Últimas Notícias

IMG 0397O projeto “Semeando Água”, patrocinado pela Petrobras, tem concentrado esforços para influenciar mudanças em práticas de uso do solo em propriedades rurais que compõe o Sistema Cantareira de abastecimento de água.

Um dos objetivos do projeto é implantar o Sistema Voisin (lê se “voasan”) em seis propriedades piloto. O professor Jurandir Melado, da Universidade Federal do Mato Grosso, explica os princípios básicos desse sistema: o capim deve ser consumido pelo gado no ponto certo do seu desenvolvimento e o pastoreio deve ser feito no menor período possível pelo criador. Desta forma, o capim ficará em repouso para mais um ciclo de crescimento. Para que isso ocorra o procedimento é dividir o pasto em números de piquetes, de forma a permitir que o capim seja sempre consumido no momento mais adequado.

“É conveniente que se tenha pelo menos 40, sendo que quanto mais piquetes tivermos mais fácil é gerenciar o sistema.”, explica o professor.
Ainda segundo o professor, qualquer pastagem pode ser convertida em uma Pastagem Ecológica, desde que o manejo seja voltado para a diversificação das gramíneas, arborização adequada, que respeite os conceitos do Sistema Voisin, além de deixar de utilizar: adubos altamente solúveis, fogo e herbicidas .
O “Semeando Água” já implantou uma unidade demonstrativa no município de Joanópolis (SP) e continua formando novas parcerias com proprietários rurais da região. 

“Estou animado para ver os resultados. Minha maior preocupação é a proteção das encostas, já que minha propriedade fica localizada em um vale e sofro constantes enxurradas, que além de me gerar gastos, compromete as nascentes que tenho aqui”, afirma o produtor parceiro, José Bragion.

mico leao capa face1Já está à venda na Loja do IPÊ o livro "Mico-Leão-Preto: A História de Sucesso na  Conservação de uma Espécie Ameaçada". 

Escrito pela bióloga Gabriela Cabral Rezende, a publicação conta a história dos esforços para a conservação deste primata que só existe na Mata Atlântica do Estado de São Paulo e que já foi considerado extinto da natureza. Ao ser redescoberto nos anos 70, o mico-leão-preto foi alvo de pesquisas científicas e ações de mobilização comunitária que contribuíram para a sua sobrevivência, tornando-se símbolo de sucesso em conservação de espécies ameaçadas no Brasil e no mundo. 

Por meio de um levantamento enriquecido por entrevistas com personalidades brasileiras e internacionais que ativamente contribuíram para salvar essa espécie, a autora relata e analisa as ações do Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, realizado pelo IPÊ. O livro conta os esforços de pessoas engajadas para recuperar as populações de micos da natureza e, ao mesmo tempo, restaurar o habitat da espécie: a floresta Atlântica do interior de São Paulo. Utilizando o Programa como um modelo, são identificadas as principais estratégias que podem levar um programa de conservação ao sucesso.

A publicação é resultado do produto final do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da qual a autora foi aluna pela ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, escola criada pelo IPÊ, para multiplicação do conhecimento em meio ambiente e conservação. Parte da renda gerada com a venda do livro será destinada ao Programa de Conservação do Mico-leão-preto, do IPÊ, e revertida em ações para a conservação da espécie e seu hábitat.

Título: Mico-leão-preto - A história de sucesso na conservação de uma espécie ameaçada
Autora: Gabriela Cabral Rezende
Prefácio: Claudio e Suzana Padua
176 páginas
Editora Matrix
Preço: R$34,90 (+ envio) 

Compre pela Loja do IPÊ: http://www.lojadoipe.org.br/mico-leao-preto-a-historia-de-sucesso-na-conservacao-de-uma-especie-ameacada.html

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo apresentou no dia 14 de fevereiro, na Câmara Municipal de Teodoro Sampaio, o projeto de criação da ASPE Pontal do Paranapanema. As chamadas ASPEs - Áreas Sob Proteção Especial, servirão como áreas de proteção e de reconexão da Mata Atlântica do Interior do estado. A medida tem como meta contribuir para a restauração de uma área com um histórico de devastação florestal que resultou na fragmentação florestal e isolamento dos animais que habitam o bioma, elevando ainda mais o seu risco de extinção.

A necessidade da criação de áreas especiais no interior de Sâo Paulo, veio por meio de levantamentos sobre a biodiversidade local, que identificaram a importância de se conservar os remanescentes florestais da Mata Atlântica, marcando assim uma nova fase de mobilização para a integração de esforços para conectividade dos fragmentos florestais e conservação regional.

