Profissional do IPÊ é finalista na 2ª Edição do Prêmio MapBiomas

O técnico de sistema de informações geográficas (SIG), Henrique Shirai, do IPÊ, está entre os sete finalistas da 2ª Edição do Prêmio MapBiomas, na categoria Geral, com o trabalho Dinâmica da conectividade da paisagem na Mata Atlântica. O produto foi apresentado como conclusão do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, da ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade/IPÊ, em 2019.  O resultado do prêmio será divulgado em breve.

O Prêmio MapBiomas tem como objetivo premiar e estimular trabalhos que tenham contribuído para a produção de conhecimento sobre mudanças de cobertura e uso do solo no Brasil. Na pesquisa, Henrique avalia a evolução do estado de conectividade das paisagens da Mata Atlântica, identifica prioridades de restauração, compara as mudanças ocorridas após os intervalos de tempo, caracteriza a configuração da conectividade da paisagem e identifica tendências de incremento e decréscimo de conectividade.

“Através do cálculo do Índice Integral de Conectividade (IIC) para os fragmentos dos anos de 1987, 1997, 2007 e 2017, caracterizei a conectividade da paisagem do bioma, identificando áreas importantes para a restauração da conectividade, áreas fundamentais para sua manutenção e tendências nas suas fitofisionomias. Esse estudo mostrou uma análise capaz de nortear intervenções necessárias não apenas para a conservação da biodiversidade, mas fundamentais também para a sustentabilidade das sociedades humanas.”, explica Shirai.  

A partir da análise da configuração atual da conectividade da paisagem, Shirai identificou cinco áreas que devem ser consideradas como prioridades nas ações de restauração:
1. Região da Serra do Mar e Floresta de Araucária
2. Região das Florestas Costeiras da Bahia
3. Região das Florestas Costeiras nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro e Florestas de Interior de Minas Gerais
4. Região das Florestas Costeiras de Pernambuco
5. Região das Florestas do Alto Paraná.

O estudo reforça que apesar das leis de proteção, o desmatamento continua acontecendo. Diante desse cenário, Shirai traz à tona a importância de estratégias com potencial de somar esforços para a conservação e restauração da Mata Atlântica, como a maior participação da sociedade civil, a criação de mercados e formas produtivas mais sustentáveis e o desenvolvimento de mecanismos de incentivos viáveis a preservação. Shirai pontua como exemplo o sucesso de casos em que a integração econômica e ambiental de agricultura agroflorestal e instrumentos de pagamentos por serviços ambientais resultaram em melhora na conservação.  

Confira aqui o trabalho