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Dez agricultores da margem esquerda do Baixo Rio Negro estão aptos a participar da Feira Orgânica de Manaus, que acontece todos os sábados, na Superintendência Federal de Agricultura do Amazonas (SFA/AM). Desde 2013, representantes da Associação de Produtos Orgânicos do Amazonas (Apoam) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) têm realizado visitas às comunidades para verificar se o sistema produtivo e as propriedades estão dentro dos padrões estabelecidos pela legislação de orgânicos.

A última visita ocorreu no dia 31 de julho, quando os técnicos estiveram nas comunidades Vila Nova do Chita e Santa Maria, acompanhados do IPÊ. Essa verificação constitui requisito para cadastramento como agricultor orgânico no MAPA e também para participação na Feira Orgânica de Manaus.

Durante as atividades, houve a troca de experiência e práticas agroecológicas entre agricultores e técnicos, além de explicações sobre como funciona a feira orgânica e a relação com os consumidores.

O agricultor Raimundo Meireles da Costa, 50, da comunidade Vila Nova do Chita, foi um dos que recebeu a equipe na sua propriedade. Segundo ele, a visita dos técnicos e a avaliação trazem bons resultados para toda a comunidade. “Nós sabemos reconhecer a importância desse contato. Nesse dia aprendi como manipular e embalar nossos produtos para a feira, por exemplo”.

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Para combater os atropelamentos de fauna no Estado do Mato Grosso do Sul, foi criada a Rede Estrada Viva, composta por profissionais de diferentes áreas e diversas organizações socioambientais, inclusive do IPÊ, por meio da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira e do Projeto Tatu-Canastra.

A Rede vai atuar junto a diversos atores direta ou indiretamente envolvidos com as tomadas de decisão para a proteção de espécies da fauna nas estradas. De 29 a 30 de Julho, esses profissionais reuniram-se em Campo Grande (MS) para desenvolver um planejamento estratégico que contempla: compilação de dados já existentes sobre o tema, comunicação e sensibilização dos mais diversos públicos para o problema, e sistemas de mitigação dos impactos das estradas na vida de animais silvestres. Algumas das ações já estão pautadas para serem implementadas nos próximos meses.A ideia da Rede Estrada Viva é também divulgar o tema para o Brasil, fazendo com que aumente o interesse por informações e soluções para o problema dos atropelamentos em todos os Estados.

Os índices de atropelamentos de fauna silvestre nas rodovias brasileiras são alarmantes e a morte causada pelo choque com veículos é considerada um dos fatores que impactam diretamente a conservação da biodiversidade no País. Dados conservadores mostram que os atropelamentos matam 450 milhões de animais anualmente, segundo estimativas do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras.

Um exemplo dos atropelamentos como ameaça a espécies acontece no Mato Grosso do Sul. Pesquisadores do IPÊ relataram que, de Abril de 2013 a Março de 2014, em apenas três trechos de rodovias do Mato Grosso do Sul (pouco mais de 1 mil quilômetros nas BRs 262, 163 e 267), foram encontradas 1124 carcaças de 25 espécies diferentes de animais silvestres de médio e grande porte, como a anta brasileira, com 36 registros. Nesta pesquisa, a grande vítima desses acidentes foi o cachorro do mato, com 286 indivíduos mortos.

Tais números são extremamente relevantes para algumas dessas espécies que se encontram ameaçadas de extinção na natureza (IUCN Red List of Threatened Species e Lista Vermelha Nacional do ICMBIO - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), como a anta, listada como Vulnerável à Extinção especialmente por causa de seu ciclo reprodutivo muito longo (cerca de dois anos). A pesquisa identificou ainda que diariamente uma ou até duas antas são mortas a cada 1000km de rodovias no Estado.

