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Uma das organizações brasileiras pioneiras no estudo e na disseminação do conhecimento da Biologia da Conservação, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, será um dos participantes do Congresso Internacional de Biologia da Conservação, em Cartagena (Colômbia), de 23 a 27 de julho.

No evento, estarão presentes pesquisadores do instituto que lideram projetos de conservação de flora e fauna, além dos fundadores da organização, Claudio e Suzana Padua, promovendo palestras e participando de eventos paralelos. 

Rafael Morais Chiaravalloti (foto), pesquisador do IPÊ atuante em projetos de áreas protegidas, será palestrante em evento paralelo do WWF EFN, com o tema "Sobrepesca? Gestão de sistemas pesqueiros no Pantanal, Brasil". O pesquisador usa a pesca do Pantanal no Brasil como um estudo de caso para desconstruir narrativas ambientais sobre acusações de que comunidades tradicionais são os responsáveis pelo declínio das populações de peixes no mundo. O estudo traz dados concretos mostrando que as políticas públicas focadas em desenvolvimento sustentável deveriam celebrar o uso tradicional das comunidades, ao invés da atual abordagem focada em suprimir a permanência dessas populações no Brasil e no mundo.

Também no evento, a presidente do IPÊ, Suzana Padua, vai falar sobre os 25 anos da existência do IPÊ, as razões que fizeram o instituto concentrar-se na educação para a conservação a ponto de criarem uma escola (ESCAS) e como são elaboradas as estratégias da organização para proteção de espécies e biomas do Brasil. 

 

"A experiência do IPÊ será compartilhada para que os participantes possam se encorajar a levantar questões e, com sorte, retomar ideias que possam funcionar em suas próprias realidades", comenta Suzana.

A coordenadora do Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, Gabriela Cabral Rezende (foto/Katie garrett), participa de um Knowledge Café, para tratar sobre as conquistas e desafios do projeto que busca proteger o mico na Mata Atlântica do interior do Estado de São Paulo. Dentre as conquistas para a proteção da espécie ao longo de mais de 30 anos de pesquisa, estão a melhora da sua categorização na lista vermelha da IUCN, a criação de uma Unidade de Conservação para conservar o hábitat (Estação Ecológica Mico-Leão-Preto) e ainda a inclusão da educação ambiental no currículo escolar das escolas públicas do município de Teodoro Sampaio, cidade base das pesquisas sobre a espécie.

A equipe de áreas protegidas do IPÊ também estará presente, com a participação das coordenadoras Cristina Tófoli e Fabiana Prado, falando sobre Conservação da Amazônia a partir do Projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade, realizado em parceria com o ICMBio (Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade). A Biodiversidade em Áreas Protegidas (APs) pode ser melhor conservada quando as pessoas locais são motivadas a fazê-lo. Para isso, é necessário criar estruturas que permitam isso, como o Programa de Monitoramento em APs da Amazônia brasileira, que já rende resultados importantes como a formação de mais de 470 monitores em Unidades de Conservação e levantamentos sobre fauna e flora, que contribuirão para pesquisas em longo prazo.

Mais informações: http://conbio.org/mini-sites/iccb-2017

IPÊ e Biologia da Conservação

O IPÊ foi uma das primeiras organizações brasileiras a divulgar e aprimorar os estudos sobre Biologia da Conservação, no País. Para isso, fundou em 1996 o CBBC - Centro Brasileiro de Biologia da Conservação, que passou a funcionar como centro de estudos na área, a partir de cursos de curta duração. Com a criação da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, os cursos do CBBC passaram a fazer parte da escola de ensino superior, que realiza atualmente os cursos livres, o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável, e o MBA em Gestão de Negócios Socioambientais.
Mais informações: www.escas.org.br

 

 

A conscientização sobre o uso racional da água é indispensável para que, em um futuro próximo, a crise hídrica global não se agrave. Além disso, combater o desperdício, reduzir a poluição por esgoto e a contaminação por produtos químicos são formas de conservar a água e proteger a biodiversidade – variedade de formas de vida do mundo natural – inclusive a vida humana.

Para que o ciclo da água se mantenha, as fontes e as matas precisam ser protegidas. Conservar a natureza ajuda a prevenir a extinção de espécies ameaçadas pela poluição, aumento desordenado das cidades, expansão da agricultura e aquecimento global. A relação entre água e vida é o quinto assunto da série sobre os desafios relacionados à água.

Megadiversos

A América Latina, além de reunir um terço das fontes de água do mundo, concentra a maior extensão no mundo de florestas dedicadas à conservação da biodiversidade. São 26 por cento dos 366 milhões de hectares destinados a esta função em nível global, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Além disso, Brasil, Colômbia, México, Venezuela, Equador, Peru estão entre os 17 países mais megadiversos do mundo – abrigam a maioria das espécies da Terra. Juntos, eles reúnem 70 por cento de toda riqueza natural do planeta, segundo a organização ambientalista Conservation International. No entanto, os ecossistemas brasileiros estão constantemente ameaçados pelo avanço do desmatamento, da urbanização, da poluição e do barramento de rios.

