Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação

Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação

O Projeto “Motivação e Sucesso na Gestão de Unidades de Conservação Federais - MOSUC” teve início em 2012 através de uma parceria entre o ICMBio, o IPÊ e a Gordon and Betty Moore Foundation. O projeto nasceu com o objetivo de identificar soluções inovadoras para os principais desafios de gestão dentro da questão financeira, desenvolvimento local e capital humano das unidades de conservação (UCs) federais no Brasil.

 

O projeto está dividido em algumas fases. Na primeira delas, foi realizado um levantamento sobre iniciativas inovadoras na gestão das UCs com a finalidade de incrementar a conservação dessas áreas ou superar grandes obstáculos que dificultassem o alcance dos seus objetivos. A avaliação foi feita através de um questionário on-line em que participaram mais de 100 UCs federais no Brasil. Nesta etapa também foi realizada uma análise econômica e financeira para identificar e caracterizar potenciais fontes de recursos para a gestão de UCs e propor novos arranjos para melhorar a sua independência econômica e financeira.

A segunda fase teve como objetivo celebrar as iniciativas dos gestores e avaliar com mais detalhes as questões de capital humano nas UCs. Assim, o projeto foi divido em duas partes. Por um lado, realizou-se um levantamento de modelos alternativos de contratação de mão de obra com base em experiências desenvolvidas no Brasil e no exterior. Foram consideradas as estratégias desenvolvidas por instituições que atuam na conservação de áreas protegidas e em diversos outros temas. O foco principal foi identificar soluções que conseguiram superar da carência de capital humano das UCs. Por outro, foram promovidos dois seminários com o objetivo de realizar um intercâmbio entre gestores de UCs sobre as possíveis soluções para os desafios enfrentados em seu dia-a-dia. O I Seminário de Boas Práticas na Gestão de UCs foi realizado em 2014 e, para o segundo, foi lançada uma plataforma online e a primeira revista bilíngue para divulgação das boas práticas.

O sucesso do primeiro seminário motivou a realização do II Seminário de Boas Práticas de Gestão de Unidades de Conservação, em 2016, que novamente foi uma valiosa oportunidade de troca de experiências, além de avançar na discussão do próprio conceito de gestão inovadora. Assim como o seminário anterior, o segundo seminário também deu origem a uma nova edição da revista bilíngue, reconhecendo os esforços de gestores que empreendem em suas atividades de rotina e inspirando a replicação das boas práticas em outras UCs.

O projeto, inclusive, apoiou algumas das experiências com objetivo de potencializar a divulgação, visando alcançar ainda mais visibilidade e incentivando sua adoção por outras áreas. Além disso, foram realizados aportes para a realização de alguns eventos cujos temas foram considerados prioritários entre técnicos e gestores de UCs durante o II seminário, entre eles, um Seminário de Pesquisa e um Seminário de Gestão Participativa. Ainda nesse sentido, e visando ampliar a capacitação dos gestores de áreas protegidas, o projeto também tem investido na estruturação de uma plataforma de ensino à distância junto à ACADEBio.

Atualmente o projeto encontra-se em sua terceira fase, que envolve a implementação de algumas ações estratégicas identificadas nas etapas anteriores e delineadas junto aos parceiros para o fortalecimento da gestão das UCs. Uma das ações estratégicas é o fortalecimento do Programa de Voluntariado do ICMBio que conta com aporte do projeto para a realização do seu planejamento estratégico, o desenho da sua identidade visual, a elaboração do Guia do Gestor e do Caderno do Voluntário, além de outros materiais. Essa estratégia visa, ainda, o desenvolvimento de um sistema de dados que amplie a visibilidade de seus resultados, além da realização de capacitações junto a gestores e voluntários.

Outra ação estratégica desta fase está relacionada com a implementação de uma Ferramenta Gerencial que integra informações estratégicas sobre as UCs e apoia os processos de tomada de decisão institucionais. Além disso, por meio de uma plataforma de dados online (Painel Dinâmico), informações sobre as UCs federais são disponibilizadas promovendo maior transparência e ampliando o seu acesso pela sociedade. Como parte das ações estruturantes da terceira fase do projeto será realizada uma experiência-piloto de Fortalecimento da Gestão das UCs com o estabelecimento de um arranjo institucional que fortaleça instituições locais e promova a contratação de mão de obra para apoio operacional de campo e administrativo às UCs. Ao todo, serão contempladas 16 áreas, compostas por UCs e núcleos de gestão integrada pertencentes ao Bioma Amazônico. Para cada uma dessas áreas serão identificadas instituições que tenham interesse em compor essa experiência-piloto, as quais serão selecionadas e receberão acompanhamento do projeto visando seu fortalecimento institucional e a contração da mão de obra local para apoio as atividades da UC. As contratações deverão totalizar 60 profissionais e serão divididas em lotes conforme as especificidades de cada área. Ao estimular a contratação de mão de obra local o projeto pretende a) gerar emprego e renda nas comunidades envolvidas com as UCs; b) superar problemas associados com a dificuldade de adaptação dos contratados aos costumes e modos de vida local; c) aumentar o vínculo da comunidade com a UC e; d) fortalecer a estrutura organizacional de instituições locais que já tem alguma relação com a UC.

 

 

 

Claudio Padua

Fabiana Prado

Carolina Delelis (1a e 2a Fases)

Cristiana Tófoli

Rafael Chiaravalloti

Angela Pellin

Cibele Tarraço Castro

Luiz Filho

Simone Tenório

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
http://www.icmbio.gov.br/

Fundação Moore
https://www.moore.org/

 

Cooperação Alemã (GIZ) (1ª Fase)

Embaixada da França (1ª Fase)