Oficina capacita ONGs da Amazônia em projeto sobre gestão de UCs

Organizações parceiras do projeto Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação (MOSUC) participaram do curso “Noções Básicas para Fortalecimento das Instituições locais”, de 7 a 11 de maio, na sede do IPÊ, em Nazaré Paulista (SP). A proposta faz parte de uma experiência-piloto de fortalecimento da Gestão das Unidades de Conservação parceiras do projeto. Esta foi a segunda atividade do projeto piloto, que começou com uma oficina de integração entre organizações, em novembro.

Ao todo, 27 pessoas de 12 organizações tiveram acesso a palestras com profissionais das áreas de Planejamento Estratégico, Gestão Administrativa e Financeira, Elaboração de Projetos, Captação de Recursos, Comunicação, Comercialização de Produtos e Serviços, e Negócios da Sociobiodiversidade.

“A proposta é fortalecer as organizações por meio de capacitações e atividades para que elas possam atuar em rede, desenvolvendo projetos em parceria com as Unidades de Conservação nas regiões onde já atuam, contribuindo mais efetivamente com a gestão dessas áreas protegidas”, afirma a coordenadora do projeto Angela Pellin.

O projeto piloto também é responsável pela articulação na contratação de pessoas por meio dessas ONGs, com o objetivo de ampliar o número de profissionais na gestão dessas unidades. A ideia dessas capacitações é de também fazer com que as organizações estejam preparadas para lidar com todas as questões que envolvem a prática dessa atividade. De acordo com Aldeci Cerqueira (Nenzinho), da associação da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema (Acre), a contratação de pessoal tem trazido benefícios amplos.

“O projeto nos deu oportunidade de nos aproximar mais do ICMBio, o órgao gestor da unidade, trabalhando de forma integrada. Pra mim esta sendo muito importante. A Associação já fazia o trabalho com o ICMBio, mas com a equipe reduzida, tínhamos dificuldade de chegar nas comunidades. Essa gestão integrada (com a chegada de técnicos contratados) proporciona melhor atentimento às comunidades”, comenta.

Maria Aparcida Monte, da Fundação Viver , Produzir e Preservar, concorda. “O projeto tem colaborado bastante tanto na gestão como também da proximidade. A gente vive no nosso território a realidade de ter que atuar junto a seis Unidades de Conservação em uma área que a gente diz ser quase de um tamanho continental. Com o tamanho da equipe que a gente tinha antes, dificilmente conseguiriamos estar presentes e contribuindo de forma mais satisfatória em todas as unidades”, diz.