Fórum Mundial da Água no Brasil, em 2018

O Fórum Mundial da Água é um espaço privilegiado para trocar experiências, analisar problemas e buscar soluções relacionadas ao uso consciente da água, em todo o planeta. O evento é um processo de três anos, em que mais de 40 mil pessoas (cidadãos comuns, especialistas, gestores públicos, legisladores e tomadores de decisões) participam de debates pela internet e de eventos preparatórios que ajudam a construir o evento. A participação é aberta a todos por meio da plataforma online: “Sua Voz”.

O Fórum Mundial da Água é o maior evento mundial sobre água e busca promover a conscientização, construir compromissos políticos e para aprimorar a gestão e uso eficiente da água com base na sustentabilidade ambiental, para o benefício de toda a vida na Terra. Pela primeira vez o Fórum vai ocorrer em um país do Hemisfério Sul. “Compartilhando Água” é o tema central desta edição, que reforça a importância da gestão responsável da água com a colaboração de todos.

​​O 8º Fórum Mundial é organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC), pelo Governo Federal (Ministério do Meio Ambiente e Agência Nacional das Águas – ANA) e pelo Governo do Distrito Federal (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal – Adasa).

O evento será realizado entre os dias 18 e 23 de março de 2018, em Brasília, e cidadãos de todo mundo já começaram as discussões. Seja você também parte da rede de pessoas envolvidas com o tema, participe dessa mudança. Para saber mais, acesse: http://www.worldwaterforum8.org/your-voice.

Informações de: http://www.worldwaterforum8.org

 

 

 

O IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas é um dos parceiros do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) na realização do 1o Seminário de Voluntariado do ICMBio – Experiências Internacionais de Voluntariado em Áreas Protegidas. O evento acontece no dia 18 de julho, em Brasília. As inscrições vão até dia 14/07.

O seminário será transmitido online (link será divulgado na véspera). A ideia do encontro é discutir a relevância do trabalho voluntário em âmbito internacional, promover trocas de experiências, inspirar novas adesões ao programa e reconhecer os gestores, voluntários e parceiros que vêm fazendo a diferença no apoio às Unidades de Conservação (UCs) da natureza no Brasil e no exterior.

O público-alvo são pessoas envolvidas na gestão de programas de voluntariado no ICMBio ou que tenham interesse em implantar o programa; voluntários; representantes de instituições parceiras ou com interesse pelo tema; representantes de órgãos estaduais e municipais de meio ambiente; professores e estudantes universitários e demais pessoas interessadas no tema. Durante o seminário, palestrantes internacionais, que organizam trabalho voluntário em áreas protegidas da América e Europa, irão mostrar os resultados das suas experiências.

Veja a programação aqui e faça sua inscrição aqui.

Implementado pelo ICMBio em 2009, o Programa de Voluntariado é uma importante estratégia para a proteção das Unidades de Conservação brasileiras. A iniciativa passou por uma atualização em 2016 e conta amplamente com a parceria do IPÊ para o desenvolvimento de ações estruturantes, como planejamento estratégico, o desenho da identidade visual, a elaboração do Guia do Gestor e do Caderno do Voluntário, além de outros materiais para fortalecimento do programa e sua ampliação.

"Este é um trabalho a várias mãos que tem forte relação com a missão do IPÊ, que é conservar a biodiversidade a partir de modelos inovadores. Colocamos nossa expertise de cerca de 25 anos de atividades de pesquisa, ciência e educação à disposição dos parceiros para que todos possamos chegar a um objetivo comum que é a conservação da biodiversidade brasileira. Isso acontece não só no programa de voluntariado, mas nos diversos outros programas que realizamos principalmente nas Unidades de Conservação da Amazônia", explica a coordenadora de projetos do IPÊ Fabiana Prado.

A atuação do IPÊ se dá a partir do projeto "Motivação e Sucesso na Gestão de UCs", que busca ampliar a qualidade da gestão das Unidades de Conservação (UCs) no Brasil, por meio do incentivo ao empreendorismo dos gestores dessas áreas, com relação a recursos financeiros, contratação de pessoal e iniciativas de desenvolvimento local. Para isso, dá apoio técnico, capacitação e promove debates entre os seus principais articuladores e interessados. O projeto tem apoio da Fundação Moore.

Em parceria com o ICMBio, o projeto beneficiou, em 2016, 50 gestores, além de moradores das UCs e do entorno. As ações buscam reconhecer boas práticas de gestão nessas áreas protegidas e propõe atitudes inovadoras para superação de desafios.

