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diadedoarNo Dia de Doar (2 de dezembro), o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas convida os cidadãos a doarem árvores para a natureza. Por meio da rede social Facebook do Instituto, é possível fazer doações que irão se transformar em árvores nas áreas de mananciais do Sistema Cantareira, um dos maiores sistemas de abastecimento de água do mundo e que vive a pior seca da sua história.

Com sede localizada em Nazaré Paulista (SP), um área de Mata Atlântica estratégica em produção de água, o IPÊ já plantou 300 mil árvores nas áreas de abrangência do Sistema Cantareira e pretende somar 700 mil com essa campanha - que começa no Dia de Doar e segue ao longo dos próximos meses. Assim, a meta é chegar a 1 milhão de árvores, com o objetivo de proteger rios, represas e córregos que fazem parte desse sistema que abastece 14 milhões de pessoas em São Paulo, sua região metropolitana, e cidades do interior.

"A recomposição de matas ciliares é de extrema importância para a conservação dos recursos hídricos porque elas ajudam a absorver água das chuvas de maneira adequada, infiltrando-se no solo e alimentando o lençol freático. Com a vegetação também reduzimos o risco de assoreamento desses rios e represas, um impacto extremamente grave para o armazenamento dessas águas", conta Andrea Peçanha gerente de desenvolvimento institucional do IPÊ.

O reflorestamento da região do Sistema Cantareira é apontado por pesquisadores do Instituto como uma das medidas principais para a recuperação da capacidade de produção de água na região. Estudos indicam que 45% das Áreas de Preservação Permanente (APPs) que, por lei, deveriam ser coberta de árvores nativas, estão ocupadas por pastagem ou monoculturas como o eucalipto. Desta forma, as áreas não estão cumprindo com suas funções ecológicas.

Cada pessoa pode doar quantas árvores quiser. O valor inicial da doação é de R$20,00 para 1 árvore e chega a R$100,00 para 5 árvores. Para doar mais, basta dobrar ou triplicar o valor doado, no momento da operação, realizada via Moip. O IPÊ fica responsável pelo plantio das mudas nativas da Mata Atlântica e seu acompanhamento até que cresçam e formem uma floresta.

Para doar, clique aqui.

Monitoramento queloniosAs comunidades da Reserva Extrativista (RESEX) do Rio Unini, na Amazônia, aproveitam a chegada da estação seca para monitorar e estudar a ecologia reprodutiva de quatro espécies de quelônios aquáticos na região do Baixo Rio Negro: a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), o tracajá (Podocnemis unifilis), a irapuca (Podocnemis erythrocephala) e o cabeçudo (Peltocephalus dumerilianus). A ação faz parte do projeto “Monitoramento Participativo da Biodiversidade em Unidades de Conservação da Amazônia”, desenvolvido pelo IPÊ e ICMBio/Ministério do Meio Ambiente (MMA), que capacita os moradores da Unidade de Conservação como monitores da biodiversidade.

Desde setembro, os monitores comunitários percorrem as praias durante dia e a noite a procura de ninhos e fêmeas. Quando os ninhos são encontrados, são marcados com as informações de data da desova e espécie. Em alguns, os monitores medem ainda a largura e a profundidade, e contam o número de ovos dentro deles. As fêmeas encontradas, passam por medição, pesagem e marcação dos seus cascos, e, em seguida, são liberadas.

A cada dia aumenta o número de ninhos nas praias e esses são acompanhados durante toda a temporada reprodutiva, até o nascimento dos filhotes.

Esforços conjuntos

No período de 27 de outubro a 04 de novembro de 2014, ICMBio e IPÊ com participação da pesquisadora Camila Ferrara da WCS-Brasil, realizaram o acompanhamento do monitoramento de quelônios aquáticos em cinco praias protegidas e a primeira amostragem em lagos ao longo do rio Unini. Orientados pela pesquisadora, os monitores comunitários fizeram medição, pesagem, marcação e liberação dos animais capturados. Medidas do ambiente e informações adicionais sobre as espécies também foram tomadas.

