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O projeto "Nascentes Verdes, Rios Vivos" foi um dos selecionados para receber apoio da Fundação Itaú Social (FIES-Itaú) em 2015. O recurso será destinado ao componente de Educação Ambiental do projeto.

A equipe do IPÊ participou do Encontro Nacional PIPS FIES (Programa de Investimento em Programas Sociais do Fundo Itaú Excelência Social). O evento reuniu as 11 ONGs selecionadas no edital, que levaram para casa um troféu como reconhecimento pela qualidade das propostas e do trabalho desenvolvido.

"Foi um processo bastante disputado. De 700 inscritos, apenas 11 estão recebendo  o apoio este ano. Então é claro que estamos felizes e orgulhosos por estar entre as instituições selecionadas", afirma Andrea Pupo Bartazini, educadora e uma das coordenadoras do projeto.

Criado em 2004, o FIES-Itaú é um fundo de investimento que aplica seus recursos em ações de empresas socialmente responsáveis. Visando contribuir para melhoria da qualidade da educação no Brasil, o fundo destina 50% da sua taxa de administração para projetos educacionais desenvolvidos por organizações não governamentais (ONGs). De 2004 até o final de 2014, o FIES destinou mais de R$ 25,2 milhões a programas educacionais desenvolvidos por 146 ONGs, beneficiando mais de 28,8 mil crianças e jovens, além de 2,6 mil educadores. Até o final 2015 esas 11 ONGs (incluindo o IPÊ) receberão R$ 2,25 milhões em apoio técnico e financeiro para continuidade de seus projetos.

Dia 2 de junho, semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, o IPÊ realizará o segundo Encontro Socioambiental Participativo, referente à "VI Econegociação: Um Pontal bom para Todos". O objetivo central do evento será discutir os próximos passos definidos no primeiro encontro, junto com lideranças comunitárias, representantes governamentais e sociedade civil, atuantes no Pontal do Paranapanema.

O encontro acontecerá em Teodoro Sampaio (SP), cidade onde o IPÊ realiza ações desde os anos 90 em prol da conservação socioambiental local. Na reunião, será apresentado o Relatório Técnico Sistematizado do primeiro Encontro Participativo, além de relembrar trabalhos produzidos pelos diversos participantes na ocasião.

A ideia será também elaborar, de forma participativa, uma agenda ambiental regional, definindo metas e estratégias para alcançar as demandas identificadas como prioritárias para desenhar um futuro socioambiental mais sustentável na região.

2º Encontro Participativo da VI Econegociação do Pontal
02.06.2015
Das 13h às 17h
Salão Visual Fest
Rua Ediardo Uloffo, 475
Teodoro Sampaio-SP.

A ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade abriu inscrições para o novo curso "Produção e Comercialização de Plantas Medicinais".As aulas acontecem na sede da Escola, em Nazaré Paulista (SP), dias 9 e 10 de junho.

O curso aborda a teoria sobre o cultivo e o processamento pós-colheita de plantas medicinais e aromáticas dentro de critérios de boas práticas agrícolas e conforme a legislação vigente. Os temas tratam do processo produtivo, da semeadura até o armazenamento, envolvendo aspectos da pesquisa agrícola, da produção e da comercialização.

Além disso, serão apresentadas as etapas essenciais da cadeia produtiva dos fitomedicamentos e/ou produtos naturais de origem vegetal, com o objetivo de mostrar ao participante o contexto exigente das responsabilidades e normativas do setor, que requerem conhecimentos específicos para que seus investimentos sejam bem sucedidos. Inscreva-se: http://migre.me/pPCta

A primeira edição do Design da Mata 2015 começa hoje, dia 7 de maio, e vai até domingo, dia 10, no espaço A CASA - Museu do Objeto Brasileiro, na cidade de São Paulo.

Neste ano, o IPÊ passou a ser a instituição coordenadora do evento, que apoia a comercialização e valorização do artesanato de comunidades tradicionais.

Ao longo dos dias, os visitantes poderão conhecer e adquirir produtos de artesãos moradores de regiões importantes para a biodiversidade brasileira como Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado.

