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A Revista Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação traz 36 matérias que mostram como soluções simples podem ter grande impacto no dia-dia da gestão de áreas protegidas, e de que forma elas têm contribuído para a implementação e desenvolvimento das UCs Federais.

A publicação bilíngue (português/inglês) é uma iniciativa do IPÊ em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e faz parte do projeto "Motivacão e Sucesso na Gestão de UCs". Apoiada por Gordon and Betty Moore Foundation, parceiros de longa data para este projeto, a revista busca mostrar de que maneira problemas bastante comuns em UCs - como fogo florestal, mau uso do solo, invasões, caça e extração ilegais, entre outros - foram enfrentados a partir de inovações trazidas por gestores e parceiros dessas unidades.

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A segunda edição do curso de formação de monitores da biodiversidade dos Parques Nacionais Montanhas do Tumucumaque e Cabo Orange, no Amapá, contou com a participação de 24 pessoas, moradores de comunidades do entorno das duas Unidades de Conservação, e gestores da Estação Ecológica Maracá-Jipióca.

Durante cinco dias de curso, foram realizadas aulas teóricas e práticas sobre metodologias de coleta de dados do Programa de Monitoramento da Biodiversidade (ICMBio). As atividades pedagógicas unem metodologias lúdicas e participativas de forma complementar aos conteúdos principais.

Maria do Socorro Abreu de Araújo (de vermelho, na foto) é agora uma das mais novas monitoras do Parna Montanhas do Tumucumaque. Ela defende a participação feminina em atividades como essa e afirma estar preparada para colaborar os estudos sobre a situação de borboletas, aves e mamíferos da Unidade de Conservação. A participação de mulheres para esse tipo de atividade de campo não é fato comum, porém o IPÊ e ICMBio têm valorizado e incentivado o maior envolvimento feminino nessas atividades.

"Temos as mesmas capacidades que os homens para realização de trabalhos como esse ou de guarda-parques, por exemplo. As mulheres precisam se interessar em atividades como essa, pois a gente se dá muito bem com isso", afirma ela, que fará a sua primeira expedição como monitora no dia 25 de outubro.

Socorro já acompanhava as atividades de monitoramento auxiliando nas expedições com serviços de limpeza e alimentação. Agora, como monitora, vai poder colocar em prática o que aprendeu no curso. "Sempre vivi nas imediações do parque, conheço os bichos, as aves, mas não sabia que eles tinham um nome científico, nem que eu poderia ajudar tanto a proteger só de fazer esse trabalho. O curso foi importante para aprender esse tipo de coisa. Mas a gente também ensina com o nosso conhecimento. É uma troca muito boa", diz ela, que vive há mais de 40 anos na região.

A atividade de monitoramento participativo da biodiversidade tem como objetivo envolver atores locais na conservação das espécies de plantas e animais e manejo adequado dos recursos naturais. Nos Parques, o monitoramento tem promovido o envolvimento das comunidades do entorno na conservação das UCs, além de promover ações conjuntas entre as UC que potencializam recursos e esforços na conservação desses importantes patrimônios naturais do Amapá.

"O curso é um momento de grande aprendizado e troca de experiências, aprimoramento do monitoramento, fortalecimento das parcerias locais e mobilização de pessoas na conservação da biodiversidade da Unidade de Conservação”, explica Lais Fernandes, do IPÊ. Além de moradores locais, da equipe do IPÊ e de gestores do ICMBio e da Coordenação de Monitoramento da Biodiversidade (COMOB), também participaram do curso estudantes de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e o educador ambiental Arthur Cardoso, colaborador nas atividades de arte-educação.

O evento faz parte das ações do Projeto de Monitoramento Participativo da Biodiversidade promovido pelo IPÊ e ICMBio, com apoio da USAID, Fundação Moore e ARPA, como estratégia para implementação do Sistema de Monitoramento in situ da Biodiversidade do ICMBio.

10/10/2016 - Lamentamos profundamente o falecimento de Rômulo Mello, presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), instituição parceira do IPÊ em diversos projetos de conservação.

Rômulo Mello foi o primeiro presidente efetivo do Instituto, sendo um dos principais responsáveis pela consolidação do órgão. Desde junho, ocupava o cargo pela segunda vez. Servidor de carreira do serviço público, Rômulo desempenhou, desde cedo, várias funções no governo federal na área do meio ambiente.

Graduado em Engenharia Agronômica pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, com especializações em Heveicultura e Gestão de Centros de Pesquisa, iniciou suas atividades profissionais em 1982, na extinta Superintendência da Borracha.

Entre 1989 e 1994, no Ibama, chefiou as áreas de Educação Ambiental e de Incentivo a Estudos e Pesquisas. No período de março de 1994 até junho de 1999, no Ministério do Meio Ambiente, assumiu os cargos de coordenador-geral da Secretaria de Coordenação dos Assuntos da Amazônia Legal, chefe de gabinete da Secretaria de Coordenação dos Assuntos do Meio Ambiente e diretor do Departamento de Formulação de Políticas e Programas Ambientais.

Em junho de 1999 retornou ao Ibama, onde exerceu os cargos de diretor de Gestão Estratégica, presidente e diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros. Durante a sua gestão, na condição de presidente do Ibama, foram criados 6,8 milhões de hectares de áreas protegidas, distribuídos por 20 unidades de conservação (UCs) federais, oito delas na Amazônia. Dentre essas unidades, destaca-se o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque.

