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Dois projetos criados pelos alunos do Mestrado Profissional da ESCAS são semifinalistas do Desafio "Reinventando a Aprendizagem", da Fundação LEGO em parceria com a Ashoka Changemakers. O edital tem o objetivo de buscar inovações na área educacional por meio de atividades mais lúdicas e criativas, considerando critérios como Inovação, Impacto Social e Sustentabilidade.

Os projetos surgiram a partir de uma disciplina do curso chamada Resolução de Desafios, que fornece aos alunos uma ponte real entre desafios da sociedade e o conhecimento acessado por eles no mestrado. Para cada turma um caso/desafio real da área socioambiental é proposto ao grupo de mestrandos para que eles elaborem uma solução ao desafio durante o semestre de aulas.

Um dos trabalhos semifinalistas foi realizado pela turma de 2014, de Nazaré Paulista. O desafio proposto pela ESCAS foi o de interagir com os professores da rede municipal de Nazaré Paulista e propor o uso interdisciplinar dos dados do projeto "Água Boa" no conteúdo escolar. O projeto do IPÊ, apoiado pelo Fehidro, tem como um dos objetivos levantar dados sobre água, resíduos sólidos, florestas urbanas e esgoto do município de Nazaré Paulista e transmitir isso aos professores da rede pública, para que tais temas ambientais sejam trabalhados com os alunos em sala de aula. Após diagnósticos e reuniões com os professores, os mestrandos decidiram inovar e produziram um material didático em forma de jogos, para ser usado pelos professores em diversas matérias e com os dados gerados pelo projeto.

O outro projeto semifinalista é o da mestranda da turma do Sul da Bahia, Deborah Pizzato. Professora de ensino médio na área de Ciências, Deborah decidiiu estruturar seu Trabalho de Conclusão do mestrado com suas experiências em sala de aula. Para isso, está desenhando um manual de atividades lúdicas e interdisciplinares para o Ensino Médio.

“Estes são alguns exemplos do que temos sonhado e conseguido realizar na ESCAS, unindo teoria e ações práticas para transformar nossa sociedade”, comemora Cristiana Saddy, coordenadora do Mestrado da ESCAS.

Pesquisadores do IPÊ, em parceria com o Grupo Natureza, Sociedade e Conservação (NSC), estiveram reunidos com moradores da RDS Puranga – Conquista, entre os dias 2 e 8 de setembro, com objetivo de aplicar o questionário do Sistema de Indicadores Socioambientais para Unidades de Conservação (SISUC). Essa foi a primeira vez que o trabalho foi realizado em comunidades que recebem o projeto Eco-Polos Amazônia XXI.

O SISUC é uma ferramenta pública e livre para utilização por organizações dos diferentes setores da sociedade, cujos principais objetivos são: apoiar o trabalho de conselhos gestores, fortalecer a gestão participativa, e ampliar o controle social nas Unidades de Conservação da Amazônia brasileira. O método é baseado em indicadores socioambientais que remetem à coleta sistemática de dados, os quais ganham desdobramento em um plano estratégico de ações que passam a ser monitoradas pelo próprio conselho gestor de cada UC.

Para a aplicação de 416 entrevistas em comunidades de cinco UCs do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro, os indicadores foram reduzidos em seu número, de 27 para 21 e os questionários, e adaptados para aplicação a este público. As perguntas foram elaboradas para responder questões relacionadas a opinião dos moradores das UCs em relação aos seus conselheiros e também comparações entre as diferentes comunidades, entre outras questões. Esse total de entrevistados representa cerca de 70% das famílias das UCs estaduais e federais da área. Os entrevistados foram os responsáveis por cada casa: marido, esposa ou ambos.

De acordo com o Carlos Eduardo Marinelli, diretor da NSC, os resultados devem retornar às comunidades no primeiro trimestre de 2015. Marinelli destacou ainda que o SISUC ajuda também no diagnóstico socioambiental das comunidades, UCs e região; gera um planejamento participativo sobre as prioridades de cada UC; e estabelece procedimentos e rotinas de trabalho dentro dos conselhos gestores.

O grupo NSC, em parceria com o ISA, é o principal responsável pela aplicação e monitoramento da metodologia em seis UCs do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro. A expedição realizada na RDS Puranga-Conquista contou com a presença de oito pesquisadores, no total foram visitadas 15 comunidades, sendo entrevistas 169 famílias. O IPÊ e NSC têm conversado no sentido de fortalecer essa parceria para monitoramento e avaliação dos indicadores socioambientas da região, a expedição conjunta foi um passo importante nesse processo. Durante a coleta de dados, foi possível aprofundar também alguns indicadores socioambientais trabalhado no âmbito do projeto Eco-polos XXI e espera-se que esses resultados possam subsidiar ações futuras para as cadeias produtivas da sociobiodiversidade na região.

