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Entre os dias 09 e 12 de dezembro será realizado o I Fórum Baiano de Negócios Socioambientais no Parque Unidunas, em Salvador-BA. O evento tem como objetivo abrir um espaço de diálogo sobre um novo setor socioeconômico que busca a melhoria da qualidade de vida por meio de serviços e produtos de impacto social.

Entre os temas de palestras, mini-cursos e outras atividades, estão Facilitação Gráfica, Mobilização Social e Negócios Socioambientais. Este último será ministrado pela consultora Karin Rettl, por Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ e Graziella Comini, coordenadora do MBA em Gestão de Negócios Socioambientais da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, escola que atua no extremo sul da Bahia desde 2009 por meio do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, do qual um dos organizadores do Fórum, Juca Cunha, fez parte em 2011.

Para saber mais: http://forum.negociosocioambiental.com/

As atividades de Educação Ambiental do projeto "Nascentes Verdes, Rios Vivos", entram na sua fase final de 2014. Na primeira semana de dezembro a equipe do IPÊ vem promovendo o plantio de mudas nos mananciais que abastecem o Sistema Cantareira, com todos os alunos do 6o ano das escolas Estaduais de Nazaré Paulista. Para plantarem, todos eles e alguns de seus professores passaram antes pela experiência de conhecer como funciona um viveiro de mudas, como elas são produzidas, seu tempo de crescimento e como são finalmente preparadas para irem a campo cumprirem seu papel como floresta e mata ciliar. Tudo isso, no viveiro escola do Instituto.

Ainda em outubro, 260 alunos do 7o ano, que já passaram pelas atividades de plantio no ano passado, tiveram a oportunidade de fazer o monitoramento de florestas em crescimento. Junto com professores de matemática e geometria, conceitos como área, diâmetro e medidas em geral, foram trabalhados primeiramente em sala de aula e, posteriormente, na prática de campo. No monitoramento, os estudantes analisam a qualidade das mudas em desenvolvimento, ajudando inclusive o próprio projeto na tarefa de acompanhamento dos reflorestamentos.

Todas as atividades contaram com a contribuição do financiamento coletivo, promovido pelo projeto no meio deste ano.

Festas de encerramento: Os resultados de todo o projeto junto aos 6o, 7o e 8o ano culminam em festas de encerramento com o tema ambiental, em todas as escolas estaduais de Nazaré Paulista. Nas festas, pais, parentes, amigos e professores são convidados a visitarem a exposição dos trabalhos de diversas disciplinas que, dentro de seu projeto de aulas, colocam como um dos principais temas o meio ambiente local, seus desafios e importância. Assim, peças de teatro, poesias, paródias, trabalhos artísticos, redações, entre outros trabalhos de final de ano, abordam temas como água, florestas, animais, lixo, poluição do ar, em um grande encontro que celebra o projeto e a participação das escolas.

diadedoarNo Dia de Doar (2 de dezembro), o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas convida os cidadãos a doarem árvores para a natureza. Por meio da rede social Facebook do Instituto, é possível fazer doações que irão se transformar em árvores nas áreas de mananciais do Sistema Cantareira, um dos maiores sistemas de abastecimento de água do mundo e que vive a pior seca da sua história.

Com sede localizada em Nazaré Paulista (SP), um área de Mata Atlântica estratégica em produção de água, o IPÊ já plantou 300 mil árvores nas áreas de abrangência do Sistema Cantareira e pretende somar 700 mil com essa campanha - que começa no Dia de Doar e segue ao longo dos próximos meses. Assim, a meta é chegar a 1 milhão de árvores, com o objetivo de proteger rios, represas e córregos que fazem parte desse sistema que abastece 14 milhões de pessoas em São Paulo, sua região metropolitana, e cidades do interior.

"A recomposição de matas ciliares é de extrema importância para a conservação dos recursos hídricos porque elas ajudam a absorver água das chuvas de maneira adequada, infiltrando-se no solo e alimentando o lençol freático. Com a vegetação também reduzimos o risco de assoreamento desses rios e represas, um impacto extremamente grave para o armazenamento dessas águas", conta Andrea Peçanha gerente de desenvolvimento institucional do IPÊ.

O reflorestamento da região do Sistema Cantareira é apontado por pesquisadores do Instituto como uma das medidas principais para a recuperação da capacidade de produção de água na região. Estudos indicam que 45% das Áreas de Preservação Permanente (APPs) que, por lei, deveriam ser coberta de árvores nativas, estão ocupadas por pastagem ou monoculturas como o eucalipto. Desta forma, as áreas não estão cumprindo com suas funções ecológicas.

