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A IUCN - International Union for Conservation of Nature lançou a publicação “The Futures of Privately Protected Areas: developing capacity for a protected planet”. O relatório discute o conceito de áreas protegida privadas, apresenta as características dessas áreas em diferentes países, aborda sua importância para a conservação e os principais desafios enfrentados por seus proprietários.

No capítulo que trata do Brasil, os autores Claudio Padua e Angela Pellin, do IPÊ, descrevem a situação das RPPNs - Reservas Particulares do Patromônio Natural, no País.

O lançamento oficial da publicação será no Congresso Mundial de Parques, em novembro. Mas você já pode fazer o download aqui: http://www.iucn.org/about/work/programmes/gpap_home/gpap_capacity2/gpap_techseries/?18399%2FThe-Futures-of-Privately-Protected-Areas

Patrocinado pela Petrobras, projeto é desenvolvido no Sistema Cantareira com objetivo de conservar os recursos hídricos

Na última sexta-feira, 23 de outubro, a cidade de Piracaia-SP recebeu o Encontro Participativo do projeto “Semeando Água” na Câmara Municipal. A Equipe de educação ambiental e o técnico florestal do projeto apresentaram as principais ações realizadas no município e os benefícios para o meio ambiente e para os proprietários parceiros do projeto.

DSCN3167O evento contou com a presença de alunos e professores das escolas Augusta do Amaral Peçanha e João de Moraes Goes, representantes da Secretaria de Educação, população em geral e a Prefeita Terezinha das Graças da Silveira Peçanha, que em meio a seus compromissos fez questão de prestigiar o momento. “Eventos como esse que o projeto “Semeando Água” promove vem ao encontro do que propomos no município. Contribui na formação de nossos jovens fazendo com que eles se tornem multiplicadores das lições aprendidas sobre a importância e a urgência de conservar o meio ambiente. Somos todos responsáveis por uma mudança!” finaliza ela.
A iniciativa está prevista nas atividades de educação ambiental do “Semeando Água” e tem como objetivo disseminar as informações do projeto e a importância de conservar os recursos hídricos e a biodiversidade da região, que compõe o Sistema Cantareira de abastecimento de água. Durante sua explanação, a educadora Andrea Pupo explica que o Cantareira não é apenas água, existe todo um ecossistema ali formado por floresta e espécies de animais e plantas, inclusive com algum grau de ameaça de extinção. “O sistema é muito mais do que água, aqui vivem espécies que só encontramos aqui, e muitas dessas, correm risco de sumir se não conservarmos as florestas em pé. Outro fator importante são as nascentes, que abastecem os rios que por sua vez alimentam os reservatórios que compõe o Sistema Cantareira, elas estão secando. Por isso, é de extrema importância conservar esses locais e a floresta, para que eles cumpram suas funções de garantir a qualidade e quantidade de água”, diz. O Técnico Florestal do projeto, Rogério Lourenção apresentou ainda os inúmeros serviços ambientais prestados pela floresta, como: controle de erosão do solo, produção e qualidade da água, regulação do clima e outros.

Outros projetos

DSCN3171O Encontro Participativo fomentou também a apresentação de outras ações voltadas à conservação do meio ambiente que acontecem no município, como: Projeto Piracaia Água e Ambiente, representado pela professora Margareth Martins Miranda e por alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola Augusta do Amaral Peçanha . A iniciativa é da Prefeitura de Piracaia em parceira com a ONG Terceira Via e apoio do Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO, e visa à formação de 500 agentes socioambientais, que mapeiam prioridades e riscos ambientais e propõem soluções para os problemas identificados em suas comunidades. “Poder participar dessa formação foi muito transformador, não somente nas questões ambientais como também nas relações como um todo. Como dizem, para todo fim existe um começo, nós estamos tendo a oportunidade de recomeçar!”, comenta Marília Gabriela, uma das agentes formada pelo projeto.

Outra iniciativa apresentada foi o projeto Água, que há 20 anos acontece na rede municipal de ensino, onde os alunos desenvolvem trabalhos com a temática Meio Ambiente durante o ano letivo. O professor de geografia, Joaquim Santana Neto, contou aos participantes do Encontro sobre uma das iniciativas que a escola João de Moraes Goes adotou na tentativa de economizar água. Lá, o telhado da quadra foi adaptado para captar água da chuva para armazenamento.

Com o patrocínio da Petrobras, o projeto “Semeando Água” vem desenvolvendo ações em outros sete municípios, propondo melhores utilizações de uso de solo, restauração florestal em propriedades rurais de diferentes condições e locais do Sistema Cantareira. O intuito é que essas elas se tornem catalisadoras de uma mudança em maior escala, dentro e fora da região do projeto, subsidiando programas/política de adequação ambiental que visem à conservação do solo e da água.

Saiba mais sobre o projeto

A ESCAS- Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade promoveu no início de outubro um workshop para discussão e definição de diretrizes básicas para um curso de MBA em Gestão de Negócios Socioambientais na Amazônia. O encontro contou com a presença de representantes do IPÊ, ESCAS, Natura, Amata Brasil, Coca-Cola, Mov Brasil, Imaflora, SOS Amazônia e USP. A oficina teve a mediação de Walkyria Moraes.

O produto final do workshop foi um conteúdo programático de um MBA com foco em novos profissionais da sociobiodiversidade da Amazônia, que desenvolvam negócios inovadores e transformadores na nova economia. Tudo isso, considerando desafios e oportunidades que têm dimensões semelhantes ao tamanho deste bioma.