(Com informações do Blog Eco-Polos Amazônia XXI)

IPÊ é uma das instituições organizadoras do evento e desenvolve projeto relacionado ao tema na Amazônia. Encontro em Manaus pretende elaborar documento com recomendações e orientações para o envolvimento comunitário na atividade

Entre os dias 22 e 26 de setembro, será realizado em Manaus (AM) o Seminário Internacional de Monitoramento Participativo para o Manejo da Biodiversidade e dos Recursos Naturais. O evento, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contará com a presença de representantes de iniciativas de monitoramento de diversos países.

O surgimento de iniciativas de monitoramento participativo tem sido frequente em todo o mundo, como uma tentativa de suprir a necessidade de levantamentos e manejo da biodiversidade e dos recursos naturais. Muitas delas se apoiam no envolvimento de pessoas que residem, usam esses recursos ou participam na gestão das áreas onde se desenvolvem os monitoramentos, geralmente provenientes de populações tradicionais. Este é o caso das comunidades da Reserva Extrativista do Rio Unini e do entorno do Parque Nacional do Jaú que atualmente monitoram quelônios aquáticos na Amazônia, via projeto do IPÊ, um dos apoiadores e organizadores do Seminário.

O envolvimento comunitário acontece por diversas motivações e por meio de mecanismos variados, alcançando resultados relacionados tanto à conservação da biodiversidade quanto ao empoderamento dos moradores locais. Apesar de variado, o protagonismo das populações vem se intensificando e gerando uma grande diversidade de iniciativas chamadas genericamente de monitoramento participativo. Por compreender o enorme potencial de contribuição para conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento local, organizações de pesquisa, organizações não-governamentais e governos buscam formas de aprimorar e difundir as iniciativas monitoramento participativo no mundo todo.

Sobre os dias de seminário


O Seminário será realizado no Hotel Intercity Premium Manaus, composto de duas partes. Nos dois primeiros dias (22 e 23 de setembro) será realizado o 1o Encontro da Rede Internacional de Monitoramento e Manejo Participativo (Participatory Monitoring and Management Partnership - PMMP) com iniciativas identificadas. Nos três dias seguintes (24, 25 e 26 de setembro), acadêmicos reconhecidos internacionalmente, extensionistas, comunitários e representantes de governo envolvidos com iniciativas de monitoramento se reunirão para debater um tema emergente sobre o envolvimento local por dia e buscar o alinhamento técnico e político para promover o monitoramento participativo. A partir dos trabalhos dos participantes do Seminário, pretende-se elaborar um documento com recomendações e orientações para o envolvimento comunitário no monitoramento da biodiversidade e dos recursos naturais.

O Seminário tem suporte da Cooperação Alemã de Desenvolvimento Sustentável (GIZ) por encargo do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear da Alemanha (BMUB), Programa ARPA, Projeto Manguezais do Brasil, the Gordon and Betty Moore Foundation, Wildlife Conservation Society (WCS), IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) e Nordisk Fond for Miljø og Udvikling, com apoio do Secretariado da Convenção da Diversidade Biológica (CDB). Mais informações:
Endereço: Rua Professor Marciano Armond, 544 - Adrianópolis. Manaus. http://www.simpar2014.eco.br/

Pesquisas para a conservação da anta e do mico-leão-preto receberão financiamento
para continuidade das ações de proteção das espécies

A pesquisadora da Iniciativa para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB) Patrícia Medici, e o idealizador do programa de conservação do mico-leão-preto Claudio Padua, ambos do IPÊ, foram premiados por seus trabalhos pela conservação da biodiversidade, pelo Continuation Fund Awards, da organização britânica Whitley Fund for Nature (WFN).

A cada dois anos, o WFN libera a “Continuação de Financiamento” aos vencedores anteriores do Prêmio Whitley para darem seguimento ao seu trabalho no campo. Em 2014, a organização anunciou um prêmio de financiamento no valor de 280.000 libras para a continuidade do trabalho de seis “excepcionais” conservacionistas da fauna selvagem, de países desenvolvidos. Além da anta brasileira e do mico-leão-preto, os recursos deste ano serão direcionados para espécies de morcegos da América Central, os elefantes asiáticos, leopardos e hábitats como florestas tropicais e zonas úmidas.

