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O IPÊ está selecionando estudante de ensino superior para estágio na área de geoprocessamento para atuação no projeto “Embaúba”.
A seleção do estagiário será realizada por meio de análise curricular (histórico de atividades e referências de atuação em outros estágios) e entrevista. Desta forma deverá ser encaminhado curriculum vitae atualizado do estagiário interessado e, se possível, uma carta de referência.

Veja mais informações sobre como se candidatar no TDR.

As candidaturas serão aceitas até o dia 09 de fevereiro de 2014 pelo e-mail: [email protected]mail.com.

site mobilizacao SmallUm dos grandes desafios de organizações que atuam com a conservação da fauna encontra-se na mobilização de recursos para o desenvolvimento de seus projetos e pesquisas. Esse foi um dos principais levantamentos feitos pelo IPÊ com organizações que participam do PAN- MAMAC, o Plano de Ação Nacional para Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central. O PAN MAMAC é uma iniciativa do ICMBio* que determina quais as ações necessárias para a conservação de 27 espécies desta área do bioma que se encontram ameaçadas de extinção.

Para apoiar instituições atuantes nessa área, o IPÊ deu início ano passado ao projeto “Multiplicando Saberes: capacitação das instituições participantes do PAN MAMAC para mobilização financeira”, com recurso do programa TFCA – Tropical Forest Conservation/Funbio. Após um primeiro seminário com a participação de 12 instituições, ainda em 2013, cada representante das organizações ficou com o desafio de criar uma proposta de mobilização de recursos para um projeto de conservação, e apresentá-la em um novo seminário. O desenvolvimento das propostas foi realizado sob a orientação de profissionais de áreas diversas: finanças, conservação, comunicação e captação de recursos. Assim, entre 15 e 17 de janeiro, sete organizações apresentaram essas propostas à avaliação de uma banca composta pelos próprios orientadores e convidados.

“A ideia deste segundo seminário foi reunir um grupo heterogêneo de profissionais, com grande experiência em mobiliza2suas respectivas áreas de atuação, para que fizessem uma análise das propostas apresentadas e contribuíssem com dicas importantes para a sua finalização, de forma a deixá- las muito mais competitivas, ampliando o potencial de mobilização de recursos. Isso acabou se transformando em uma consultoria individual e institucional”, afirma Andrea Peçanha (foto), uma das coordenadoras da iniciativa.

Para Silvia Neri Godoy, analista ambiental do CENAP, ter a chance   de apresentar uma proposta para   um banca especializada foi uma experiência importante. “Ouvir as palestras e os profissionais foi ótimo [no primeiro módulo], mas ter meu trabalho orientado e um segundo módulo com apresentação dele para a avaliação, superou as minhas expectativas. Vou aplicar todas as contribuições e pretendo apresentar a proposta que eu desenvolvi com apoio desse curso para colocar o meu projeto em prática”, afirmou.

Captação e Planos de Ação

Os trabalhos apresentados pelas instituições foram bastante heterogêneos em suas propostas e tinham como ponto comum o direcionamento para as ações dos Planos de Ação para conservação de espécies, que iam, inclusive, além do PAN-MAMAC. Este foi o caso do Instituto Pró-Carnívoros, cuja proposta de trabalho está ligada aos PANs de conservação da onça-parda e onça-pintada. Para Ricardo Boulhosa, coordenador executivo do Instituto, os planos de ação são positivos em propostas de captação para projetos de conservação. “Com certeza estes documentos oficiais agregam força na proposta institucional. Hoje muitos editais tanto governamentais como privados solicitam que as propostas contenham ações previstas pelos PANs”, diz.

Entretanto, verifica-se nos últimos anos uma dificuldade em levantar recursos para o desenvolvimento de atividades dos planos de ação. Um dos avaliadores de propostas convidados para a banca do projeto do IPÊ, Leandro Jerusalinsky, reitera a necessidade de recursos financeiros para que os PANs possam ser colocados em prática e serem efetivos.

DSC 0749 Small“O mais importante dessa experiência, e deste projeto do IPÊ como um todo, é que ela toca em um ponto chave que é a viabilização de projetos para a execução dos PANs [Planos de Ação nacionais para conservação de espécies]. E um dos maiores gargalos disso está justamente na viabilização financeira para as instituições poderem formar equipe, estruturar o projeto e tudo o que se refere ao desenvolvimento de uma pesquisa de conservação”, diz Leandro (foto), que também coordena o CPB – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (ICMBio).