Cada pessoa pode doar quantas árvores quiser. O valor inicial da doação é de R$20,00 para 1 árvore e chega a R$100,00 para 5 árvores. Para doar mais, basta dobrar ou triplicar o valor doado, no momento da operação, realizada via Moip. O IPÊ fica responsável pelo plantio das mudas nativas da Mata Atlântica e seu acompanhamento até que cresçam e formem uma floresta.

Para doar, clique aqui.

Monitoramento queloniosAs comunidades da Reserva Extrativista (RESEX) do Rio Unini, na Amazônia, aproveitam a chegada da estação seca para monitorar e estudar a ecologia reprodutiva de quatro espécies de quelônios aquáticos na região do Baixo Rio Negro: a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), o tracajá (Podocnemis unifilis), a irapuca (Podocnemis erythrocephala) e o cabeçudo (Peltocephalus dumerilianus). A ação faz parte do projeto “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ e ICMBio/Ministério do Meio Ambiente (MMA), que capacita os moradores da Unidade de Conservação como monitores da biodiversidade.

Desde setembro, os monitores comunitários percorrem as praias durante dia e a noite a procura de ninhos e fêmeas. Quando os ninhos são encontrados, são marcados com as informações de data da desova e espécie. Em alguns, os monitores medem ainda a largura e a profundidade, e contam o número de ovos dentro deles. As fêmeas encontradas, passam por medição, pesagem e marcação dos seus cascos, e, em seguida, são liberadas.

A cada dia aumenta o número de ninhos nas praias e esses são acompanhados durante toda a temporada reprodutiva, até o nascimento dos filhotes.

Esforços conjuntos

No período de 27 de outubro a 04 de novembro de 2014, ICMBio e IPÊ com participação da pesquisadora Camila Ferrara da WCS-Brasil, realizaram o acompanhamento do monitoramento de quelônios aquáticos em cinco praias protegidas e a primeira amostragem em lagos ao longo do rio Unini. Orientados pela pesquisadora, os monitores comunitários fizeram medição, pesagem, marcação e liberação dos animais capturados. Medidas do ambiente e informações adicionais sobre as espécies também foram tomadas.

"A amostragem foi um sucesso e os monitores estão bastante organizados e animados com as ações realizadas. Os jovens destacam-se como lideranças e multiplicadores de conhecimento, atuando desde o planejamento até a execução do monitoramento em campo", conta Pollyana Figueira Lemos, do IPÊ.

O projeto tem apoio da Cooperação Técnica Alemã – Deutschen Gesellschaft Für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), Gordon and Betty Moore Foundation, e também conta com a colaboração de importantes parceiros institucionais: Associação Conservação da Vida Silvestre (WCS-Brasil), Projeto Pé-de-Pincha e a Fundação Vitória Amazônica (FVA), fundamentais para o sucesso do monitoramento em campo e geração de conhecimento acerca da biodiversidade local.

No intuito do aprimoramento dos serviços e produtos alimentícios das Comunidades do Baixo Rio Negro, o IPÊ organizou, em parceria com o Serviço Nacional da Aprendizagem Comercial (Senac), uma oficina para ensinar a técnica de amanhar (tratar, tirar espinha, preparar filé) peixe, que aconteceu no último dia 20 de novembro. Esta é a segunda oficina realizada pelo Centro de Turismo e Hospitalidade – CTH do Senac, a primeira oficina tratou sobre as boas práticas na manipulação de alimentos.

A atividade foi realizada na base da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé e contou também com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAS). Cerca de 30 pessoas que fornecem alimentação para visitantes do Roteiro Tucorin, das comunidades São Sebastião, Bela Vista do Jaraqui, Três Unidos, Nova Esperança, Julião, São João do Tupé e Colônia Central, participaram da oficina.

Os docentes dos cursos profissionalizantes do Senac, Williana da Silva e Michel Brito, foram os responsáveis por conduzir a oficina. Espécies como tambaqui, matrinxã, jaraqui e tucunaré, pescados pelos próprios comunitários, foram as peças utilizadas na oficina, que focou no ensino da técnica de retirar a espinha do peixe.

Segundo a pesquisadora do IPÊ, Nailza Pereira, a necessidade da oficina se manifestou durante visitas às comunidades. “Sempre que nós falávamos em melhorias na alimentação do visitante eles apresentavam essa vontade de aprender a tirar a espinha”, lembra.

Para Michel, ao aprender a técnica e aperfeiçoar em casa, os ribeirinhos podem inovar nos pratos e assim melhorar os serviços e produtos oferecidos pelos empreendimentos. “Pra quem vive aqui é fácil tirar a espinha, mas os turistas e visitantes não possuem a prática e precisam de auxílio muitas vezes. Servir pronto pra consumo a essas pessoas é uma atração e pode agregar valor ao produto”, destacou.

Saiba mais: http://ipe.org.br/blogecopolos/senac-realiza-oficina-de-amanhar-peixe-em-parceria-com-ipe/