Unindo o conhecimento científico do IPÊ ao longo de mais de 21 anos de atuação na região, junto com dados de  Biota FAPESP, Comissão Paulista da Biodiversidade, Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Instituto Florestal, Fundação Florestal, MMA e Apoena, a secretaria estadual de meio ambiente estabeleceu um mapa que vai orientar onde será realizada a restauração florestal na ASPE, para reconectar os fragmentos florestais, restabelecendo a paisagem e a biodiversidade local. O mapa, inclusive, conta com dados do “Mapa dos Sonhos” do Pontal, criado pelo IPÊ, que aponta as áreas mais estratégicas a serem restauradas com o objetivo de proteger espécies da fauna ameaçadas de extinção, como é o caso do mico-leão-preto e da onça-pintada.

Com base no seu “Mapa dos Sonhos” o IPÊ já restaurou 700 hectares de Mata Atlântica, que formam hoje o maior corredor de biodiversidade já reflorestado no Brasil: são 1,4 milhões de árvores que ligam a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto (ESEC) ao Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD), as principais Unidades de Conservação do Pontal do Paranapanema.

Além da ASPE Pontal do Paranapanema, a secretaria já apresentou projeto para a criação das ASPES do Rio do Peixe e do Rio Aguapeí (SP).

Acesse o mapa da ASPE Pontal do Paranapanema: http://www.ambiente.sp.gov.br/biodiversidade/files/2014/02/PONTAL_ASPE_29.01.2014.pdf

O mês de Janeiro na ESCAS, escola do IPÊ, terminou com quatro cursos de curta duração realizados, com um total de 60 participantes. O último deles, Sistema de Informação de Geográfica (SIG) Aplicado à Biologia da Conservação, trouxe alunos de diversas áreas para a ESCAS, como a bióloga Tatiane Rech. Responsável pela gestão dos Programas de Monitoramento e Conservação da Fauna Terrestre e Manejo Arqueológico da empresa em que trabalha, Tartiane aproveitou o mês para fazer dois cursos de curta duração que foram complementares para o seu conhecimento.Após a conclusão do curso de verão, que aconteceu ainda no início de Janeiro, optou pelo curso de SIG.

"Conheço o IPÊ e sua competência desde a época da faculdade, no Rio Grande do Sul e há tempos gostaria de fazer um curso de curta duração. Somado a isso, estou a frente de um trabalho que me demanda a busca estratégica de manuseio de dados e informações para que se ponha em prática ações que sejam mais efetivas na conservação da biodiversidade", disse.

Os cursos de Verão e o de SIG, dos quais Tatiane participou são, respectivamente, introdução ao conhecimento de ferramentas, abordagens e estratégias direcionadas a enfrentar os atuais desafios de conservação; e técnicas para preparar e interpretar imagens de satélite e como utilizar SIG para integrar e analisar dados especializados. Os dois, tiveram duração de 7 e 5 dias, em Nazaré Paulista, cidade que fica a menos de 100 km de São Paulo.

Sobre a estrutura de imersão utilizada pela ESCAS, a aluna diz: "Além dos seminários e práticas intensivos, ainda há os intervalos fora da sala de aula que possibilitam a troca de conhecimento e experiência com pesquisadores e colegas. Posso dizer que o “pacote" oferecido pela Instituição - e a isso me refiro ao conteúdo dos cursos, ambiente em que acontece, contatos, etc, é o que faz da Escola uma referência."

Saiba mais sobre nossa grade de cursos: http://www.ipe.org.br/cursos/calendario-de-cursos

IPÊ identifica novas áreas para o projeto Semeando Água
Projeto que prevê a recuperação de corpos hídricos na região do Sistema Cantareira firma novas parcerias

DSCN2674

Ontem e hoje pesquisadores do projeto “Semeando Água” do IPÊ com patrocínio da Petrobras estão em campo demarcando pontos estratégicos para propor alternativas para a conservação do solo em propriedades rurais parcerias de Itapeva (SP) e Extrema (MG) que possuem nascentes e ou corpos hídricos.

Esta é uma importante etapa do projeto, onde a propriedade é avaliada e são levantadas as APPs - Áreas de Preservação Permanente, que posteriormente serão inseridas em um grande mapa do local e as possíveis medidas para conservação da água e solo serão apresentadas e validadas junto aos proprietários parceiros do projeto. “A ideia é que essas propriedades se tornem outras unidades demonstrativas, referência de conservação da água para vizinhos e comunidade. Por isso prospectamos áreas estratégicas para conservação, onde possuam nascentes ou mananciais a serem protegidos.”, explica o pesquisador Oscar Sarcinelli

O projeto já possui uma unidade demonstrativa no município de Joanópolis, lá a propriedade parceria recebeu instruções e proposta de manejo de pasto sustentável a fim de se conservar a nascente e corpos hídricos ali existentes. “Estou animado para ver os resultados, minha maior preocupação é a proteção das encostas, já que minha propriedade fica localizada em um vale, sofro constantes enxurradas, e isso além de me gerar gastos, compromete as nascentes que tenho aqui.” Afirma o produtor parceiros, José Bragion.

Ainda esse mês o “Semeando Água” iniciará suas atividades de educação ambiental com as escolas dos municípios que o projeto abrange.