Diversificar é a chave

Além das apresentações dos trabalhos, na segunda etapa do projeto, os participantes ainda assistiram a palestras sobre mobilização de recursos e ferramentas de captação, com Rodrigo Alvarez (IDIS) e João Paulo Vergueiro da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos). O objetivo foi mostrar as formas criativas e inovadoras de mobilizar recursos para projetos socioambientais, uma necessidade cada vez mais crescente. “Escrever propostas para editais ou parceiros empresariais é somente uma dessas ferramentas. É necessário diversificar e pensar, inclusive em captação com pessoas físicas”, afirmou João Paulo, em sua palestra no IPÊ.

“Uma grande lição que ficou para mim foi justamente a necessidade de diversificação das fontes de recursosDSC 0691 Small financeiros para projetos e as formas de captação. Os seminários também nos apontaram para a necessidade de estruturação e fortalecimento institucional das organizações de terceiro setor, o que é uma coisa necessária nesse processo e que faz diferença para conquistar apoio”, afirma a veterinária Juliana Griese, diretora executiva do Instituto Itapoty (foto).

Veja mais depoimentos sobre o curso aqui.

Sobre o PAN MAMAC

Os Planos de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção ou do Patrimônio Espeleológico (PANs) são políticas públicas para combater ameaças que colocam em risco populações de espécies e seus ambientes naturais e assim protegê-los. A sua organização é promovida pelo ICMBio, em parceria e participação de diversos atores, entre eles, as organizações ambientais. Os planos são calculados para cada cinco anos e implementados por meio de ações de diversos órgãos e instituições.

O PAN MAMAC é o Plano de Ação Nacional específico para Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central. O plano tem objetivos, metas e ações para a conservação de 27 espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão-preto e o mico-leão-da-cara-preta, espécies das quais o IPÊ atua pela conservação, inclusive participando da elaboração de um plano de conservação junto ao ICMBio. Até dezembro de 2015, as ações do PAN-MAMAC que está em vigor deverão ser implementadas e avaliadas.

Para saber mais sobre o PAN MAMAC, acesse: http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/plano-de-acao/372-pan-mamiferos-da-mata-atlantica.html

*ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

“Ouvir as palestras e os profissionais foi ótimo [no primeiro módulo], mas ter meu trabalho orientado e um segundo módulo com apresentação dele para a avaliação superou as minhas expectativas. A composição da banca também foi muito boa, com profissionais variados, inclusive de empresas. Sempre achei que as minhas propostas eram muito técnicas e científicas e ouvir esses profissionais me fez abrir (visualizar) um leque de oportunidades. Vou aplicar todas as contribuições da banca e pretendo apresentar a proposta que eu desenvolvi com apoio desse curso para colocar o meu projeto em prática”.
Silvia Neri Godoy, analista ambiental do CENAP.

“O curso ´Multiplicando Saberes´ nos possibilitou conhecer, através das aulas/apresentações de especialistas, formas de captação até então desconhecidas pela instituição. Uma parte importante do curso foram as informações e instruções repassadas na aula de planejamento e montagem do cronograma orçamentário e também a aula sobre como a comunicação é importante para a captação de recursos.
A diminuição dos recursos aportados para esta área e o aumento da concorrência por estes recursos são algumas das principais dificuldades para a captação, mas não podemos de relacionar também os problemas na estrutura institucional, como o quadro administrativo e diretivo das organizações do terceiro setor.
A proposta apresentada pelo Instituto Pró-Carnívoros [no segundo módulo] está inserida nas ações de outros PANs (Plano de Ação Nacional), que são o PAN para a Conservação da Onça-pintada e o PAN para a Conservação da Onça-parda, e com certeza estes documentos oficiais agregam força na proposta institucional. Hoje muitos editais tanto governamentais como privados solicitam que as propostas contenham ações previstas pelos PANs.”
Ricardo Boulhosa, coordenador executivo do Instituto Pró-Carnívoros.

