Menu
 
 
Blog do IPÊ

Água poluída mata mais que violência no mundo, revela relatório da ONU

Água poluída mata mais que violência no mundo, revela relatório da ONU

Nova Iorque (EUA) - A poluição dos rios e oceanos provocada pela população mundial com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, prejudica a vida marinha e espalha doenças que matam muitas crianças todo ano. A falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente, segundo relatório da ONU nesta segunda-feira.

"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês). Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento. A diarréia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada." O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes. "Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas".

Com informações das agências internacionais
De O DIA Online (22/03 - http://74.125.47.132/search?q=cache:2WKa-NhG6QAJ:odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/3/agua_poluida_mata_mais_que_violencia_no_mundo_revela_relatorio_da_onu_70745.html+dia+da+agua+onu+pnuma&cd=8&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br)

Por: , em 24/3/2010 - 18:43:55
Outros Links
ESCAS

A mordida na caatinga - site O Eco

A mordida na Caatinga 
02/03/2010, 14:12 
 
Com três meses de atraso em relação ao prometido para novembro passado, o governo disparou hoje os anúncios sobre as taxas anuais de desmatamento na Caatinga. Pelos números oficiais, o único bioma 100% brasileiro perdeu 16,5 mil quilômetros quadrados de vegetação entre 2002 e 2008, ou cerca de 2% de sua cobertura original, que era de 826,4 mil quilômetros quadrados. O número pode estar superestimado em 4 mil quilômetros quadrados, admite o governo. Luz sobre a diferença apenas com novas avaliações. A média de perdas anuais para o período foi de 2,76 mil quilômetros quadrados (0,33% ao ano). O total de vegetação remanescete da Caatinga situa-se em torno de 53,6% da original, sendo que 55,6% haviam sido derrubados até 2002.

Se comparado ao da Amazônia, o desmate da Caatinga figura como de pequenas proporções, mas o bioma é cinco vezes menor que a floresta tropical ao norte do país. As emissões de Dióxido de Carbono (CO2) da Caatinga também preocupam, situando-se em torno de 25 milhões de toneladas anuais. A proteção do bioma deve integrar os planos nacionais sobre mudanças do clima, quando forem revisados.

As principais causas de desmatamento no passado foram a expansão de monoculturas de grãos e lavouras de árvores exóticas, agropecuária e produção de lenha e carvão. Algumas delas seguem vigorosas no últimos seis anos, mantendo um padrão de desmatamento extremamente pulverizado, sem frente definidas para as derrubadas, dificultando o combate ao desflorestamento ilegal.

Dos 16,5 mil quilômetros quadrados postos abaixo desde 2002, Bahia e Ceará respondem por mais da metade. A maioria dos municípios que concentram a degradação da Caatinga também está nesses estados. Alagoas, por exemplo, desmatou menos, mas só no último período. Antes de 2002, havia exaurido quase 80% de sua vegetação de Caatinga.

Os focos de desmatamento acompanham pólos produtores de gesso, cerâmica, biocombustível, agropecuária e extração de madeira para produção de lenha ou carvão. A lenha abastece populações e mercados locais. O carvão serve basicamente à siderurgia de Minas Gerais e outros estados. Gesso e cerâmicas também rompem as divisas estaduais do Nordeste. "Sem estimular alternativas energéticas, dificilmente se combaterá o desmatamento na Caatinga", disse o ministro Carlos Minc.

A partir de amanhã (3), governadores de estados nordestinos, ministros, bancos públicos e outras entidades estarão reunidos em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) para discutir e apresentar medidas para combater à desertificação regional. Além das mazelas atuais, o Nordeste está na mira das mudanças do clima e pode perder um terço de sua economia até o fim do século, apontam estudos. O Ministério do Meio Ambiente espera reverter até 500 milhões anuais, metade do fundo nacional do clima, para auxiliar a região. O governo federal quer apresentar um plano de ação para a Caatinga até seu dia nacional, 28 de abril.

O Ibama já tem 25 ações planejadas para combater ilegalidades na Caatinga, região semiárida apontada por especialistas como a mais povoada e mais rica em espécies de animais e de plantas no planeta. O governo tem planos para ampliar ainda este ano a área oficialmente protegida no bioma, com unidades de conservação no Piauí, Bahia e Paraíba. Atualmente, cerca de 7% da Caatinga estão dentro de áreas protegidas federais e estaduais - mas apenas 2% em unidades de proteção integral, como parques nacionais. O índice é semelhante ao que o bioma perdeu em vegetação entre 2002 e 2008.

 http://www.oeco.com.br/salada-verde/38-salada-verde/23550-a-mordida-na-caatinga
 

Por: , em 4/3/2010 - 10:55:10

Claudio Padua no Congresso Brasileiro de Gestão Educacional

VIII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional - Dias 24, 25 e 26 de março.

Claudio Padua, vice presidente do IPÊ, ministrará palestra durante o painel “Formando o aluno para ter responsabilidade social”, no maior evento de gestão educacional da América Latina

O congresso acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de março, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Claudio que é também reitor da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade se apresentará no segundo dia, às 14 horas.

O painel em questão é uma das atividades do Fórum de Responsabilidade Social.
Para mais informações, acesse o site www.humus.com.br/geduc ou ligue para (11) 5535 1397.
 

Por: , em 1/3/2010 - 19:46:11