“O problema é de fato muito grave e acontece por uma série de razões, entre elas, a negligência do motorista, que muitas vezes ultrapassa a velocidade permitida ou ainda atropela por fatores culturais, de superstição, por exemplo”, afirma Patrícia Medici, coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (IPÊ). A pesquisadora ainda relata que em alguns casos, pequenas medidas podem fazer a diferença para solucionar o problema. “Em 2006, no Pontal do Paranapanema no Estado de São Paulo, na SP-613 [que corta o Parque Estadual Morro do Diabo], foram instaladas placas educativas e radares a fim de reduzir os atropelamentos de fauna. Apenas com essas medidas, a mortalidade de antas por atropelamento foi reduzida de uma média de seis antas por ano para uma anta a cada três anos”, afirma Patrícia.

Dia de Urubuzar

Uma das ações já planejada com o apoio da Rede Estrada Viva, e que acontecerá no dia 15 de Novembro, é o Dia Nacional de Urubuzar. A proposta vem do CBEE/UFLA com o objetivo de fazer com que as pessoas se mobilizem, por meio de qualquer atividade, para lembrar a importância do tema para a conservação da biodiversidade brasileira. Vale fazer palestra, distribuir informações sobre o problema dos atropelamentos da fauna nas estradas, utilizar o aplicativo Urubu, entre outras ações. Quem participar poderá divulgar as ações no Facebook do evento: www.facebook.com/groups/urubuzar

 

Dias 29 e 30 de Julho, será realizada em Campo Grande (MS) a primeira reunião do Programa Eco.Estradas Pantanal, com a presença de profissionais de diversos setores atuantes pela conservação da biodiversidade regional e gerenciamento de rodovias. Durante o encontro serão discutidos: o impacto das rodovias para a fauna local e as formas de redução deste problema. Também serão apresentados os mais recentes dados sobre atropelamento de fauna no Brasil, particularmente no Estado do Mato Grosso do Sul, com o objetivo de reuni-los e, posteriormente divulgá-los a diferentes segmentos da sociedade, reforçando a importância de se compreender o impacto das rodovias para sobrevivência de espécies. Nos dias de reunião espera-se definir, em conjunto com os participantes, um planejamento estratégico para a construção de uma rede de profissionais que possa sugerir e implementar soluções que reduzam o impacto causado pelas estradas à biodiversidade.

O encontro foi proposto pela a Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB) e Projeto Tatu-Canastra. Ambos são trabalhos realizados pelo IPÊ no Pantanal do Mato Grosso do Sul (MS). Os dois projetos juntaram forças para o monitoramento de atropelamentos de fauna em três trechos de rodovias no MS por um ano (Abril de 2013 a Março de 2014) e registraram informações alarmantes.  Em 12 meses, os pesquisadores encontraram 1124 carcaças de 25 espécies animais diferentes vítimas de atropelamentos nessas três rodovias.  Esses números são relevantes para algumas dessas espécies que se encontram ameaçadas de extinção na natureza (IUCN Red List of Threatened Species). Considerando o Brasil todo, estima-se que, por ano, 450 milhões de animais sejam mortos por atropelamento nos quase dois milhões de quilômetros de estradas do País, segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE). 

“O nosso grande objetivo com o encontro é gerar subsídios para influenciar no processo de estabelecimento de políticas públicas locais e regionais que favoreçam a solução do problema de atropelamentos de fauna na nossa região”, afirma Patrícia Medici, coordenadora da INCAB.

Além dos pesquisadores do IPÊ, a reunião contará com a presença de Alex Bager, Coordenador do CBBE e Professor da Universidade Federal de Lavras, responsável pela criação do sistema Urubu Mobile, um aplicativo de celulares lançado recentemente, que ajuda a identificar e, principalmente, contabilizar o número de mortes de animais por atropelamento no Brasil.

IPÊ acaba de lançar um aplicativo que facilita a doação de recursos ao Instituto por pessoas físicas. Por meio do Facebook, é possível escolher o valor da doação – que pode ser de 10, 20, 30, 50 ou 100 reais – com pagamento feito através do Moip, via cartão de crédito ou boleto.

O aplicativo pode ser acessado AQUI.
 
As doações fazem parte de um fundo que garante a continuidade das ações do IPÊ para a conservação da biodiversidade nas regiões onde atua, contribuindo para a proteção da Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal. 

O IPÊ também tem outras formas de apoio. CONFIRA.