Últimas Notícias

Ontem aconteceu na Casa de Cultura de Joanópolis o I Encontro Participativo do Projeto Semeando Água, que é patrocinado pela Petrobras. Durante o evento o IPÊ apresentou o projeto para a população do município.
Cerca de 80 pessoas marcaram presença, entre representantes de Secretarias e Prefeitura, professores e alunos do ensino médio da escola Coronel João Ernesto Figueiredo, representantes de outras iniciativas conservacionistas que atuam na cidade e proprietários rurais que se mostraram interessados, como o senhor Orlando Fernandes Silveira, que há oito anos desenvolve ações de conservação da água em sua propriedade. IMG 9255“Antes de eu converter minha propriedade para o Sistema Rotacionado, minha terra era muito judiada, havia muita erosão e o solo era empobrecido. Nesse tempo o meu gado de leite produzia em 30 hectares de pasto 120 litros de leite. Hoje com apenas 12 hectares consigo produzir 250 litros de leite, o que comprova a eficácia do sistema. Estou bastante feliz com o retorno e ainda consigo conservar o meio ambiente”, comenta o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento de Joanópolis.

O evento apresentou, por meio da Educação Ambiental do IPÊ, os principais objetivos do projeto Semeando Água, e seus primeiros resultados obtidos na propriedade que recebeu as orientações e intervenções de conversão de uso de solo. Lá, cerca de cinco hectares de pasto convencional foi convertido para o pastoreio rotacionado Voisin, que consiste no piqueteamento da área, respeitando o período de descanso do solo e crescimento do pasto.

O Encontro Participativo contou também com a apresentação do Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e a apresentação do Programa Produtor de Água, outra iniciativa conservacionista presente no município de Joanópolis, que esta sendo realizada pela TNC - The Nature Conservancy e consiste no estudo e avaliação da eficácia do PSA - Pagamentos por Serviços Ambientais.

“Iniciativas como essa que o IPÊ propôs é de extrema importância para o nosso município, vem para somar com outras iniciativas que já desenvolvemos. Ainda mais agora com a problemática da água, envolver os jovens na discussão é essencial, afinal são eles que colherão os frutos amanhã”, comenta o Secretário de Meio Ambiente, Adilson José da Silva.

Ações com essa do Encontro Participativo estão previstas nas atividades de Educação Ambiental do projeto, que planejará outros 11 eventos em municípios que o projeto atua.

Convite-Encontro-Participativo

Nesta quinta-feira, 27 de março, acontecerá na Casa de Cultura de Joanópolis o I Encontro Participativo do Projeto Semeando Água. Durante o evento o IPÊvai apresentar o projeto para a população do município.

Espera-se a participação de cerca de 100 pessoas, entre representantes de Secretarias e Prefeitura, professores e alunos da rede pública, proprietários rurais e representantes do Comitê de Bacias do PCJ.

O evento contará também com a apresentação do Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A iniciativa está prevista nas ações de Educação Ambiental do projeto, que planejará outros 11 eventos em municípios que o projeto atua.

Cristiana Saddy Martins, coordenadora do Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS esclarece a principal diferença entre os mestrados acadêmico e profissional.

"Existe uma diferença teórica, em conformidade com as diretrizes dos órgãos reguladores onde a explicação desta diferença se baseia, principalmente, no fato de que o mestre profissional não, necessariamente, será um pesquisador, como no mestrado acadêmico. O mestre profissional terá contato com a pesquisa no decorrer do curso e em seu dia-a-dia no mercado de trabalho também, porém, não será cobrado pela geração de dados.

Na prática, nós temos dois diferentes perfis de alunos em nosso curso: existe aquele que poderia fazer um mestrado acadêmico, pois é interessado na produção de pesquisas, e até pode trabalhar na geração de dados, mas ele vem para esse mestrado profissional porque vai lhe trazer uma visão mais ampliada ou porque houve alguma deficiência em sua graduação no que se refere às saídas de campo. Desta forma, é muito comum a procura, por este aluno, pelas atividades práticas; e também temos o perfil do profissional que vem se atualizar, vem 'beber da fonte' de pesquisa para aplicar em sua área atuante no mercado de trabalho."

A ESCAS está com as inscrições abertas para o mestrado profissional em Nazaré Paulista-SP até 20/06.
Venha estudar em uma das melhores escolas de sustentabilidade do Brasil.
Mais informações: http://www.ipe.org.br/mestrado/escas/

Ex-aluna do Metrado Profissional da ESCAS, Gabriela Rezende nos conta todo o processo criativo para produção do seu livro "Mico-Leão-Preto: A História de Sucesso da Conservação de uma espécie ameaçada." Bióloga e formada pelo mestrado profissional em "Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável da ESCAS/IPÊ, Gabriela Rezende, acaba de escrever um livro sobre a história da conservação do mico-leão-preto.

Tal trabalho é o resultado de um desdobramento de seu produto final entregue para a conclusão do mestrado e aqui, você confere uma entrevista com a escritora e descobre o motivo da escolha pelo tema e outras curiosidades.

Houve influência da metodologia de imersão dos cursos ESCAS/IPÊ em seu trabalho?
Estar imersa no IPÊ durante 1 ano, acompanhando a rotina e a dinâmica dos pesquisadores, além de influenciar na qualidade do meu produto final, trouxe inúmeros benefícios à minha formação profissional, a partir das oportunidades que apareciam e da possibilidade de networking.

Você escolheu um tema (Conservação do Mico-Leão-Preto) que faz parte de um dos projetos pioneiros do IPÊ. Qual foi o motivo?
Ao longo do primeiro ano do mestrado, quando estávamos pensando a respeito do assunto para o produto final, eu dizia que gostaria de trabalhar com unidades de conservação. Mas em uma conversa, fui instruída a desenvolver um tema que já estivesse em minha gama de domínio, por vários motivos, dentre eles, o tempo que tínhamos para construção da tese. Sendo assim, isso me fez mudar de ideia e escolher trabalhar com conservação de espécies ameaçadas, pois era um assunto que já fazia parte da minha formação. Daí para decidir sobre o mico-leão-preto, foi mais um passo.

Então, no seu caso, a experiência e a teoria "andaram juntas"?
Com certeza vai de encontro! No mestrado, pude aliar, de fato, a prática de campo e a pesquisa e isso foi fundamental para o processo criativo do meu livro.

Como você acredita que seu livro pode contribuir com a sociedade, de uma forma geral?
Quanto à contribuição para com a sociedade, comecei a ver como a conservação de espécies pode seguir uma linha única, independente da espécie. E que a história da conservação do mico-leão-preto poderia servir de exemplo para outras pessoas que trabalham ou desejam trabalhar na mesma área.

Gabriela estará, hoje (19/03), às 20h, na Livraria da Vila, situada no bairro da Vila Madalena em São Paulo/SP para o lançamento do livro. Parte da renda com a venda do livro será destinada ao projeto do IPÊ pela conservação da espécie.

A publicação está à venda na Loja do IPÊ: www.lojadoipe.org.br