Iraci Lopes Duveza

Do contato com o projeto do IPÊ, há 14 anos, Iraci animou-se com a ideia de ter um canto na sua propriedade para produzir mudas e ajudar na restauração das Áreas de Reserva Legal e Preservação Permanente das propriedades da região. Hoje, batizado de Viva Verde, o seu empreendimento está entre os oito viveiros comunitários do IPÊ, que só em 2011 produziram 400 mil mudas, gerando renda a famílias participantes do projeto e emprego a outras pessoas, como no caso do Viva Verde, que emprega, a filha de Iraci e mais três pessoas para dar conta da demanda.

Com cursos de capacitação do projeto e também por conta própria, ela avançou na produção. “No começo do projeto, plantava as mudas que eu produzia na minha área de reserva legal e na cabeceira do rio. Plantei cedro, ipê, aroeira... o que sobrava acabava doando. Hoje, vejo isso como negócio, o dinheiro investido vem do projeto do IPÊ, mas também é resultado do meu trabalho, meu investimento”, conta ela, já apontando a área para onde quer expandir as bandejas de mudas. Em 2011, a produção rendeu 10 mil reais à família.

“A gente percebe que isso ajuda nossa família e a natureza. Hoje está muito diferente do que 20 anos atrás, a gente já vê passarinho que não via antes e o clima tá bem diferente. Me sinto orgulhosa de estar nesse projeto e de ajudar esse lugar a voltar a ser o que era. E estou animada para ajudar a plantar mais corredores”, diz.