De um lado, grandes distâncias e logística custosa, carência de qualificação para jovens e/ou empreendedores e mercados consumidores distantes da produção são fatores impactantes. E de outro, um bioma que ainda tem parte de sua biodiversidade conservada, possui incentivos governamentais para produção na região, projetos de apoio, e a “marca Amazônia” com um forte apelo. Estes dois polos se atraem e criam um cenário de grande potencialidade para a construção de uma nova economia local, que se aproprie e se beneficie da sociobiodiversidade, em negócios sustentáveis e competitivos.

Para a coordenadora de pós-graduação da ESCAS Cristiana Martins a construção coletiva desse curso, com a participação de diferentes setores e a expertise da escola, foi fundamental para o desenvolvimento do conteúdo estrutural do MBA. “As discussões do workshop deixaram bem patente a necessidade de um curso deste na região. A grande vantagem de uma construção deste tipo, é que não saímos da estaca zero, mas já de um comprometimento e ações compartilhadas, o que agiliza a realização de uma iniciativa com esta. A ESCAS age como catalisadora porque tem a agilidade necessária para juntar estas frentes”, disse.

O IPÊ apresentou no dia 08 de outubro o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Augusto Ruschi, de São José dos Campos (SP). A construção do Plano de Manejo começou em janeiro deste ano. Após diagnóstico, foram realizadas cinco oficinas, com participação ativa de moradores, proprietários rurais, além de representantes oficiais, instituições ambientais, ICMBio e universidades. O evento aconteceu na Secretaria do Meio Ambiente e em parceria com a Prefeitura e o Ipllan - Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento.

"A reunião foi ótima. Apresentamos a versão final do plano, abordando o processo de construção do documento, resultados do diagnóstico, o modelo conceitual que construímos, missão e visão do Parque, normas, zoneamento interno, zona de amortecimento, proposta de corredor ecológico e sobre as principais atividades previstas em seus oito programas de gestão", diz Angela Pellin, coordenadora de Áreas Protegidas do IPÊ.

Além dos Conselhos do Parque e de Meio Ambiente da cidade, a reunião também contou com a participação das pessoas que contribuíram durante o processo participando das oficinas e de outros interessados que foram conhecer o trabalho. 

Apoiado pela TAM e Instituto OIKOS "Mico Caiçara, Floresta Preservada & Gente Animada" fortalece atividades tradicionais no litoral paulista

Por meio do projeto "Mico caiçara, floresta preservada & gente animada: é com turismo e arte que se paga!" o IPÊ promove junto aos moradores da Vila do Ariri, Cananeia (SP), uma série de atividades para o fortalecimento do Turismo de Base Comunitária (TBC). O projeto visa fortalecer a atividade de turismo alinhando ganhos de renda com proteção ambiental nesta região prioritária para a Mata Atlântica, localizada no Mosaico de Unidades de Conservação do Lagamar de Cananeia.

Em setembro, a comunidade participou da Capacitação em Cooperativismo junto com a Cooperativa de Ecoturismo de Guaraqueçaba (PR), a Cooperguará Ecotur. A oficina foi destinada aos moradores que já praticam o turismo comunitário ou que estão interessados em desenvolver a atividade.

Estão previstas para os próximos meses oficinas de culinária; condução ambiental/cultural; gestão de empreendimentos turísticos; artesanato; atendimento ao turista; introdução à língua estrangeira; e organização de eventos. O projeto planeja ainda promover uma viagem de intercâmbio para Guaraqueçaba (PR) a fim de que os comunitários conheçam como o TBC é realizado em outras áreas do Mosaico do Lagamar, e também realizar um roteiro-teste com os convidados na Vila do Ariri no sistema de “fan tour/press trip”.

Paralelamente a essas ações, o Instituto e os comunitários buscam novos atrativos para os turistas que visitam a região, como trilhas utilizadas pelo mico-leão-de-cara-preta - espécie símbolo do local. O projeto também vem buscando alternativas de fortalecimento das atividades tradicionais como o artesanato, bem como mobilizando parceiros para apoiar algumas expedições turísticas passando pela Vila do Ariri valorizando a prática de canoagem, mountain bike, trekking e birdwatching.

"Com o projeto, o IPÊ pretende garantir que a comunidade do Ariri se torne um destino turístico sustentável conhecido e visitado por pessoas amantes da natureza e interessadas em vivenciar e trocar experiências com o modo de vida dos caiçaras, agricultores familiares e quilombolas", conta Gustavo Toledo, turismólogo do IPÊ.

Sobre o projeto

A iniciativa surgiu em resposta aos acordos das Econegociações de 2009 e 2013, quando a população e representantes locais reuniram-se junto com o IPÊ para traçar alternativas para um futuro mais sustentável da região. Uma das soluções apontadas como prioritárias para a geração de renda, e que traria benefícios a à população dessa rica área natural, foi o Turismo de Base Comunitária, que alinha ganhos financeiros à conservação da biodiversidade e da cultura caiçara e suas tradições. Assim, o IPÊ levou adiante a ideia de ajudar a promover um turismo feito pela própria comunidade, de forma justa (os ganhos são repassados sem intermediários) e de maneira condizente ao desenvolvimento sustentável local. O projeto é apoiado pela TAM e Instituto OIKOS e faz parte do Programa de Conservação do Mico-Leão-de-Cara-Preta, também do IPÊ.