 


Serviço

1º Seminário de Voluntariado do ICMBio
Data: 18 de julho
Local: Centro Cultural de Brasília
Endereço: SGAN 601 Módulo “B” - Asa Norte, Brasília, DF
Parceria: IPÊ, WWF e Serviço Florestal dos Estados Unidos/USAID
Apoio: GIZ, Programa ARPA, GEF-MAR e SOS Mata Atlântica

Com informações do ICMBio. Foto: ICMBio.

 

A ESCAS/IPÊ - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade realiza no dia 13 de julho, às 20h, a Mesa Redonda: Negócios Ambientais e Áreas Protegidas. O evento faz parte das atividades do MBA Gestão de Negócios Socioambientais.

A mesa redonda será transmitida ao vivo. Para participar gratuitamente. Inscreva-se agora no link:
http://mba.ipe.org.br/mesa-redonda-mba-2017

Participam:

 

Claudio Padua (ESCAS/IPÊ) - Reitor da ESCAS e vice-presidente do IPÊ. Professor do Mestrado e MBA da Escola.

Flávio Ojidos - Idealizador do Banco de Áreas Verdes, agência de fomento a negócios socioambientais e Mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela ESCAS.

e

Pedro Menezes (ICMBio) - Membro da IUCN Brasil. Atuante no Uso Público em Unidades de Conservação.

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Coordenadores de escolas municipais da cidade de Atibaia (SP) participaram do workshop "Formação de Educação Ambiental - Biodiversidade", promovido pelo IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecologicas e a Secretaria Municipal de Educação. O encontro aconteceu na Sala Verde da cidade, que hoje funciona na Biblioteca André Carneiro, no bairro Jardim Imperial.

O workshop contou com a presença de 38 coordenadores e teve como objetivo levar informações sobre a biodiversidade brasileira e regional, além de discutir com os participantes a importância da conservação da fauna e flora. O tema vem ao encontro dos objetivos da Secretaria de Educação, que é o de ampliar a informação e disseminar a causa socioambiental, fortalecendo a Educação Ambiental, que é um dos temas trabalhados de forma interdisciplinar nas escolas da cidade, segundo a Diretora de Educação, Eliane Doratiotto Endsfeldz. 

"Achei esse encontro muito produtivo, inclusive por nos permitir atender a uma de nossas diretivas em Educação Ambiental para o município. Já desenvolvemos a educação ambiental em todas as escolas, porque acreditamos que o tema tem que estar presente na vida dos estudantes. A cada ano, as escolas definem temas a serem trabalhados, como arborização ou resíduos. Mas, especialmente no nosso município, tão rico em biodiversidade, esse tema merece um olhar mais aprofundado. Ficamos felizes em poder falar sobre isso agora em parceria com o IPÊ", afirma a Diretora.

No encontro, a educadora e coordenadora de projetos do IPÊ, Andrea Pupo Bartazini, apresentou um conteúdo amplo sobre biodiversidade e conservação, levando aos coordenadores informações de pesquisas realizadas pelo Instituto ao longo de mais de 25 anos de atuação pela proteção da fauna e flora.

"Buscamos levar aos coordenadores informações relevantes e mais aprofundadas sobre a importância da conservação da biodiversidade a partir da valorização da fauna e flora regional da Mata Atlântica do município. Para que eles possam trabalhar com os alunos, usamos imagens dos animais encontrados por aqui e muitas vezes desconhecidos pela população, como o macaco sauá, por exemplo. Mas também buscamos mostrar o valor de espécies pouco carismáticas, que causam medo nas pessoas como o morcego, explicando a importância dele para o ecossistema. O conhecimento e a valorização de cada espécie são as bases para a conservação", afirma a educadora.

O conteúdo apresentado agora será disseminado pelos coordenadores aos professores do ensino fundamental, de forma a alcançar cerca de nove mil alunos das 27 escolas municipais, sob responsabilidade da secretaria.

XII Concurso de Desenhos 

O workshop também lançou as bases do XII Concurso de Desenhos realizado pela tradicional Festa de Flores e Morangos de Atibaia, que acontece anualmente, em setembro. O concurso acontece para os alunos de escolas municipais, algumas estaduais e particulares. Este ano, inspirado pelo workshop, o tema será "Nossos amigos da floresta", buscando despertar a curiosidade e valorização da biodiversidade local pelos estudantes. O regulamento do concurso já está sendo distribuído entre as escolas participantes e os vencedores ganharão prêmios como tablets e kits do IPÊ.

O concurso de desenhos é uma realização da Associação Hortolândia de Atibaia e do IPÊ, com apoio da Prefeitura da Estância de Atibaia. Os patrocinadores são Sicredi, Global e Legatto Comunicação.