"A amostragem foi um sucesso e os monitores estão bastante organizados e animados com as ações realizadas. Os jovens destacam-se como lideranças e multiplicadores de conhecimento, atuando desde o planejamento até a execução do monitoramento em campo", conta Pollyana Figueira Lemos, do IPÊ.

O projeto tem apoio da Cooperação Técnica Alemã – Deutschen Gesellschaft Für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), Gordon and Betty Moore Foundation, e também conta com a colaboração de importantes parceiros institucionais: Associação Conservação da Vida Silvestre (WCS-Brasil), Projeto Pé-de-Pincha e a Fundação Vitória Amazônica (FVA), fundamentais para o sucesso do monitoramento em campo e geração de conhecimento acerca da biodiversidade local.

No intuito do aprimoramento dos serviços e produtos alimentícios das Comunidades do Baixo Rio Negro, o IPÊ organizou, em parceria com o Serviço Nacional da Aprendizagem Comercial (Senac), uma oficina para ensinar a técnica de amanhar (tratar, tirar espinha, preparar filé) peixe, que aconteceu no último dia 20 de novembro. Esta é a segunda oficina realizada pelo Centro de Turismo e Hospitalidade – CTH do Senac, a primeira oficina tratou sobre as boas práticas na manipulação de alimentos.

A atividade foi realizada na base da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé e contou também com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAS). Cerca de 30 pessoas que fornecem alimentação para visitantes do Roteiro Tucorin, das comunidades São Sebastião, Bela Vista do Jaraqui, Três Unidos, Nova Esperança, Julião, São João do Tupé e Colônia Central, participaram da oficina.

Os docentes dos cursos profissionalizantes do Senac, Williana da Silva e Michel Brito, foram os responsáveis por conduzir a oficina. Espécies como tambaqui, matrinxã, jaraqui e tucunaré, pescados pelos próprios comunitários, foram as peças utilizadas na oficina, que focou no ensino da técnica de retirar a espinha do peixe.

Segundo a pesquisadora do IPÊ, Nailza Pereira, a necessidade da oficina se manifestou durante visitas às comunidades. “Sempre que nós falávamos em melhorias na alimentação do visitante eles apresentavam essa vontade de aprender a tirar a espinha”, lembra.

Para Michel, ao aprender a técnica e aperfeiçoar em casa, os ribeirinhos podem inovar nos pratos e assim melhorar os serviços e produtos oferecidos pelos empreendimentos. “Pra quem vive aqui é fácil tirar a espinha, mas os turistas e visitantes não possuem a prática e precisam de auxílio muitas vezes. Servir pronto pra consumo a essas pessoas é uma atração e pode agregar valor ao produto”, destacou.

Saiba mais: http://ipe.org.br/blogecopolos/senac-realiza-oficina-de-amanhar-peixe-em-parceria-com-ipe/

tatu2Duas fotos de tatu-canastra do Projeto Tatu-Canastra, do Pantanal, foram selecionadas entre as melhores do ano pelo concurso da BBC Wildlife Camera-trap Photo of the Year 2014. A premiação é para fotografias tiradas por "cameras-trap", ou seja, "armadilhas fotográficas": câmeras colocadas em locais estratégicos em áreas naturais, para flagrar diversas espécies em seu dia a dia , suas atividades e seus comportamentos. Este ano, os prêmios principais ficaram para a imagem de um guepardo asiático (Iranian Cheetah), vencedor na categoria pesquisa e espécies raras, e um rinoceronte negro na Zâmbia, vencedor na categoria geral.

"Embora nós não tenhamos ganhado o prêmio principal, estamos muito felizes de estar entre os melhores, pois concorremos com quase 900 fotos. As imagens serão apresentadas na revista e esta é uma ótima maneira de promover e compartilhar a maravilha e a paixão que todos nós sentimos pelo o enigmático tatu-canastra", afirma Arnaud Desbiez, pesquisador.

