Oliveira de Menezes, Leonardo Pereira Kurihara e Thiago Mota Cardoso. As ações começaram em 2005, com a proposta de unir conservação da biodiversidade com desenvolvimento sustentável, por meio de sistemas agroflorestais, valorização dos saberes locais, e empreendedorismo; tudo isso em uma área ameaçada pelo desmatamento na Amazônia. Até o momento, o projeto beneficiou diretamente cerca de 50 famílias.

Os pesquisadores procuram estimular soluções sociais e ecológicas geradas nas comunidades para o desenvolvimento e a consolidação de sistemas de produção agroecológicos e produtos da agrobiodiversidade (compotas, biscoitos e doces) alinhadas à conservação da biodiversidade.

Pesquisas participativas, capacitação e troca de conhecimentos e experiências entre pesquisadores e as comunidades (saber tradicional e o saber técnico/científico) estão entre as estratégias identificadas como forma de valorizar o conhecimento local e contribuir com a geração de renda das comunidades, por meio do empreendedorismo, incluindo o fortalecimento das organizações locais, parcerias empresariais, além da comercialização  baseada nos princípios da economia solidária e do comércio justo.

Vale destacar, a capacitação e participação de grupos de mulheres das comunidades nos mercados regionais e nacionais para a comercialização dos produtos. O grupo também participa de roteiros de Turismo de Base Comunitária na região, com a organização de café da manhã elaborado a partir de produtos regionais.