Em agosto de 2007, com a criação do ICMBio, assumiu o cargo de diretor de Conservação da Biodiversidade até julho de 2008. Nessa data, participou de processo seletivo, submetendo plano de gestão a um comitê de notáveis formado pela ex-ministra Marina Silva, ex-secretário-executivo do MMA João Paulo Capobianco e pelos ambientalistas Paulo Nogueira Neto, Fábio Feldmann e Cláudio Valladares Pádua, vice-presidente do IPÊ.

Nomeado, foi o primeiro presidente da instituição. A sua gestão, marcada pelo desafio de consolidar o ICMBio, contabilizou importantes avanços, como a estruturação do Instituto, a ampliação do quadro de servidores, o processo de planejamento estratégico institucional e a criação de 12 unidades de conservação. Trouxe inovações ao processo de consolidação de UCs e à proteção de espécies ameaçadas de extinção.

A partir de fevereiro de 2012 retomou suas atividades como analista ambiental na Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade, com empenho especial na execução de ações de conservação de ecossistemas marinhos.

Em janeiro de 2015, deixou o Instituto para assumir cargo de subsecretário de Áreas Protegidas, Cerrado e Direitos Animais, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Distrito Federal, acumulando também o cargo de diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília até maio de 2016. Em junho deste ano, retornou ao Instituto Chico Mendes para assumir, pela segunda vez, o cargo máximo de direção.

Nossos sentimentos e solidariedade a todos os servidores do ICMBio, amigos e familiares.

(Com informações do ICMBio)

O estudo do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas para a arborização urbana de Atibaia passou a integrar o Banco de Boas Práticas do Programa Município Verde Azul (PMVA). O levantamento sobre a situação da arborização da zona urbana da cidade garantiu também ao município uma melhora no ranking do programa estadual, que tem como objetivo estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do estado.

Dentro da diretiva Arborizaçāo Urbana, a cidade de Atibaia foi destaque com a iniciativa de elaboraçāo e execuçāo do Plano de Arborizaçāo Urbana. O trabalho do IPÊ, realizado a partir de um termo de parceria, resultou em um mapa da situação da cobertura vegetal dos bairros e das regiões que mais precisam de arborização no município. Além disso, o IPÊ também apresentou à prefeitura uma análise específica sobre o bairro Alvinópolis, área que possui a menor cobertura vegetal em toda a cidade, indicando a quantidade de árvores que precisam ser plantadas e o porte mais adequado de acordo com os espaços disponíveis para plantio.

O estudo começou em 2014, com um diagnóstico da cobertura vegetal dos 44 bairros dentro da área urbana e de expansão urbana do município, indicando aqueles com maior e menor percentual de áreas verdes.

“Identificamos, em 2015, que mais de 79% do bairro Alvinópolis não possuía vegetação de médio ou grande porte. O Índice de Cobertura Arbórea encontrado para o bairro estava muito fora do que é recomendado. O nosso levantamento indicou que existem 354 pontos arborizáveis para as quadras amostradas no bairro Alvinópolis. Para melhor entendimento da capacidade do bairro em aumentar a sua densidade arbórea, estimamos 5.800 pontos potenciais para novos plantios”, afirma Patrícia Paranaguá, engenheira florestal do IPÊ.

A arborização urbana é um dos assuntos mais importantes da atualidade. Com mais da metade da população mundial vivendo em áreas urbanas, tornar as cidades mais seguras e sustentáveis é um grande desafio global. Áreas verdes em regiões urbanas são indispensáveis para o bem-estar da população, visto que são reguladoras do clima e influenciam na qualidade do ar e na própria qualidade de vida de seus moradores. O crescimento desordenado em áreas urbanas é um dos principais fatores para que se tenha perda de áreas verdes ou ainda árvores plantadas de forma inadequada, que trazem prejuízos aos moradores e ao próprio ecossistema, em longo prazo.

O Banco de Boas Praticas do Programa Municipio Verde Azul está disponível no Sistema Ambiental Paulista, portal da Secretaria de Meio Ambiente do Governo do Estado de Sao Paulo. http://www.ambiente.sp.gov.br/municipioverdeazul/banco-de-boas-praticas/

Lançado em 2007, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Programa Município VerdeAzul – PMVA tem o propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios. As ações propostas pelo PMVA compõem as dez diretivas norteadoras da agenda ambiental local, abrangendo os seguintes temas estratégicos: esgoto tratado, resíduos sólidos, biodiversidade, arborizaçāo urbana, educacao ambiental, cidade sustentavel, gestão das águas, qualidade do ar, estrutura ambiental e aconselho ambiental.

A segunda edição da Revista Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação traz matérias que mostram como soluções simples podem ter grande impacto no dia-dia da gestão de áreas protegidas, e de que forma elas têm contribuído para a implementação e desenvolvimento das UCs Federais.

A publicação bilíngue (português/inglês) é uma iniciativa do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e faz parte do projeto "Motivacão e Sucesso na Gestão de UCs". Apoiada por Gordon and Betty Moore Foundation, parceiros de longa data para este projeto, a revista busca mostrar de que maneira problemas bastante comuns em UCs - como fogo florestal, mau uso do solo, invasões, caça e extração ilegais, entre outros - foram enfrentados a partir de inovações trazidas por gestores e parceiros dessas unidades.

São 36 casos sistematizados numa linguagem simples e direta com o objetivo de reconhecer o trabalho executado pelos gestores e também de ser um instrumento informativo e inspirador para outras UCs.

O pré-lançamento da revista acontece no dia 06 de outubro, às 16h, em Iperó (SP), na Acadebio (Academia Nacional da Biodiversidade), junto com mais de 80 gestores.