Esta foi a segunda vez consecutiva que o projeto teve fotos selecionadas entre as melhores pelo concurso. As câmeras são fundamentais para analisar e conhecer o comportamento do tatu-canastra. A espécie rara ainda não tem todo o seu comportamento mapeado, que vem sendo desvendado pelos pesquisadores com o decorrer dos estudos. Em 2012, por exemplo, as câmeras flagaram pela primeira vez o nascimento de um filhote da espécie. Mais recentemente, também foram as câmeras que indicaram que o tatu-canastra tem um grande papel na natureza, o de engenheiro do ecossistema, já que as tocas cavadas por eles servem de abrigo e vários outros usos para outras espécies, de quatis a onças pardas.Tatu

As fotos são de Isabel e seu filhote Alex, que é pesquisado há mais de 17 meses, desde o seu nascimento, pela equipe do projeto Tatu Canastra no Pantanal. De acordo com Arnaud, até a semana passada, o tatu Alex continuou a compartilhar território de sua mãe e, muitas vezes, dormem juntos na mesma toca. Os pesquisadores vão continuar as análises comportamentais para comprovar as hipóteses sobre seu comportamento.

"Acreditava-se que sub-adultos de tatus canastra dispersam de suas mães com 6 semanas de idade. Esta é uma estimativa com base em pesquisas de outras espécies. Mas já se passaram 17 meses desde que Alex nasceu e ele continua interagindo e compartilhando território de sua mãe. Embora ele forrageie sozinho , ele utiliza tocas que ela cava e só recentemente começou a cavar algumas tocas", conta Arnaud.

Para o pesquisador, essa nova informação é extremamente importante e demonstra que os jovens tatus-canastra podem precisar de mais atenção para sobreviverem na natureza. "As fêmeas reproduzem muito pouco e cada animal é extremamente precioso. Isso explica por que os tatus gigantes foram extintos localmente em tantas áreas da sua distribuição . Nascem poucos filhotes e a remoção de qualquer indivíduo tem enormes consequências sobre a população", diz.

Para saber mais:
http://www.discoverwildlife.com/gallery/bbc-wildlife-camera-trap-photo-year-2014-winners

Sobre o Camera-trap BBC Wildlife Foto do Ano 2014

O concurso Camera-Trap da BBC Wildlife Magazine Photo acontece há cinco anos. Em 2014, o prêmio foi para a fotografia mais marcante e para a imagem que tinha feito o máximo para fazer avançar a compreensão de uma espécie. O
painel de especialistas recebeu 877 imagens e selecionaram as principais.

Os prêmios de primeiro lugar ficaram com a imagem de um guepardo asiático (Iranian Cheetah), vencedor na categoria pesquisa e espécies raras, e um rinoceronte negro na Zâmbia, vencedor na categoria geral.

Nos dias 24 e 25 de Novembro, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente promoverá o VI Encontro Paulista da Biodiversidade. Com o intuito de promover o debate em torno das questões mais relevantes a respeito da biodiversidade, em sua sexta edição, o Encontro abordará as iniciativas na Gestão da Biodiversidade, a Produção Sustentável e Alternativas Econômicas para áreas com restrições ambientais, a Conservação da Biodiversidade, a Restauração Ecológica e a Conservação de espécies da fauna ameaçadas de extinção.

Cristiana Saddy, coordenadora do Mestrado Profissional realizado pela ESCAS – Escola de Conservação Ambiental e Sustentabilidade e professora da disciplina Ecologia, propôs aos alunos dos formatos intensivo e modular a participação neste evento como experiência prática para os temas tratados em sala de aula. “Esta é uma das características do mestrado oferecido no IPÊ”, diz Cristiana. “Nós contribuímos para integrar saberes sem concentração disciplinar, manifestando grande sensibilidade social, cultural e tecnológica, além de mantermos estreita relação com a academia, sem excluir a sintonia com a demanda externa a ela”, afirma.

Para saber mais sobre a ESCAS e o processo seletivo do Mestrado, acesse o link http://www.ipe.org.br/mestrado/ e descubra outra forma de pensar e agir para sustentabilidade.