Últimas Notícias

 

A 10a edição do Ecoswim acontece no próximo sábado, dia 18/11! A competição de natação é organizada por estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), com renda revertida para o IPÊ. O evento já tem mais de 600 inscritos e 39 equipes confirmadas!

Mas ainda dá tempo de se inscrever: www.ecoswim.com.br

Parte do valor das inscrições do evento é destinada ao projeto do "Nascentes Verdes, Rios Vivos", que mantém um viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica em Nazaré Paulista (SP). As mudas são usadas para reflorestamento e o viveiro é utilizado como local para ações de educação ambiental para a comunidade.

Um dos objetivos da comissão organizadora é despertar entre os participantes  a importância da conservação da natureza e, sobretudo, fazer com que eles se tornem defensores da proteção da água e promotores da causa socioambiental.  
Ao comprar o kit da competição, os participantes recebem uma muda nativa pelo IPÊ.

Ecoswim

Conjunto Aquático Carlos Antonio Biazotto,
Avenida Fernando Simonsen, 120. 
São Caetano do Sul / SP
Inscrições: www.ecoswim.com.br

 

 

 

O estabelecimento de parcerias entre organizações diversos setores (governo, sociedade civil e empresas) é visto como uma das chaves para a melhoria da gestão das Unidades de Conservação (UCs) no Brasil. Para estimular a realização dessas parcerias, o IPÊ começou, nesta semana, a desenvolver uma Experiência-Piloto de Fortalecimento da Gestão das UCs, com a participação de 13 organizações da sociedade civil que atuam em 16 territórios na Amazônia.

A proposta é fortalecer as organizações por meio de capacitações e atividades para que elas possam atuar em rede, desenvolvendo projetos em parceria com as UCs nas regiões onde já estão presentes, contribuindo mais efetivamente com a gestão dessas áreas protegidas. Por meio de um edital, o IPÊ selecionou instituições com interesse em compor essa experiência-piloto e que agora passam a receber acompanhamento do Instituto.

A primeira atividade do piloto é a Oficina de Instituições Parceiras do MOSUC (projeto Motivação e Sucesso na Gestão de UCs), que acontece até dia 10 de novembro, em Brasília, com a participação das instituições selecionadas.

Suzana Padua, presidente do IPÊ, esteve presente para falar sobre a história do Instituto e os desafios para a conservação socioambiental aos representantes das instituições. "Foi muito inspirador ver nessa reunião tantos empreendedores atuando pela Amazônia e que agora fazem parte dessa experiência. São pessoas que se dedicam por amor, porque os desafios são imensos e persistem. Acho que será uma troca muito importante entre o IPÊ e esses participantes, que também têm muito a ensinar sobre suas experiências na Amazônia. Vamos atuar como uma ponte entre essas organizações e demais parceiros dos vários setores, para buscar viabilizar ações que sejam relevantes na conservação dessas áreas", afirmou.

A oficina busca alinhar os objetivos entre as instituições parceiras sobre a atuação em rede no MOSUC, além de debater assuntos como termos de Parceria, Prestação de Contas, Fluxo de Informação, Apresentação dos Planos de Trabalho, Fluxo de Contratação das Pessoas, Relatórios, Cronograma e  Levantamento de Informações para Desenho da Capacitação.

MOSUC é realizado pelo IPÊ, em parceria com o ICMBio e conta com apoio de Gordon and Betty Moore Foundation.

 

 

O IPÊ lançou uma série de videoaulas gratuitas sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs). Em quatro módulos, os técnicos do Instituto explicam a pequenos proprietários rurais como eles podem realizar o sistema de plantio, quais os benefícios socioeconômicos que ele traz e como esse modelo também é importante para a biodiversidade.

As aulas podem ser acessadas em: http://www.ipe.org.br/saf

Os Sistemas Agroflorestais (SAFs), têm se destacado como sistemas produtivos que potencializam a produção agrícola de forma sustentável. Há mais de 20 anos, o IPÊ trabalha com esse sistema no Pontal do Paranapanema, junto a assentados rurais, em uma área de grande impacto para a proteção da Mata Atlântica e toda a sua biodiversidade. 