“Busquei avaliar as propostas me colocando no lugar de um possível financiador e também levando um olhar de um técnico que trabalha na área, então foram dois tipos de avaliação que eu fiz. Mas o mais importante dessa experiência, e deste projeto do IPÊ como um todo, é que ela toca em um ponto chave que é a viabilização de projetos para a execução dos PANs [Planos de Ação nacionais para conservação de espécies]. E um dos maiores gargalos disso está justamente na viabilização financeira para as instituições poderem formar equipe, estruturar o projeto e tudo o que se refere ao desenvolvimento de uma pesquisa de conservação”
Leandro Jerusalinsky (componente da banca), coordenador do CPB – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (ICMBio).

“O encontro em si foi muito legal, junto com a troca de experiências de cada um, as soluções que cada um traz de maneira diferente para os mesmos problemas. As palestras foram muito boas e abriu para uma percepção melhor sobre o panorama da captação no terceiro setor, sobre a importância da comunicação nos projetos e também da parte de orçamento.
Uma grande lição que ficou para mim foi justamente a necessidade de diversificação das fontes de recursos financeiros para projetos e as formas de captação. Os seminários também nos apontaram para a necessidade de estruturação e fortalecimento institucional das organizações de terceiro setor, o que é uma coisa necessária nesse processo e que faz diferença para conquistar apoio”.
Juliana Griese, diretora executiva do Instituto Itapoty.

“Eu não tinha muita experiência com captação, então a minha expectativa era aprender como se escreve um projeto. E depois de todas as atividades, sinto que mudou para melhor a minha ideia sobre como as propostas podem ser escritas. Vi que dá para fazer algo mais fora do tradicional (linguagem científica) que eu costumava fazer. As palestras foram muito boas e eu fui retomando uma a uma no momento de escrever a proposta, o que foi muito importante. Outro ponto positivo foi essa ideia de fazer os trabalhos e o tutor ir corrigindo, o que dá mais segurança”.
Marina Galvão Bueno – Instituto Pri-Matas.

Até o dia 29 de janeiro, o IPÊ seleciona estudante de ensino superior para estágio na área de Educação Ambiental do projeto “Semeando Água”.

A seleção do estagiário será realizada por meio de análise curricular (histórico de atividades e referências de atuação em outros estágios) e entrevista. Desta forma deverá ser encaminhado curriculum vitae atualizado do estagiário interessado e, se possível, uma carta de referência.

Confira todas as informações no TDR: TDR Estagio Semeando Água

A ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, braço educacional do IPÊ, abriga agora todos os cursos da instituição: Cursos de Curta Duração, MBA e Mestrado Profissional.

A grande novidade da união dos cursos em uma única escola é a de que o CBBC (Centro Brasileiro de Biologia da Conservação) passa a ser o núcleo de Cursos de Curta Duração da ESCAS, com a mesma qualidade e temas abrangentes na área socioambiental, que capacita em torno de 500 pessoas por ano em cursos como SIG, Biologia da Conservação, História Ecológica, Viveiros e Mudas, Ecologia da Paisagem, Ferramentas de Ação Participativa, entre outros, já bastante reconhecidos no mercado.

Além disso, a ESCAS mantém o MBA em Gestão de Negócios Socioambientais, com apoio pedagógico do CEATS/USP e Artemisia Negócios Sociais, bem como o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com o Instituto Arapyaú e apoiadores como Fibria, US Fish Wildlife Service e o Programa do WWF/EFN – Education for Nature.

Sobre a ESCAS

A ESCAS é uma iniciativa do IPÊ para formação de profissionais capazes de desenvolver, implementar e multiplicar ações na área socioambiental. Com a Escola, o IPÊ desenvolve uma parte importante de sua missão institucional, que é a de compartilhar conhecimentos para a conservação da biodiversidade de maneira inovadora. A proposta da ESCAS é, por meio da educação, contribuir na formação de profissionais que influenciem na construção de uma sociedade cada vez mais sustentável.

O alinhamento entre a teoria e a prática, o foco na multidisciplinaridade e a excelência de seu corpo docente composto por renomados profissionais da área socioambiental, atuantes tanto na academia como no mercado, são os principais diferenciais. A Escola oferece cursos em variados formatos buscando atender às necessidades tanto daqueles que estão em contato com a temática socioambiental pela primeira vez até o profissional que deseja uma atualização e especialização na área.