Patrícia Medici foi vencedora do Whitley em 2008, e graças ao financiamento, o programa de estudos da anta brasileira foi expandido da Mata Atlântica para a região do Pantanal, a maior zona úmida de água doce contínua do planeta, para estudar a espécie em área de várzea, sua reprodução e suas estruturas sociais. Agora, em 2014, com mais um prêmio WFN, a pesquisadora pretende criar um novo campo de monitoramento na área de Cerrado, entre Mata Atlântica e Pantanal – onde já existem amplos dados a respeito da anta.

A área de Cerrado é um epicentro de desenvolvimento agrícola e tem uma maior ameaça de atropelamentos devido a várias rodovias que atravessam o alcance dos antas, fragmentando ainda mais a paisagem. Combinando esta “colcha de retalhos” de estudos em todas as regiões desses biomas (com planos futuros para a criação na Amazônia), a INCAB espera garantir a conservação destas regiões e mitigar as ameaças à antas de várzea, com contínua investigação sobre conservação, educação e treinamento em manejo de ecossistemas.

Como um dos fundadores do IPÊ, os esforços de conservação de Claudio Padua já lhe renderam um prêmio Whitley (1999). Apoiado também pelo WFN, entre outras instituições, o trabalho do primatólogo e demais pesquisadores da instituição contribuiu intensamente para a conservação da espécie, inclusive com a mudança de categoria da espécie na Lista Vermelha da IUCN, passando de “criticamente ameaçado” para “ameaçado”. No entanto, sem uma abundância de populações viáveis e com a perda de habitat, a espécie continua em risco.

Com esse novo financiamento, o WFN ajudará o Programa de Conservação do Mico Leão Preto em um trabalho de dois anos para pesquisa de campo, translocação, a conservação do hábitat e sensibilização da comunidade e educação. O objetivo é atingir um número maior de populações viáveis de micos-leões-pretos vivendo em um hábitat mais amplo e conectado, com as comunidades locais envolvidas na conservação da espécie. As populações de micos serão rastreadas na floresta usando playbacks (chamadas gravadas de vocalização da espécie), técnicas de geoprocessamento e levantamentos sobre deslocamento e uso de área. Dados de composição de grupo serão recolhidos como tamanho, número de adultos, de jovens. Além disso, estão previstas análise de DNA para avaliar a diversidade genética nos grupos de micos.

Todos os anos os estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, reúnem-se para uma maratona de natação ambiental, na qual parte das inscrições são revertidas para o projeto do IPÊ, Nascentes Verdes Rios Vivos, em prol da conservação da água no Sistema Cantareira de abastecimento. É o chamado Ecoswim, que este ano acontece no dia 8 de novembro, na Piscina do Pacaembu, em São Paulo.

Este ano, o evento precisa de sua ajuda para acontecer! Parte do patrocínio para a realização da competição já foi conseguido, mas ainda faltam R$15.000,00 para alcançar todo o recurso necessário para a sua realização. Por essa razão, o Ecoswim lançou um financiamento coletivo no site O Pote. Ali, você pode escolher sua contribuição e recompensas a partir de 10 reais
Contribua!
Não seja um peixe fora d'água, ajude você também a fazer o Ecoswim 2014 acontecer!!

 

Parceria IPÊ e Ecoswim

Um dos objetivos da comissão organizadora é o despertar, entre as equipes, da importância da conservação da natureza e, sobretudo, fazer com que os participantes se tornem defensores e promotores da causa ambiental. Durante a competição são distribuídas cerca de 600 mudas de árvores nativas para os participantes que desejam plantar e parte do valor arrecadado com as inscrições vai para o reflorestamento da mata ciliar da região da Cantareira.

O evento une a prática esportiva à conscientização ambiental: várias equipes de natação se encontram para participar de uma divertida disputa por dois troféus - um para a equipe com a maior metragem nadada e o outro para a com o maior número de inscritos. Cada inscrito ganha uma muda de árvore nativa da Mata Atlântica, uma sacola ecológica e uma camiseta feita de pet.

A possibilidade de engajar pessoas adeptas de um esporte muito saudável, como a natação, em uma causa que tem grande relevância para a sociedade é o grande mote do evento

O IPÊ participa do evento distribuindo as mudas e expondo seus produtos, entre eles: camisetas bordadas, sandálias Havaianas, bucha, bonés, chapéus e geléias. E também oferece oficinas de máscaras ecológicas às crianças, gerando um total de 120 visitas em nossos estandes.