Os projetos direcionados para esse sistema já renderam resultados importantes ao longo dos anos como: levar benefícios socioeconômicos a mais de 200 pessoas, contribuir com a segurança alimentar de famílias por meio da produção agroecológica e ajudar na formação do maior corredor reflorestado de Mata Atlântica, que beneficia espécies da fauna.

Os SAFs estão alinhados com os objetivos do IPÊ de pensar e implementar, junto com a comunidade, uma paisagem mais sustentável para o Pontal do Paranapanema. Atualmente, o Instituto desenvolve o Café com Floresta e o Sistemas Agroflorestais para Agricultura Familiar como Corredores de Biodiversidade

A iniciativa teve o apoio do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável Microbacias II (PDRS), Banco Mundial e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

 

 

Nos últimos 35 anos, mais da metade do Cerrado brasileiro converteu-se em terras para atividade agropecuária. A fragmentação florestal contínua afeta o habitat natural de várias espécies do bioma, entre elas o icônico tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Considerado vulnerável à extinção na lista vermelha das espécies (IUCN/ União Internacional para a Conservação da Natureza), o tamanduá-bandeira sofre não apenas com a falta de habitat, mas também com os atropelamentos em rodovias, principalmente naquelas que cortam o Mato Grosso do Sul. No estado, é uma das espécies com maior incidência de atropelamentos, segundo dados levantados pela Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira e pelo projeto Tatu Canastra, ambos do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. Entre 2013 e 2014, o tamanduá-bandeira foi a terceira espécie mais atropelada, com 135 carcaças encontradas (as duas maiores ocorrências foram de cachorro-do-mato e tatu-peba).

Mesmo sabendo da importância desse impacto para a espécie, faltam estudos sobre como e quando os animais estão morrendo nestas rodovias. Por essa razão, um grupo de organizações, entre elas o IPÊ, se aliou ao ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres) para desenvolver o Projeto Bandeiras & Rodovias, realizado na cidade de Campo Grande (MS).

Com duração até 2020, o projeto consiste em três fases. A primeira, que já acontece desde janeiro de 2017, avalia o impacto das rodovias para a espécie, com monitoramentos quinzenais, quantificando os atropelamentos e entendendo o impacto das rodovias na vida dos animais. O projeto também avalia a influência da abertura de estradas e do tráfego de veículos na movimentação e comportamento dos tamanduás, monitorando-os a partir de GPS. A participação da comunidade também é importante nessa fase: os pesquisadores levantam as percepções dos caminhoneiros e moradores rurais sobre a espécie - há relatos de que algumas superstições fazem as pessoas considerarem o tamanduá um símbolo de mau agouro.

A segunda etapa prevê identificar as consequências das rodovias no Cerrado na saúde e densidade populacional da espécie. Para isso serão realizados: estudos de densidade populacional de tamanduás próximos e distantes das rodovias, por meio de armadilhas fotográficas e necropsia de carcaças frescas encontradas no entorno das rodovias, com coleta de materiais biológicos.

A terceira e última etapa está relacionada ao Manejo das Rodovias, quando será redigido um documento com estratégias de mitigação de atropelamentos de tamanduás-bandeira. Com os resultados, deverão ser elaboradas diretrizes de manejo paisagístico e ações para mitigar os efeitos negativos das rodovias, que terão colaboração das partes interessadas no tema e de pesquisadores da América do Sul, por meio de um Workshop Internacional Participativo.

 

 

Quem se candidatou ao III Seminário de Boas Práticas e I Fórum Internacional de Parcerias já pode conferir o resultado do processo seletivo aqui. Devido à qualidade, foram selecionadas mais 11 propostas, além das 35 anunciadas no edital, totalizando 46. Afora isso, mais 21 propostas foram escolhidas para publicação na revista do evento. Ao todo, serão publicadas 67 boas práticas.

Por causa desta decisão, a Comissão de Avaliadores decidiu não disponibilizar as possíveis vagas extras ao público externo que existiriam ao final da seleção para priorizar os selecionados para publicação em revista.

Dentre os trabalhos selecionados, encontram-se boas práticas nas áreas de concessão, parcerias, gestão compartilhada em áreas com sobreposição, ecotrilhas, planos de gestão, educação ambiental e voluntariado em unidades de conservação, coordenações regionais e na sede do ICMBio.