O Design da Mata acontece desde 2011 e tem como objetivo despertar o consumidor para uma cultura de comercialização consciente, que valoriza e respeita o “saber-fazer” de populações tradicionais e seus territórios. Esta é uma excelente oportunidade de os visitantes fazerem uma imersão na história, cultura e vivência das comunidades desses biomas.

Na Edição Dia das Mães, além da venda dos produtos, haverá uma exposição com cenografia de Beto Von Poser, fundador da Cenário Brasil, e um passeio guiado pela história de cada produto.

“O IPÊ, via Unidade de Negócios (UNS), assumiu a coordenação do Design da Mata porque acredita no seu formato inovador de aproximação do artesão com o público consumidor, o que amplia a possibilidade de divulgação dos seus produtos, projetos e regiões. Além disso, existe o impacto socioambiental, uma vez que a comercialização é um dos grandes gargalos dos projetos de geração de renda. O Design da Mata está completamente alinhado aos objetivos do IPÊ, que vê nesta iniciativa não apenas uma possibilidade de incremento de renda para as famílias, mas também a incorporação de valores socioambientais que contribuem para o desenvolvimento sustentável”, diz Andrea Peçanha, coordenadora da UNS.

Anote!
De 7 a 10 de maio.
A CASA - Museu do Objeto Brasileiro
Av. Pedroso de Morais, 1216. Pinheiros, São Paulo.
Entrada franca.
FACEBOOK DESIGN DA MATA

Neste mês de abril, pesquisadores do Programa de Conservação do Mico Leão-Preto comemoram a captura de mais um grupo de micos para monitoramento, dessa vez na Estação Ecológica Mico-Leão-Preto (ESEC-MLP), oficializando o retorno do trabalho nesta Unidade de Conservação Federal (ICMBio), localizada no Pontal do Paranapanema (SP).

O grupo capturado para monitoramento será um dos primeiros a receber colares de GPS, a partir de junho, uma metodologia inédita para monitoramento de primatas de pequeno porte (calitriquídeos).

“Os fragmentos da ESEC MLP estão entre os maiores remanescentes de mata atlântica de interior do estado de São Paulo, a mata preferida do mico-leão-preto. Estudar os micos nesse local, em que a fragmentação é relativamente recente, nos ajuda a compreender como a espécie está respondendo à fragmentação e assim planejar ações para aumentar a viabilidade dessas pequenas populações. Para isso estudamos como esses grupos estão utilizando o espaço, os recursos essenciais para manter a população ali, e também fazemos uma avaliação genética e de saúde da população, que é crucial no caso de populações pequenas.”, explica Gabriela Rezende, coordenadora do programa.

A ESEC MLP é uma das principais Unidades de Conservação Federal do Estado de São Paulo, com cerca de 6,7 mil hectares, localizada na região do Pontal do Paranapanema e atualmente conectada ao Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD) por um corredor florestal restaurado pelo IPÊ. A área é dividida em quatro fragmentos florestais: Água Sumida (1.119 ha), Ponte Branca (1.306 ha), Tucano (2.115 ha) e Santa Maria (2.057 ha). É um dos últimos locais em que habita o mico-leão-preto, formada por alguns dos maiores fragmentos de floresta da já desmatada Mata Atlântica do Pontal do Paranapanema.

Gabriela ainda afirma que “se esses fragmentos são os lugares que o mico-leão-preto tem para viver hoje, temos que pensar na melhor forma de viabilizar a manutenção da espécie nessas áreas.” Nesse sentido, o Programa de Conservação do Mico-leão-preto usa a abordagem multidisciplinar do Modelo de Conservação IPÊ. Como um programa integrado à mobilização comunitária e educação ambiental, em 2015, foram iniciadas as atividades junto a unidades escolares dos quatro municípios que possuem fragmentos da ESEC em seu território (Teodoro Sampaio, Presidente Epitácio, Marabá Paulista e Euclides da Cunha Paulista). A ideia é desenvolver iniciativas de educação para proteção do mico e valorização dessa importante área natural.